O vazio não faz barulho. Ele só vai esvaziando tudo por dentro, devagar... até que a cama pesa, o dia não faz sentido e você não consegue explicar para ninguém o que está sentindo. Não porque falta vocabulário. Porque a dor tem uma profundidade que a linguagem comum não alcança.
Carl Jung passou por sua própria crise profunda entre 1913 e 1916, período que chamou de confronto com o inconsciente. Em vez de fugir da dor, ele desceu ao poço e registrou tudo, dando origem ao que seria a base da psicologia analítica. O que ele encontrou lá dentro não foi destruição... foi o embrião de uma nova consciência. Quantas vezes você tentou pular a dor em vez de atravessá-la? E quantas vezes o alívio durou menos do que a fuga custou?
A mecânica espírita compreende a crise existencial como conflito entre o ego e o Self espiritual: o espírito sinaliza, através do sofrimento, que arquétipos doentios do passado precisam ser dissolvidos para que a luz interna encontre passagem. A psicologia transpessoal nomeia esse processo de catalisador de salto quântico na consciência, reconhecendo que padrões similares de ruptura precedem os maiores momentos de individuação humana.
A dor que você sente pode ser o trabalho de parto do seu eu verdadeiro.
Se você está no poço agora, não precisa sair sozinho. Fale com alguém, busque apoio, ligue 188. Nós não evoluímos no isolamento. E se você ainda consegue ler isso... há uma parte sua que ainda quer encontrar a saída. Honre essa parte.
Espalhando A Doutrina Espírita

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