Tem sempre um sol nascendo. Tem sempre uma vida amanhecendo. Sempre tem um coração acreditando. Sempre tem um coração amando. Tem sempre um novo dia, uma nova porta, uma nova chance, um novo momento... Gratidão por estar aqui!
Blog do Mago
Esse é um espaço, para nos levar a refletir sobre autoconhecimento e autotransformação. Autoconhecer-se é descobrir suas forças e suas fraquezas e viver bem com isso. Estar em paz com quem você realmente implica em uma existência pacífica consigo mesmo e seus semelhantes.
15/09/2026
ORANDO
Agradeço, Senhor,
Quando me dizes “não”
Às súplicas indébitas que faço,
Através da oração.
Muitas daquelas dádivas que peço,
Estima, concessão, posse, prazer,
Em meu caso talvez fossem espinhos,
Na senda que me deste a percorrer.
De outras vezes, imploro-te favores,
Entre lamentação, choro, barulho,
Mero capricho, simples algazarra,
Que me escapam do orgulho...
Existem privilégios que desejo,
Reclamando-te o “sim”
Que, se me florescem na existência,
Seriam desvantagens contra mim.
Em muitas circunstâncias, rogo afeto,
Sem achar companhia em qualquer parte,
Quando me dás a solidão por guia
Que me inspire a buscar-te.
Ensina-me que estou no lugar certo,
Que a ninguém me ligaste de improviso,
E que desfruto agora o melhor tempo
De melhorar-me em tudo o que preciso.
Não me escutes as exigências loucas,
Faze-me perceber
Que alcançarei além do necessário,
Se cumprir o meu dever.
Agradeço, meu Deus,
Quando me dizes “não” com teu amor,
E sempre que te rogue o que não deva,
Não me atendas, Senhor!...
Maria Dolores
Psicografia: Fancisco Cândido Xavier;
Do livro: Antologia da Espiritualidade.
14/09/2026
CANÇÃO DA ALMA...
A alma é viva, portanto, faça-a reviver.
O Amor a tudo que é vivo está adormecido, portanto desperte-o.
O propósito está mais do que claro, portanto siga-o.
O sonho é inspirado, portanto manifeste-o.
A visão espiritual pode ser atingida, portanto vá atrás dela.
A indiferença é hesitante; a letargia enfraquece; o egoísmo é destruidor – e tudo o que destrói está perdido.
Mas não para sempre, pois a alma cantará de novo sua melodia de renovação.
O tempo passa, portanto utilize-o.
O poder aí está, portanto use-o.
A experiência é sua, portanto aproveite-a.
O resultado é divino, portanto louve-o.
A alma tem vida, portanto deixe-a cantar.
*-Texto extraído do livro "A Magia da Cura" – Richard Lawrence – Editora Best Seller.*
QUAL O FOCO
Certas coisas perdem a importância quando se é feliz.Aquela pedrinha já não incomoda mais.Não porque tenha saido do lugar ou deixado de existir...Mas porque ela não tem nossa atenção.Então saiu do foco...
Parece realmente que tudo mudou.
Mas na verdade ,tudo está como sempre foi.Quem mudou fui eu.Quando decidi ser feliz,todas as coisas resolveram cooperar comigo.
E em perfeita harmonia,a vida segue maravilhosamente feliz.
Boa sorte
E em perfeita harmonia,a vida segue maravilhosamente feliz.
Cada pequena mudança enfraquece um padrão antigo.
Não se culpe por tentar melhorar a si mesmo. É a ti que o teu caminho deve fazer sentido. Os outros não entenderão e nem precisam entender. Siga em paz.
Transcendental Equilibrium
Alinhamento interior
"Nem os conceitos, nem as fórmulas matemáticas podem explicar o infinito.
Nenhum pensamento é capaz de conter a vastidão da Totalidade.
A realidade é um modo todo unificado, entretanto, o pensamento a divide em fragmentos. Isso causa erros básicos de interpretação - por exemplo, a ideia de que existem coisas e acontecimentos separados ou de que isto é a causa daquilo. Todos os pensamentos pressupõe uma perspectiva e toda perspectiva pela sua própria natureza implica limitação, o que em última análise, significa que não é verdadeira, pelo menos absolutamente.
Apenas o Todo é verdadeiro, porém, não pode ser expresso em palavras nem em pensamentos. De uma perspectiva distante das limitações do pensamentos e, portanto, incompreensível à mente humana, tudo está acontecendo agora. Tudo é que sempre foi ou que será, existe agora, fora do tempo, que também é uma construção mental.
Sempre que não encobrimos o mundo com palavras e rótulos, retorna à nossa vida a sensação do milagre, que foi perdida muito tempo atrás, quando a humanidade, em vez de usar o pensamento, deixou-se possuir por ele.
Uma profundidade volta à nossa vida. As coisas recuperam sua novidade, seu frescor. E o maior de todos os milagres é vivenciar o eu essencial antes de qualquer palavra, qualquer pensamento ou rótulos mentais e imagens. Para que isso aconteça, precisamos desvincular nossa percepção do eu com todas as coisas que se relacionam com ele. (...)
Tudo parece estar sujeito ao tempo, ainda assim, tudo acontece no Agora, no momento presente. Esse é o paradoxo. Sempre vemos várias evidências circunstanciais da realidade do tempo, como uma maçã murcha, nosso rosto no espelho comparado à nossa aparência em uma fotografia tirada há 30 anos antes. Porém nunca encontramos uma evidência direta, jamais vivenciamos o tempo em si.
A experiência que sempre temos é a do momento presente, ou melhor, a do que ocorre nele. Se nos basearmos apenas nas evidências diretas, então o tempo não existe e o Agora é tudo o que existe, sempre.
O Agora assume a forma de qualquer coisa ou acontecimento.
Enquanto resistirmos a isso internamente, a forma, isto é o mundo, é uma barreira impenetrável que nos separa de quem somos além dela, que nos afasta da Vida única sem forma que nós somos.
Quando dizemos um SIM interior para a forma que o Agora adquire, ela própria se torna uma passagem para o que não tem forma. A separação entre o mundo e Deus se dissolve.
Somente quando resistimos ao que ocorre é que ficamos à mercê dos acontecimentos e o mundo determina nossa felicidade ou infelicidade.
Toda vez que você fica ansioso ou estressado, isso mostra que o propósito exterior assumiu o controle e você perdeu o propósito interior de vista. Terá se esquecido de que seu estado de consciência é primário e todo o resto secundário.
Contudo, o que originou a ansiedade ou tensão, ou o negativismo? Nosso afastamento do momento presente. E porque fizemos isso? Porque pensamos que outra coisa fosse mais importante. Acabamos por nos esquecer do propósito primário. Um pequeno erro, uma interpretação equivocada.. um mundo de sofrimento.
Estar alinhados com o que é significa estarmos numa relação de não resistência interna com os acontecimentos. Isso corresponde a não rotular essa realidade mentalmente como boa ou má, e sim, deixá-la ser o que é.
Isso quer dizer que não podemos mais agir para provocar mudanças em nossa vidas? Pelo contrário. Quando a base para nossas ações é o alinhamento interior com o momento presente, elas se tornam fortalecidas pela inteligência da Vida em si."
Eckhart Tolle em Em Comunhão com a vida
Pensamento pra mim... e pra você...
... Quando te sentires encuralada (o), espremida (o) diante de uma situação sem saída, tenta relaxar, respirar fundo... tenta desenhar, sonhar ou escrever, ouvir música, caminhar sem destino... tenta fazer algo diferente do seu habitual... busque algumas opções criativas...
O simples fato de saberes que existem alternativas (inúmeras) e você não dava atenção, será de grande ajuda...
... Quando tiveres que fazer alguma coisa que te deixe ansiosa (o), como proferir um discurso, uma palestra (onde você encontra inúmeros olhos gigantes focalizando você e esperando o contra-ataque) ou até mesmo quando precisa confrontar-te com alguém... fecha os olhos, respira fundo e relaxa-te.
Depois imagina-te a agir com calma e confiança.... é somente disso que precisas.
... Quando os outros te criticarem, escuta-os com atenção; depois determina se te estão a te dar informações úteis ou apenas a falar impelidos pelos seus próprios medos e carências.
Atua você mesma, de cabeça erguida, sem medo, sem receios, seja altiva (o) e ai sim tire as conclusões...
Defina, trace , planeje, arquitete seus objetivos e depois discuta com os mesmos a que consoante do alfabeto chegou sua conclusão.
Te garanto... ficarão surpreendidos...boquiabertos...
sabe porque?
porque esperam pelo obvio... (desistência-abandono-espera-stand by) esse tipo de pessoas não esperam algo criativo... surpreendente...inigualável...
temos que saber dar a volta por cima de qualquer queda... ultrapassar qualquer obstáculos...podemos cair, mas somos capazes de se levantar com classe, requinte... e sem se machucar... como é bom... sentir esse prazer de vitória...
Pense Nisso e quando necessitar, exercite.... terá bons resultados.
Fátima dos Anjos
13/09/2026
FAMÍLIA, LUGAR DE PERDÃO...
Não existe família perfeita... Não temos pais perfeitos, não somos perfeitos, não nos casamos com uma pessoa perfeita nem temos filhos perfeitos...
Temos queixas uns dos outros. Decepcionamos uns aos outros...
Por isso, não há casamento saudável nem família saudável sem o exercício do perdão...
O perdão é vital para nossa saúde emocional e sobrevivência espiritual...
Sem perdão a família se torna uma arena de conflitos e um reduto de mágoas...
Sem perdão a família adoece...
O perdão é a assepsia da alma, a faxina da mente e a alforria do coração...
Quem não perdoa não tem paz na alma nem comunhão com Deus...
A mágoa é um veneno que intoxica e mata...
Guardar mágoa no coração é um gesto autodestrutivo...
É autofagia...
Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente...
É por isso que a família precisa ser lugar de vida e não de morte; território de cura e não de adoecimento; palco de perdão e não de culpa...
O perdão traz alegria onde a mágoa produziu tristeza...
E traz cura onde a mágoa causou doença...
https://www.instagram.com/reel/DItKOWuRKdJ/
Reflexão do Domingo
As dores não curadas, apesar de machucarem, são familiares e infelizmente as pessoas preferem ficar sentindo a dor do que ousar sair do lugar da dor, porque o lugar da dor já é conhecido e acaba ficando confortável, sair da dor é algo novo e o novo assusta.
O novo é bom, o novo é saída, o novo é recomeço.
Comece.
Prossiga.
Avance.
Renove.
12/09/2026
Teoria das Cordas
Imagine uma corda ligando você ao Divino. Sempre que você age contra sua verdadeira natureza, seus valores ou seu propósito, essa corda vibra. Você sente essa vibração como insatisfação, inquietação ou conflito interno. Quando suas ações estão alinhadas com quem você realmente é, a corda fica parada, e você sente paz. Pense nisso!
SINTOMAS ESQUISITOS
Por que você anda se sentindo estranho(a) e com uns sintomas esquisitos...
... Sim, você está meio preocupado (a) com algumas sensações físicas e mentais não é? E isso não é de hoje que acontece, mas parece que tem aumentado recentemente... Vai ao médico e está tudo normal. Mas você continua sentindo uma angústia, um vazio, uma sensação de estar inapropriado (a)... Sensação de permanecer cansado e com sono depois de acordar. Meio à flor da pele e inesperadamente melancólico, com uma tal de “saudade do futuro”. Aí pessoas do passado começam a aparecer como se você precisasse esclarecer algo. Vertigem, dificuldade de concentração. Alguma perturbação na visão - Um sentimento de que algo vai acontecer podendo criar ansiedade, mas “nada” do que se espera acontece. Sei, sei... Começa a questionar tudo e todos, se você quer ou não, se você gosta do que trabalha ou não... e fica muito, muito confuso (a). Uma sensação de premonição do que você não entende.
Vou te contar uma história sobre você. Tente entender que isto é uma metáfora, mas que no fundo é algo muito sério e importante, e talvez o único consolo/explicação que você terá:
Imagine que você não estava aqui no planeta Terra. Você estava em outro lugar, há alguns anos atrás.... Em outro plano de realidade. Lá existia uma faculdade. Você fazia esta faculdade. Era algo importante e você estava no nono, de dez semestres para se formar. Certo dia foi empolgado fazer sua matrícula no último semestre e o sistema emperra - um aviso de “procure a direção” lhe é anunciado. Sua matrícula no último semestre está bloqueada. Você então vai ao diretório de assuntos acadêmicos e é recebido por uma pessoa que te diz o seguinte:
- Olha, aconteceram algumas mudanças curriculares no seu curso. Uma nova matéria e essencial para a sua formação passou a fazer parte da grade e você vai precisar fazê-la, pois ela é necessária para qualquer disciplina do último semestre.
- Mas que matéria é esta? Como assim “mudanças na grade”? – Você perguntou.
- Esta é a informação, é uma matéria lá do primeiro semestre. Você terá que se matricular com alguma turma de calouros, mas isso vai ser rápido, não se preocupe – lhe daremos todo o apoio, basta pedir se tiver dificuldades.
- Pôxa, não acredito, vou ter que voltar ao primeiro semestre para pegar esta matéria? – Bradou você.
- Sim, é necessário. O campo de trabalho de sua formação sofreu alterações nos últimos anos, e uma disciplina extra foi recomendada pelo conselho.
Então, assim, você vai lá e se matricula nesta disciplina.
Esta disciplina é sua vida atual, o nome que te deram, o que você acha que é (mas apenas está). A sala de aula desta disciplina é a sua vida prática.
Seus colegas de curso são sua família, amigos e pessoas que acaba atraindo na sua vida. As outras disciplinas, foram outras vidas (talvez).
A faculdade é um plano maior seu dentro das infinitas possibilidades no Universo.
O planeta Terra? Bem, nos dias atuais, um campo bem disputado para realizar um tipo de “coaching espiritual” – o melhor lugar para ser testado no limite do “caos” – a disciplina disputada e considerada “meio difícil” do primeiro semestre.
O pessoal do diretório acadêmico é o que você chama de santo, anjo-da-guarda, guia, etc... O reitor é quem você chama de Deus.
Entende agora sua aflição e sentimento de não pertencimento? Você é apenas um aluno avançado, num “corpo e cérebro” de primeiro semestre. Sua alma é do nono semestre – você é sua alma, e não o seu limitado circuito nervoso central, corpo. Aí acaba sentindo isso tudo, fica ansioso em terminar logo, se deprime, pois ainda falta tempo... E seu cérebro de primeiro semestre não consegue ler sua alma de nono semestre e você fica assim, meio que sem entender o que anda te acontecendo. Esta é sua história e de outras pessoas que você conhece. Não estou te dando um conselho com isso aqui. Apenas estou te dando uma informação. Grande abraço na sua alma.
(Por Jordan Campos)
As Sete Portas do Mesmo Silêncio
Deixemos à porta, antes de entrar no primeiro limiar:
os nomes que usamos para nos defender,
as certezas que levantamos como muralhas,
as máscaras que confundimos com rostos.
Entremos descalços no recinto
que cada um carrega sem conhecer.
Porque nenhuma humanidade se transforma por decreto
enquanto cada consciência continua em guerra consigo mesma.
O mundo exterior é também o prolongamento
das nossas câmaras secretas.
Se queremos outro destino coletivo,
há um primeiro templo que não pode ser reconstruído
fora de nós: nós mesmos.
E então, em silêncio, começamos.
Antes da luz, há aquilo que ainda não sabemos ver.
Entramos no primeiro círculo sem procurar claridade.
Aceitamos a noite.
Não a noite do abandono, mas a noite matricial,
onde as possibilidades ainda não escolheram um rosto.
Ali encontramos nossos desejos sem nome,
nossos medos sem testemunha,
nossas ambições cuidadosamente justificadas,
as feridas que transformamos em opiniões,
as carências que chamamos de princípios.
Nada expulsamos.
Nada adoramos.
Observamos.
Porque aquilo que negamos em nós
procura um corpo fora de nós.
A sombra rejeitada torna-se julgamento.
O medo oculto torna-se controle.
A insegurança torna-se necessidade de poder.
E, muitas vezes, a violência começa assim:
quando já não suportamos encontrar dentro de nós
aquilo que depois perseguiremos no mundo.
Reconhecemos, então: a humanidade exterior
é alimentada pela humanidade interior.
A primeira porta não se abre para fora.
Abre-se para dentro.
No segundo limiar,
sentimos o peso daquilo que, em nós, quer possuir.
Aquilo que estreita.
Aquilo que transforma o infinito da existência
em território privado:
“Meu.”
“Meu corpo.”
“Meu grupo.”
“Minha verdade.”
“Meu Deus.”
“Meu sofrimento.”
“Minha razão.”
A palavra parece pequena.
Mas, quando se absolutiza,
constrói um universo inteiro ao redor do ego.
A consciência diz:
Isto sou eu. Aquilo não.
E imediatamente nasce o outro.
Com o outro, a distância.
Com a distância, a suspeita.
Com a suspeita, o medo.
Com o medo, a necessidade de dominar.
Permanecemos diante disso sem fugir.
Até compreender que autoconhecimento
não é colecionar uma imagem bonita sobre quem somos.
É perceber as engrenagens ocultas
pelas quais transformamos o mundo
em extensão das nossas necessidades.
Talvez toda separação comece
com uma pequena palavra de posse.
E talvez a liberdade comece
quando já não precisamos possuir para pertencer.
Chegamos ao terceiro recinto.
Aqui não há distração.
A alma sente o atrito entre aquilo que deseja ser
e aquilo que realmente é.
É o lugar da fricção.
O lugar onde as máscaras começam a rachar.
Não pedimos que a dor desapareça.
Pedimos que ela revele.
Porque há dores que nos fecham
e há dores que nos tornam permeáveis.
Há sofrimentos que produzem cinismo
e há sofrimentos que dissolvem a arrogância
de acreditar que somos separados do destino dos demais.
Neste lugar aprendemos uma disciplina esquecida:
sentir sem imediatamente reagir.
Antes da resposta, o intervalo.
Antes do julgamento, a presença.
Antes da acusação, a investigação interior.
O que em mim está sendo tocado?
Que antiga ferida está falando através da minha indignação?
Que medo está usando minha voz?
Não para justificar o mal.
Mas para impedir que nossa inconsciência o multiplique.
A dor, quando atravessada sem fuga, deixa de ser apenas ferida.
Pode tornar-se passagem.
Então entramos na forja. O fogo.
Não o fogo que destrói casas,
mas aquele que dissolve as ligas secretas
de que somos feitos.
Entramos nele com tudo aquilo que acreditávamos ser.
E a chama pergunta:
o que permanece quando a imagem de vocês
deixa de ser necessária?
Aqui, vontade não significa imposição.
Vontade é direção.
É a capacidade de escolher conscientemente
o que alimentamos.
Podemos alimentar o ressentimento.
A vaidade. O medo.
A competição permanente.
Mas também podemos alimentar:
A lucidez.
A fraternidade.
A coragem.
A compaixão.
A responsabilidade.
Cada pensamento repetido é uma pequena liturgia.
Cada palavra lançada é uma semente.
Cada ação ensina ao mundo
qual realidade estamos dispostos a tornar possível.
A iniciação não acontece
quando recebemos um segredo.
Acontece quando nos tornamos responsáveis
pela força que colocamos em circulação.
O fogo não pergunta o que queremos parecer.
Pergunta o que estamos dispostos a transformar.
Depois do fogo, a transparência.
Não somos purificados para nos tornarmos superiores.
Somos purificados para enxergar sem tanta distorção.
A luz não nos torna escolhidos.
Ela nos torna responsáveis.
Porque enxergar é já não poder fingir que não vimos.
Vemos o sofrimento.
Vemos a desigualdade.
Vemos a solidão escondida por trás de rostos digitais.
Vemos a natureza reduzida a recurso.
Vemos crianças aprendendo a competir
antes de aprender a pertencer.
E vemos também nossa participação.
Aqui está a verdadeira dificuldade:
é fácil condenar a escuridão quando imaginamos
que ela pertence sempre ao outro.
Mais difícil é reconhecer as pequenas sombras
pelas quais colaboramos com aquilo que criticamos.
A luz autêntica não produz orgulho espiritual.
Produz precisão. E a precisão diz:
Isto em mim precisa morrer.
Isto em mim precisa nascer.
Então a luz torna-se voz.
Mas aprendemos que nem toda voz comunica.
Algumas apenas ocupam espaço.
Algumas ferem para provar existência.
Algumas repetem medo até transformá-lo em verdade coletiva.
Algumas confundem volume com autoridade.
Por isso guardamos silêncio antes da palavra.
E, quando finalmente falamos,
tentamos que nossa linguagem
não seja instrumento de separação.
Que construa pontes sem esconder diferenças.
Que denuncie sem desumanizar.
Que ensine sem humilhar.
Que discorde sem transformar o adversário em inimigo absoluto.
Pois uma civilização também é aquilo
que suas palavras permitem imaginar.
Se nossa linguagem só conhece guerra,
como esperamos uma cultura de paz?
Se nossa linguagem reduz pessoas a rótulos,
como esperamos uma consciência de unidade?
A palavra é um sopro.
Mas um sopro repetido, pode mover uma multidão.
Por isso dizemos: que nossa fala seja uma extensão
daquilo que desejamos tornar o mundo.
E talvez falar verdadeiramente
seja aprender a não colocar no outro
aquilo que ainda não conseguimos reconhecer em nós.
No último círculo, já não procuramos uma saída.
E descobrimos: não existe último círculo.
As sete portas eram uma só.
A noite estava na semente.
A contração preparava o movimento.
A angústia revelava o fogo.
O fogo abria a claridade.
A claridade buscava a palavra.
A palavra retornava ao silêncio.
E o silêncio sustentava tudo.
Então compreendemos:
não viemos aqui para destruir as partes de nós que nos assustam.
Viemos para conhecê-las. Para atravessá-las.
Para devolver-lhes um lugar dentro de uma consciência mais ampla.
Pois não há iniciação sem descida.
Não há claridade sem noite.
Não há palavra verdadeira
sem o silêncio que a precede.
E não há transformação do mundo
sem a transformação daquele que o mundo carrega.
Porque a verdadeira transformação
não nos separa da humanidade.
Devolve-nos a ela.
Com os olhos abertos e as mãos responsáveis
pelo que fazem circular.
Então fechamos a última porta.
Não atrás de nós, mas dentro de nós.
E permanecemos em silêncio.
Nada foi destruído. Tudo foi integrado.
https://errosdefeitosedescobertas.blogspot.com/2026/09/namaste-buscadores-as-sete-portas-do.html
11/09/2026
Reflexão do dia
“A GENTE VAI EMBORA e fica tudo aí; os planos a longo prazo e as tarefas de casa, as dívidas com o banco, as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.
A GENTE VAI EMBORA sem sequer guardar as comidas na geladeira; tudo apodrece e a roupa fica no varal.
A GENTE VAI EMBORA, se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos; a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.
A GENTE VAI EMBORA, pois é. É bem assim: piscou, a vida se vai…O cachorro é doado e se apega aos novos donos. Os viúvos se casam novamente, fazem sexo, andam de mãos dadas e vão ao cinema.
A GENTE VAI EMBORA e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa. As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora.Quando menos se espera, A GENTE VAI EMBORA. Aliás, quem espera morrer?
Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.
Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço.
Talvez a gente esperasse menos dos outros.
Se a gente esperasse pela morte, talvez perdoasse mais, risse mais, saísse à tarde para ver o mar, talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro.
O tempo voa. A partir do momento que a gente nasce, começa a viagem veloz com destino ao fim – e ainda há aqueles que vivem com pressa! Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é um dia a menos, porque A GENTE VAI EMBORA o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O POUCO TEMPO que lhe resta?Que possamos ser cada dia melhores e que saibamos reconhecer o que realmente importa nessa passagem pela Terra!
Até porque, A GENTE VAI EMBORA…”
Maria Augusta da Silva Caliari












