27/09/2026

Lucidez de uma Encarnação ...


O processo de EVOLUÇÃO MENTAL, em uma encarnação, é o que todos NÓS HUMANOS, buscamos nesta vida.

Consciente ou inconscientemente, precisamos definir e entender, o que REALMENTE SOMOS.

Esta é a razão e, o Caminho de uma Vida Humana. Passaremos, para evoluir mentalmente, por todos os signos.

Dependendo do meio em que nascemos, ou vivemos, fica mais fácil, ou se torna mais complicado, aprendermos a CAMINHAR PELAS NOSSAS PRÓPRIAS PERNAS, e assim crescermos mentalmente.

É óbvio que isso não é por um acaso. Tudo em nossa vida foi e É atraído por nós. Mas, como isso acontece? Vou lhes dar alguns pontos para serem analisados e, que desta forma poderão se tornar suas "pistas evolutivas". Contudo, cabe a cada um de nós, escolher seguir crescendo mentalmente, ou simplesmente abandonar a nossa evolução.

Uma coisa é certa: um dia, nesta ou vida futura, irá ter que prestar atenção em si mesmo e, em suas atitudes.

O que realmente faz a diferença em uma vida são os Valores Mentais que consideramos verdadeiros para a caminhada evolutiva. Eles criam nossos pensamentos, na sequência palavras e depois atitudes.

Para nos tornarmos, efetivamente, seres lúcidos, precisamos levar em consideração alguns pontos, os quais destaco:

1. REENCARNAÇÃO. Por que será que ela existe e qual a finalidade? Admitir, ou achar que é uma grande besteira, tem tudo a ver com o que vou aceitar, como possível, em meus Valores Mentais.

2. VALORES MENTAIS. Já pensou sobre isso e o que eles representam em sua vida? Já sabe que eles estão em quatro grupos: Família, Sociedade, Profissional e Fé?

3. DINHEIRO. Pode ser a causa ou a consequência de minha vida? Como o encaro ou, o que faço com ele, pode determinar o meu sucesso ou a minha derrota?

4. DESEQUILÍBRIO FINANCEIRO. Será que sou vítima dos outros ou de mim mesmo?

5. MINHA ENERGIA. O que é? Como ela nasce e de que maneira a produzo? Será que isso tem tudo a ver com os VALORES MENTAIS que vou aceitar como verdadeiros para a minha vida?

6. SENTIMENTOS. Eu os administro ou me torno consequência deles? Será que isso interfere em minha vida? Como vivo, tem a ver com os sentimentos, e palavras que eu produzo?

7. FAMÍLIA. Para que serve? Como cheguei nela? O que aprendo?

8. SÍMBOLOS. Para que servem no mundo espiritual E MENTAL e o que representam em minha vida atual?

9. SER. Como me comporto frente a esta verdade? O que realmente significa SER?

10. TER. Sei TER ou sou refém da matéria?

11. RELIGIÕES. O que são e, como me comporto com referência a elas, vão me permitir saber ver, ser lúcido ou apenas um seguidor cheio de bengalas?

12. DEUS. Deus Energia, deus pai, deus criador ou simplesmente energia? Com qual destas opções vou pautar a minha vida?

13. SATANÁS. Ele realmente existe ou foi criado para gerar medo e obediência?

14. ATEU. O que significa de fato ser Ateu?

15. FILOSOFIA DE VIDA. Será suficiente para mim? Tenho que me apegar há mais coisas ou, o que até aqui sei, e como me comporto, já basta?

16. CAUSA e EFEITO. Será verdadeiro que minha vida é mesmo CAUSA E EFEITO de meus valores mentais e do que penso e falo?

17. LIVRE-ARBÍTRIO. O que acontece, e será que acontece mesmo, alguma coisa em minha vida, quando interfiro no Livre-Arbítrio de outros seres vivos?

18. FAZER PARA AGRADAR. Será que devo ser um ator no meu dia-a-dia e faço o que os outros querem que eu faça, ou anseio que me aceitem como sou?

19. PLANETA TERRA. O que estou fazendo aqui, nesta família, nesta sociedade, nesta cidade, neste emprego, neste Estado e neste País? O que este planeta representa no Universo e para que ele existe?

20. SAUDADES. Qual o melhor tipo de saudades? Quando a saudade é ausência? Quando a saudades vem do verdadeiro amor?

21. APEGO. O que acontece quando me apego demais às pessoas e às coisas materiais?

22. POSSE. O que é, efetivamente meu, nesta vida? O que vou levar quando partir desta encarnação?

23. EU. Quem sou? O que deve fazer numa encarnação? Quem manda em mim? Estou cuidando de mim ou sou um pária?

24. SABEDORIA. Já sei que, quando desencarnar, nada levo de material, e sim, a Evolução Mental?

Quando você tiver respondido a todas estas perguntas, irá descobrir quem é e, o que está fazendo neste planeta, e ainda, qual o seu grau de evolução mental, nesta encarnação...

Se existirem muitas perguntas, as quais não consegue responder, é óbvio que você ainda segue e obedece alguém ou uma instituição...

Cuide de sua Lucidez Mental. Somos únicos e singulares em nossa evolução.

Sobre o Silêncio e as Respostas Internas


Onde estão as suas respostas? 

Muitas vezes, passamos dias, meses ou anos procurando fora as respostas para as nossas angústias mais profundas. 

Buscamos a validação do outro, o caminho que o mundo diz ser o certo, ou a fórmula mágica para a paz de espírito.

Mas a espiritualidade nos ensina uma verdade silenciosa: a alma não fala alto. 

Ela não grita no meio do caos.

As respostas que você tanto procura só conseguem ser ouvidas quando você silencia o barulho do mundo e se permite apenas ser. 

Silenciar não é a ausência de pensamentos, mas a presença absoluta de si mesmo no agora.

Uma reflexão para hoje: O que o seu silêncio tem tentado te dizer ultimamente?

Pense nisso!

 

NOVO TEMPO


Por um Novo Tempo!

Sentimentos complexos,

multidões em silêncio.

Notas em profusão;

luz nos movimentos.

Sonhos diversos

afetando universos...

Dança das emoções,

pulsando respirações.

Raros momentos,

grandes efeitos...

Vozes nas gotas

do profundo silêncio.

Marcas geométricas

nos mares do tempo...

Levezas acalmando

corações.

Seres em busca do Amor,

no autoconhecimento.

Clara expansão

dos sentidos que orientam...

Entre sombras e luz,

aprendendo na experiência

a unidade de todas as coisas.

E na fraternidade universal,

sob o sopro do infinito,

renasce em todos nós

a esperança serena

por um Novo Tempo.

Desconheço autoria 

Estamos nos perdendo

Não é difícil adivinhar a causa de tanto vazio existencial,a causa de um século que é chamado de "século do pensamento acelerado"(ansiedade).

Corremos o tempo todo sem saber exatamente para que e porque.

Vivemos em uma sociedade de excessos,a pressa do mundo roubou nossa paz.

A busca por "ter" sequestro o "ser". Um retrocesso está assolando a humanidade,há mais de dois mil anos Jesus veio o deixou toda sua sabedoria,para o caminho da felicidade.

Amar o próximo como a ti mesmo.

Ou foi amar as "coisas" como a ti mesmos?

Gratidão por estar aqui!


Gratidão por estar aqui!

26/09/2026

Savana


Viemos da savana, nus, frágeis, acuados pela noite, pela fome, pelos animais, pelo frio, pelas doenças que não compreendíamos. Tudo podia nos matar. E aquele animal assustado aprendeu a cooperar, a falar, a cuidar dos seus mortos, a transmitir memória, a cultivar a terra, a construir cidades, a escrever, a curar, a dividir o átomo, a decifrar o genoma, a sair do planeta e olhar a Terra de fora.

Depois de tudo isso, ainda temos medo uns dos outros.

Há uma obscenidade nisso.

A violência nunca saiu de nós. O medo, a vaidade, a inveja, o desejo de domínio, a crueldade e a embriaguez do poder continuam aqui. Mas aqui também estão o cuidado, a amizade, a compaixão, a criação, a beleza, a capacidade de sofrer por alguém que não somos nós.

O problema é que já não podemos alegar ignorância.

Sabemos o que a fome faz com uma criança. Sabemos o que a guerra faz com uma cidade. Sabemos como o medo fabrica obediência, como a humilhação produz ressentimento, como a mentira prepara a violência. Sabemos curar, alimentar, educar, prevenir, distribuir, comunicar. Temos ciência, tecnologia, riqueza e capacidade material em escala que nenhuma geração anterior conheceu.

Por isso, grande parte da miséria contemporânea já não nasce do que não podemos fazer, mas do que aceitamos não fazer. E, pior, do que organizamos para continuar não fazendo.

Nossos ancestrais temiam feras escondidas no escuro. Nós tememos guerras que fabricamos, mercados que desenhamos, máquinas que construímos, instituições que corrompemos, tecnologias que soltamos no mundo sem saber governar.

Conquistamos poderes de deuses com nervos de primatas.

Somos capazes de observar galáxias a bilhões de anos-luz e incapazes de conviver com o vizinho; capazes de transplantar um coração e dispostos a negar humanidade a quem nasceu do outro lado de uma fronteira.

Depois de tudo o que aprendemos, continuar produzindo fome, abandono, medo e brutalidade não é destino, nem fatalidade, nem natureza.

É fracasso de civilização.

Fonte: A caminhada 

PENSEMOS NISSO

Não estás sozinho em momento algum na jornada da vida. Ainda que por um instante te vejas abandonado, crê que ao teu lado segue uma falange de espíritos que trabalham por tua vitória. Não temas o amanhã, não sofras antecipadamente por problemas que, na maioria das vezes, são frutos de tua mente fértil e teu coração ansioso. Lembra-te das conquistas que já alcançaste até aqui. Tudo dará certo. 

Que assim seja!

Andante, o caminho faz-se caminhando 


O ANJO NEGRO


E, então, no meio de uma multidão algo caiu com tanta intensidade que causou um deslocamento de ar que a todos derrubou. E, junto havia uma luz tão forte que cegou a todos momentaneamente, além de causar ânsia e vômitos em alguns e diarreia a outros, e, para muitos uma comoção e, outros, um pavor que era difícil de entender. Era como se um raio caísse num lago e o secasse de tão forte e intenso. E, do meio de tudo aquilo surgiu um ser negro, poderíamos chamar de anjo negro, pois parecia em tudo com aqueles que os homens estavam acostumados a apreciar em todo lugar...

Sua beleza era estonteante. Seus dentes perfeitos. Forte. Com grandes asas em suas costas. Olhos azuis e cara de poucos amigos. Então, no meio da multidão pegou um homem, ou seria uma mulher, não sei estava um pouco longe, mas o levou ao palco, onde havia um show que, naquele momento estava totalmente em silêncio. Ele falava, mas não havia som, embora todos entendessem, compreendiam e tanto fazia estar na frente quanto nos fundos, ouvia-se da mesma forma. Parecia o próprio trovão. 

Ele pegou o homem pelas costas, estava inerte, o elevou e, começou a falar: “Este que vês, é um marginal, um maldito e a desgraça da raça. Lascivo, beberrão, maledicente, vagabundo, vaidoso, soberbo, briguento, não colabora, reclama e não quer compromisso”. 

E, enquanto falava, girava aquele homem para que todos vissem, e, numa virada ou outra, para espanto geral aquele homem se transformava em mulher, depois numa velha, menina, velho, homem, criança... E continuou a falar: “Este que bebe e gosta de bar, vai continuar e, assim, será a vergonha para si e sua família, será motivo de brigas e discórdias”

“Esta vaidosa e soberba, sempre será assim e, vai pensar em si mesma e, um dia será a vergonha para si e sua família, será motivo de brigas, intrigas e isolamentos”

“Estas pessoas um dia, e, será mais rápido que imagina, e ficarão sozinhas, embora sempre estivessem, mas, antes, ainda tinham alguma saúde e beleza, mas isso o tempo se encarrega de levar e, junto vai também a saúde e a beleza e, assim perderá a coisa mais importante, embora não se perceba, seu sono. Terá insônia e, então não poderá mais dormir de tantos cadáveres que deixou em seu caminho, de tantas viúvas e órfãos. Se tornou um meliante e, meliantes não dormem, não enquanto não forem julgados, mas há tantos e, não há coisa mais angustiante e que tira o sono de qualquer um do que esperar o julgamento”

E o anjo negro, que mais parecia uma mulher, parou de falar. O silêncio era amedrontador. Muitas pessoas perderam a cor ou caiam, pois suas pernas não suportavam seu peso. 

E, continuou: "Os tempos estão chegados! Torçam para que não caia num final de semana ou feriado. Um será levado e outro deixado, muitos ficarão”

E, da mesma forma que chegou, partiu!

E, naqueles dias dançavam, comemoravam, casavam, tinham filhos, se divertiam, brigavam, separavam, viajavam, delegacias, fóruns, advogados, hospitais. Um médico após uma cirurgia difícil... “Pode fechar! Não há nada que se possa fazer. Tão jovem. É a vida”

Ei você! Quem, eu? Sim, você que bebe, ou então você que é lascivo, ou então você que engana as pessoas, ou então você que trabalha em demasia, ou você que é sovina, ou você pródigo, ou quem sabe você que não dorme, ou então você, neste asilo, esperando a morte, ou talvez você com esta doença terminal... O que acham?

Pois é, acho que somos replicadores de NADAS. Mas, também, o que há após a morte que não o NADA? Então se preocupar com o quê? Todos morrem mesmo?

E aquele anjo negro ainda deixou um recado: “Todos morrem, é um fato, mas a semente também, e, todos sabem o que acontece depois, mas, claro, tem que ser uma boa semente e o terreno mais ainda"

Alias, como anda sua semente?

E como anda preparando seu terreno?*

Desconheço autoria

Labirinto Subterrâneo

Não é preciso continuar refém desse labirinto subterrâneo de preocupações para conseguir viver com leveza. Mudar a forma como você olha para essas raízes e trazer a luz da consciência para o agora é o caminho mais seguro para reorganizar o que estava travado.

Para começar a desemaranhar essa tensão e reencontrar o seu eixo hoje mesmo, siga estes 3 passos simples:

Reconheça a raiz: Quando a angústia subir, pause e observe sem julgamento: "Isso é uma velha memória tentando me assustar agora".

Afrouxe o aperto físico: Relaxe os ombros, afaste a língua do céu da boca e respire fundo pelo nariz, soltando o ar devagar pela boca.

Ancore no presente: Sinta o contato firme dos pés no chão e repita mentalmente que você está seguro(a) neste exato segundo.

Continuar ignorando esse emaranhado interno vai manter o seu corpo esgotado, sugando a sua energia e roubando o prazer das coisas simples da vida por causa de velhos nós que continuam apertando por dentro.

A sua rotina pode ser guiada por uma clareza profunda e duradoura. Visualize a leveza de caminhar pelos dias com o coração tranquilo, a mente limpa e a certeza acolhedora de que você sabe exatamente como cuidar das suas emoções. Se você quer aprender a cultivar essa paz profunda e ter um direcionamento prático para cuidar das suas raízes, conheça o meu "Método Respira, você está aqui". Clique no link do meu PERFIL e dê o primeiro passo para transformar a sua jornada hoje mesmo.

@pequenohabitos




25/09/2026

Reflexão

Tudo em sua vida existe como um veículo para sua transformação.

Use-o!

Pensamento Quântico 




Mensagem do dia



Às vezes tocamos muito e sentimos pouco, às vezes tocamos em nada e sentimos o todo.

O MINOTAURO SOU EU, É VOCÊ, SOMOS NÓS

O labirinto mudou de formato, mas o monstro continua o mesmo. Na mitologia grega, o Minotauro era uma criatura isolada em uma prisão de paredes infinitas, alimentando-se do sacrifício de jovens. 

Nos dias atuais, o verdadeiro Minotauro somos nós, presos no labirinto invisível da vida moderna.

O nosso labirinto não é feito de pedra. Ele é feito de algoritmos, notificações, boletos e cobranças invisíveis. Andamos em círculos entre as telas dos celulares, a pressão pelo sucesso e a busca incessante por aprovação. 

Cada corredor sem saída representa a nossa ansiedade, o cansaço crônico e a sensação de correr sem sair do lugar.

Essa criatura metade homem, metade touro reflete perfeitamente o nosso conflito atual:

O lado humano: Tenta planejar o futuro, manter a sanidade e buscar conexões reais. 

O lado animal: É alimentado pelo imediatismo, pelo consumo e pelo estresse que nos faz reagir com agressividade.

Sacrificamos diariamente nossa saúde mental, nosso tempo e nossa paz para alimentar essa engrenagem.

O Minotauro moderno não está escondido em uma ilha distante; ele habita o espelho. Nós nos tornamos os prisioneiros e, ao mesmo tempo, os monstros que nos devoram por dentro.

Para escapar, não basta procurar a saída das redes e da rotina é preciso, primeiro, domesticar a fera que criamos dentro de nós. 

E você, em qual parte desse labirinto sente que está preso hoje? 

Pense nisso!

SENHORAS E SENHORES: O PRODUTO MAIS DIABÓLICO QUE A HUMANIDADE CRIOU


O que mais dói não é – desengana-te – a infelicidade. A infelicidade dói. Magoa. Martiriza. É intensa; faz gritar, sofrer, saltar, chorar. Mas a infelicidade não é o que mais dói. A infelicidade é infeliz – mas não é o que mais dói.

O que mais dói é a subfelicidade. A felicidade mais ou menos, a felicidade que não se faz felicidade, que fica sempre a meio de se ser. A quase felicidade. A subfelicidade não magoa – vai magoando; a subfelicidade não martiriza – vai martirizando. Não é intensa – mas é imensa; faz gritar, sofrer, saltar, chorar – mas em silêncio, em surdina, em anonimato. Como se não fosse. Mas é: a subfelicidade é. 

Sair da subfelicidade é um drama. Um pesadelo. Sair da subfelicidade é mais difícil do que sair da infelicidade. Para sair da infelicidade, toda a gente sabe – tu mesmo o sabes: tens de tomar medidas drásticas. Medidas radicais. Porque a infelicidade é, também ela, radical. Mas sair da subfelicidade é uma batalha interior muito mais dolorosa. Desde logo, porque não sabes se queres, mesmo, sair da subfelicidade. Porque é na subfelicidade que consegues ter a certeza de que evitas a desilusão – terás, no máximo, a subdesilusão; porque é na subfelicidade que consegues ter a certeza de que evitas a perda – terás, no máximo, a subperda. Estás a ficar perdido com o que te digo?

A subfelicidade é o produto mais diabólico que a humanidade criou. A felicidade segura não existe. A felicidade segura é segura, sim – mas não é felicidade. A felicidade pacífica é pacífica, sim – mas não é felicidade. A felicidade, quando é felicidade, assolapa, euforiza, arrebata. E não deixa respirar, e não deixa sequer pensar. A felicidade, quando é felicidade, é só felicidade. E tudo o que existe, quando existe felicidade, é a felicidade. Só ela e tu. Ela em ti. Ela em todo o tu. A felicidade, para ser felicidade, não tem estratos, não tem razão. Ou é ou não é. A felicidade é animal, de facto – mas é ainda mais demencial. Deixa-te louco de felicidade, maluco de alegria, passado dos cornos. Só quando estás dentro da felicidade é que estás fora de ti. Liberto do corpo, da matéria, da sensação – e imerso naquela indizível comunhão. Tu e a felicidade. Já a sentiste, não?

Não há como dizer de outra maneira: se estás acomodado à subfelicidade, se tens medo de ser feliz e preferes a certeza de seres subfeliz: és um triste de todo o tamanho. A subfelicidade é uma tristeza. Uma tristeza de hábitos, de rotinas, de sorrisos – uma tristeza que inibe a surpresa, o imprevisível, a gargalhada. Uma tristeza que te faz refém do que fazes e te impede de te seres o que és. Olha em redor: a toda a volta há pessoas subfelizes, pessoas que dizem “vai-se andando”, pessoas que dizem “tem de ser”, pessoas que dizem “é a vida”. Mas não é. A vida não é a quase felicidade. A vida não é a subfelicidade. E, se é a primeira vez que vês isso, fica entendido o que sentes. Ou subentendido, pelo menos. 

__

Pedro Chagas Freitas 

Todos os meus livros estão disponíveis em todos os hipermercados e livrarias.

Para encomendares exemplares autografados e com dedicatória, envia mensagem privada.

[imagem: Julie de Waroquier]


24/09/2026

LUGAR ERRADO


Nem sempre o problema está em quem somos. Às vezes, estamos tentando florescer em lugares que não comportam quem estamos nos tornando.  

E talvez a pergunta não seja “o que há de errado comigo?”, mas:  

“Por que continuo tentando caber onde preciso me diminuir para permanecer?”  

Reconhecer que determinado lugar já não combina com você também é uma forma de autoconhecimento.  

Você não precisa se deformar para caber. Você está tentando florescer no lugar errado?

Tânia Galvão