14/10/2026

Milagres


Ao contrário do que dizem, milagres acontecem todos os dias. 

A vida em si já é um milagre, mas podemos perceber mais detalhadamente como eles surgem em nossa vida para que não percamos a oportunidade dos milagres em nossas vidas. 

Uma estrela cadente pode parecer um milagre para quem a focaliza no exato momento de sua queda. No entanto, as estrelas cadentes acontecem todos instantes, mas só são vistas por aqueles que estão com os olhos voltados para o céu, no exato momento de sua queda.  

Portanto, um milagre significa poder de observar o exato momento em que ele acontece. É fundamental que observemos toda nossa vida e as oportunidades que ela nos apresenta. As conexões existentes entre os fatos são verdadeiros milagres em nossas vidas.

A vida é muito grande e muito valiosa para nós e não podemos pensar que existem coincidências.  

De fato as coincidências não existem, o que existem são conexões que devem ser observadas e interligadas e, assim, formam oportunidades que são verdadeiros milagres em nossas vidas.

Como o pensamento se efetua em nosso cérebro, podemos observar que a rede energética funciona da mesma maneira fora do nosso cérebro.

As ondas que emitimos nos nossos pensamentos ativam as circunstâncias que envolvem as nossas vidas: pensar positivo gera a positividade na nossa vida; o pensar negativo, da mesma forma, gera negatividade na nossa vida. 

Construir uma vida positiva requer pensamentos positivos, organizados, planejados e observados.  

Há também o contato dos pensamentos com outras pessoas que vivem conosco, ou que aparecem em nossas vidas trazendo outras formas de experiências e oportunidades. 

Estabelecer esse contato energético do nosso interior para com o nosso exterior é um verdadeiro milagre. 

Muitas pessoas estão em nossas vidas para que nós realizemos os nossos sonhos através das oportunidades que elas trazem.

Gratidão por estar aqui!

A Dor da Imaginação: O Sofrimento Criado Pela Mente


O ser humano tem uma capacidade extraordinária de antecipar o futuro, reconstruir o passado e criar cenários que nunca aconteceram. Essa habilidade, embora seja uma ferramenta poderosa para planejamento e criatividade, também pode ser uma fonte imensa de sofrimento. Muitas vezes, sofremos mais na imaginação do que na realidade.  

A mente, quando não treinada, tem o hábito de ampliar problemas e projetar medos além daquilo que realmente existe. Uma preocupação pequena pode se transformar em um tormento quando alimentada pela ansiedade. Criamos possibilidades negativas, revivemos erros do passado, e nos afligimos por situações que, na maioria das vezes, nunca acontecerão. O sofrimento imaginado pode ser mais intenso do que aquele causado por fatos reais, pois na imaginação não há limites—somos capazes de sentir toda a dor sem que nada tenha realmente acontecido.  

Isso não significa que as emoções causadas por pensamentos imaginários sejam irreais. O cérebro reage a estímulos internos da mesma forma que reage a situações externas. Se acreditamos firmemente que algo ruim vai acontecer, nosso corpo responde com tensão, medo e estresse, como se já estivéssemos enfrentando aquele desafio. A ironia está no fato de que grande parte desse sofrimento é autoinfligido—não pelas circunstâncias reais, mas pela forma como as percebemos.  

A saída para essa armadilha mental está na consciência. Observar os próprios pensamentos e identificar quando estamos criando cenários exagerados é essencial para aliviar a ansiedade. Aprender a separar o que é real do que é apenas uma projeção da mente nos ajuda a viver de forma mais leve e presente. Afinal, o sofrimento real pode ser enfrentado e superado, mas aquele gerado pela imaginação só existe porque escolhemos acreditar nele.  

Treinar a mente para focar no presente e aceitar os desafios sem antecipação excessiva pode ser um dos caminhos para uma vida mais tranquila. No fim das contas, não é a realidade que mais nos machuca, mas sim o medo do que pensamos que possa acontecer.  

Consciência que Cura

NÃO ENVENENE SEU CORAÇÃO


Não envenene seu coração com ódio ou rancores. Essas emoções negativas só trazem dor e sofrimento, tanto para você quanto para aqueles ao seu redor. Em vez disso, escolhendo cultivar o amor, a compaixão e o perdão.

Esses sentimentos negativos são como veneno que corroem nossa alma. Eles nos prendem ao passado, impedindo-nos de seguir em frente e encontrar uma verdadeira paz interior. Ao alimentar esses sentimentos, estamos nos prejudicando e permitindo que eles controlem nossas vidas.

Perdoar é um ato de libertação. Não significa esquecer ou justificar as ações que nos machucaram, mas sim escolher soltar o peso que carregamos em nosso coração. Ao tolerar, estamos nos libertando da prisão emocional e permitindo que a cura e o crescimento ocorram.

O amor e a compaixão são antídotos para o ódio e os rancores. Ao escolher amar, estamos escolhendo a paz, a empatia e a conexão humana. O amor nos fortalece e nos torna mais resilientes diante das adversidades. Ele cria pontes e aproxima pessoas, trazendo harmonia e felicidade.

Temos que ter em mente que cada pessoa está lutando suas próprias batalhas. Às vezes, somos machucados por pessoas que estão passando por suas próprias dores e traumas. Praticar a compaixão nos permite ver além das ações negativas e cultivar empatia pelos outros.

Não cultive essa negatividade. Em vez disso, escolhendo o amor, a compaixão e o perdão. Liberte-se das amarras emocionais que o prendem ao passado e abra-se para a possibilidade de uma vida plena e feliz. Permita-se curar e crescer, e espalhe o amor e a bondade por onde passar.

Roni Riet

O amor também existe na escuridão. 🖤


Nem todo amor nos conduz à luz. Às vezes, amamos alguém que não nos corresponde e mergulhamos no caos da rejeição, onde a dor confunde nossos pensamentos, abala nossas certezas e nos coloca diante de partes de nós que até então desconhecíamos.

Mas existe algo poderoso nesse caos: ele pode destruir nossas ilusões sem destruir quem somos.

Quando aceitamos a experiência, em vez de lutar contra aquilo que não podemos controlar, a dor deixa de ser apenas sofrimento e se torna transformação. Aprendemos a reconhecer nosso valor sem depender do olhar do outro, a cultivar o amor-próprio, a impor limites e a compreender que nem tudo o que desejamos precisa permanecer em nossa vida.

Isso não significa não sofrer. Não significa ser imune à tristeza, ao medo ou à rejeição. Cada pessoa tem seu tempo, suas feridas e sua maneira de atravessar a própria escuridão. Sentir-se abatido não é fraqueza, assim como levantar-se não exige fingir que nada doeu.

A verdadeira força nasce quando, mesmo feridos, escolhemos não abandonar a nós mesmos.

É quando entendemos que amar alguém não nos obriga a aceitar qualquer coisa. Que sentir saudade não significa voltar. Que desejar alguém não significa abrir mão dos nossos limites. E que a falta de reciprocidade de outra pessoa não diminui a grandeza do amor que somos capazes de sentir.

Até o amor que não floresce pode fazer nascer uma versão mais consciente de nós.

Porque há experiências que não chegam para nos dar aquilo que queremos, mas para revelar aquilo que precisamos aprender sobre nós mesmos.

E, quando deixamos de perguntar por que não fomos escolhidos e começamos a compreender o que essa experiência veio nos ensinar, algo muda.

O caos já não é apenas um lugar de dor. Torna-se um território de autoconhecimento, reconstrução e liberdade.

Talvez a escuridão nunca tenha sido a ausência de amor. Talvez tenha sido o lugar onde aprendemos que também precisamos direcionar para nós o amor que oferecemos ao mundo.

Porque a força não está em nunca ser abalado, mas em atravessar a própria escuridão sem perder a si mesmo. 🌑🖤

Jacki Conti 


13/10/2026

Deus,segundo Espinoza


As palavras abaixo são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz.      Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII.  

DEUS SEGUNDO ESPINOZA ( Deus monologando para você )

"Pára de ficar rezando e batendo no peito! 

O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirta e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.

Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti. Pára de me culpar da tua vida miserável:

Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.

Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer. Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.

Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho...

Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho? Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. 

Eu sou puro amor. Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar.

Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres,de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?

Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade? 

Que tipo de Deus pode fazer isso? Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti. 

A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho,nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.

Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que precisas. 

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos. 

Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho. 

Viva como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir. 

Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. 

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não. 

Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertisse... Do que mais gostaste? O que aprendeste? Pára de crer em mim - crer é supor,adivinhar, imaginar. 

Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricia teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.

Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.

Te sentes olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim. 

A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas. 

Para que precisas de mais milagres?

Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro de ti... aí é que estou.

Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu:

"Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe" .

*

EU TAMBÉM!




Reflexão


O alívio da dor muitas vezes ocorre quando a pessoa para de fugir dela e passa a aceitá-la, transformando a dor em consciência.

A Sombra como Guia: enfrentando o que evitamos para descobrir quem somos


Carl Gustav Jung dizia que “ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão”. A sombra, em sua concepção, não é apenas aquilo que escondemos dos outros, mas sobretudo o que escondemos de nós mesmos. É o território dos medos, das culpas, dos desejos reprimidos. E, paradoxalmente, é também o caminho para a autenticidade.  

Platão, em sua alegoria da caverna, já sugeria que vivemos presos às sombras projetadas na parede, evitando encarar a luz que revela a realidade. Mas Jung nos convida a inverter o olhar: não fugir das sombras, mas entrar nelas, pois é ali que mora a chave de nossa individuação.  

Conto da Floresta

Conta-se que um jovem guerreiro, ao atravessar uma floresta escura, encontrou um monstro que o aterrorizava desde a infância. Em vez de lutar ou fugir, decidiu sentar-se diante dele. O monstro, surpreso, perguntou: “Por que não corres?”. O guerreiro respondeu: “Porque já corri demais. Quero saber quem você é”. O monstro sorriu e se dissolveu em fumaça, revelando apenas um espelho. O reflexo que o guerreiro viu não era de um inimigo, mas de si mesmo.  

Filosofia e Existência

Nietzsche afirmava que “aquele que combate monstros deve cuidar para que não se torne um monstro”. A sombra nos lembra disso: ao negá-la, projetamos nos outros o que não aceitamos em nós. Kierkegaard, por sua vez, via o desespero como a recusa de ser quem realmente somos. Enfrentar a sombra é, portanto, aceitar o desespero como parte da jornada, até que ele se transforme em liberdade.  

Exemplos cotidianos

- O medo de fracassar pode esconder um desejo profundo de criar.  

- A raiva reprimida pode revelar uma necessidade de justiça.  

- A tristeza persistente pode ser um chamado para mudar de caminho.  

Assim, o que evitamos é muitas vezes o que nos guia.  

Conto do Espelho Partido

Uma mulher vivia em uma casa cheia de espelhos, mas todos estavam cobertos por panos. Um dia, um vento forte arrancou os tecidos e ela viu sua imagem fragmentada em mil pedaços. Chorou, pensando estar quebrada. Mas ao recolher cada fragmento, percebeu que podia montar um mosaico novo, mais belo e verdadeiro do que o reflexo perfeito que antes evitava.  

“A sombra não é o fim da luz, mas o convite para descobrir quem realmente a projeta.”  

Consciência que Cura!

Nossos pensamentos nem sempre condizem com a realidade dos fatos!


Muitas vezes, possuímos algo chamado de pensamento automático, estes são pensamentos errôneos e por vezes exagerados que possuímos a respeito de nós mesmos, e de outras pessoas. Seja a respeito de alguma atitude, comportamento, ou acontecimento e eles surgem automaticamente, como uma espécie de ideia.

Mas o que eles podem trazer de tão ruim? ⁣

Esse tipo de pensamento é gerador de uma série de sintomas ansiogênicos, ou seja, que te causam ansiedade e desconforto, e dependendo do caso, podem até te impedir de realizar alguma atividade.

Um exemplo é você ter pensamentos negativos em relação a si mesmo e por consequência disso, se considerar incapaz de ir atrás dos seus objetivos e desistir de tudo.

PENSE NISSO!


SÓ LEMBRANDO


 

FELIZ DIA


 

12/10/2026

No amor e na luz


 

NÓS JOGAMOS OS DOIS PAPÉIS


Se a gente parar para analisar a nossa própria mente, quase nunca somos os vilões da história, né? No nosso roteiro mental, somos sempre os incompreendidos, os que fazem de tudo e só recebem ingratidão. Em resumo: adoramos o papel de vítima.

Mas a psicologia e a vida real trazem um tapa de realidade: não existem carrascos fixos e nem vítimas eternas. Nós revezamos esses dois papéis o tempo todo.

Funciona mais ou menos assim:

A pessoa que engole sapo do chefe e se sente injustiçada no trabalho (vítima)... chega em casa e descarrega o estresse gritando com os filhos ou sendo fria com o parceiro (carrasco).

Alguém que foi muito magoado no passado (vítima)... usa essa dor como escudo para ser blindado, desconfiado e machucar pessoas novas que não têm nada a ver com a história (carrasco).

O maior perigo de se enxergar puramente como vítima é que a vítima se acha no direito de revidar. E é aí que ela se torna o carrasco mais cruel de todos, justificando a própria grosseria com o famoso: "Eu sou assim porque a vida me bateu".

O carrasco pune com o grito, com a crítica e com o controle.

A vítima pune com o gelo, com a chantagem emocional e com a culpa.

Ninguém é 100% santo e ninguém é 100% monstro. Enquanto a gente passar a vida apontando o dedo para o "carrasco da vez", continuaremos presos nesse teatro.

A verdadeira liberdade só vem com a autorresponsabilidade. O que o outro faz é problema dele. O que você faz com o que o outro te fez, aí a responsabilidade é sua.

Para quebrar o ciclo, é preciso descer do palco do drama. Quem assume as rédeas da própria vida não precisa ferir ninguém para se sentir forte. 

Pensemos nisso!

SALVE AS CRIANÇAS


Existem fotografias que nos deixam mudos, incapazes de articular uma palavra, tal a sua força expressiva. Enquanto algumas tornam desnecessárias legendas e datas, outras carecem de muitos outros detalhes; algumas dispensam qualquer explicação, tal sua singularidade e impacto. Há ainda aquelas que são, simplesmente, atemporais e únicas