Todos nós temos um Eu Superior.
Sem exceção.
Ele não está fora de nós.
Não está distante.
Não está em algum lugar inacessível, esperando que um dia sejamos suficientemente evoluídos para encontrá-lo.
Ele está aqui.
Bem perto. Quase grudado em nós.
Tão próximo que, muitas vezes, é justamente por isso que não conseguimos percebê-lo.
Ele não está ausente.
Está apenas oculto.
Oculto por tantas camadas que fomos acumulando ao longo da vida: crenças, medos, expectativas, condicionamentos, necessidade de aprovação, necessidade de pertencer, necessidade de sermos aquilo que o mundo espera que sejamos.
E talvez o nosso maior propósito nesta experiência terrestre seja justamente esse:
desvendar aquilo que já somos.
A verdadeira libertação não está em fugir da Terra, abandonar o mundo ou encontrar alguém que nos mostre o caminho.
Está em estabelecer a verdadeira conexão com o nosso Eu Maior.
E o caminho até ele é o caminho da verdade.
Não da verdade que os outros esperam de nós.
Mas da verdade da nossa própria essência.
É escolher agir de acordo com aquilo que verdadeiramente somos, mesmo quando isso significa deixar de corresponder às expectativas de um sistema que nos ensinou, desde cedo, a olhar para fora para descobrir quem deveríamos ser.
E é justamente aí que o caminho pode se tornar desafiador.
Porque enquanto todos apontam para fora, você começará a fazer o movimento inverso.
Você começará a voltar para dentro.
E quando isso acontece, algumas coisas podem doer.
Você pode incomodar.
Algumas pessoas podem se afastar.
Relacionamentos podem mudar.
Você pode ser incompreendido.
E, no início, talvez surja um vazio.
Uma sensação estranha de não pertencer mais aos lugares onde antes você se encaixava.
Pode surgir até uma vontade enorme de gritar:
“E agora? Onde eu pertenço?”
Mas permaneça.
Respire.
Não tenha pressa de preencher esse vazio.
Porque talvez esse vazio não seja ausência.
Talvez seja espaço.
Espaço sendo criado para que você finalmente encontre a si mesmo.
E, pouco a pouco, aquilo que parecia solidão começa a se transformar em presença.
O silêncio deixa de assustar.
A necessidade de aprovação diminui.
A necessidade de explicar quem você é começa a desaparecer.
E uma paz começa, silenciosamente, a tomar conta do seu ser.
Você começa a perceber que não precisa mais correr atrás de algo que estava tão perto.
Não precisa mais pedir ao mundo autorização para existir.
Não precisa mais pertencer a qualquer sistema para sentir que pertence à vida.
Porque você começa a pertencer a si mesmo.
E então compreende:
o Eu Superior nunca esteve distante.
Era você quem estava distante de si.
A conexão não precisava ser criada.
Precisava ser desvendada.
E quando finalmente começamos a viver pela verdade da nossa essência, algo dentro de nós reconhece o caminho.
Não porque tudo se torna fácil.
Mas porque, mesmo diante dos desafios, existe uma paz que antes não existia.
E essa paz traz consigo algo precioso:
a liberdade.
A liberdade de ser.
A liberdade de escolher.
A liberdade de não precisar mais viver para caber.
E talvez seja esse o verdadeiro despertar:
não encontrar o Eu Maior em algum lugar além de nós,
mas retirar, camada por camada, tudo aquilo que nos impediu de perceber que ele sempre esteve aqui.
Tão perto.
Tão presente.
Tão nosso.
Esperando apenas que tivéssemos coragem de voltar para dentro.
E, ao encontrá-lo, descobrimos que o caminho estava correto desde o princípio.
O caminho de volta sempre foi o caminho de volta para nós mesmos.
Lindo dia, lindas almas!!
Espaço CAC
Campo de Ativação da Consciência
Fátima Sansone












