13/02/2026

O Despertar e os Ciclos Kármicos


Você já percebeu que alguns relacionamentos e situações parecem se repetir na sua vida?

Mesmos conflitos, mesmas emoções… apenas pessoas diferentes?

Muitas tradições chamam isso de ciclos kármicos — padrões que se repetem enquanto ainda reagimos no automático.

Esses ciclos normalmente acontecem quando estamos inconscientes de nós mesmos:

das nossas feridas, dos nossos medos, dos nossos julgamentos e das formas antigas que aprendemos a reagir.

✨ Mas o que acontece quando começamos a despertar?

Despertar não significa que os desafios desaparecem…

Significa que começamos a enxergar com mais clareza:

nossas próprias reações

nossos traumas e gatilhos

e também os padrões nas outras pessoas

E quando enxergamos… algo muda.

Antes, reagíamos sem perceber.

Depois do despertar, começamos a escolher respostas diferentes.

E é justamente aí que os ciclos começam a se enfraquecer.

🔄 O despertar não apaga o karma de uma vez…

mas nos dá consciência para não repetir os mesmos padrões.

Com o tempo:

algumas relações se transformam

outras se encerram naturalmente

e novas conexões surgem mais alinhadas com quem estamos nos tornando

🌱 Despertar é sair do piloto automático…

é parar de viver repetindo histórias antigas…

e começar a viver com presença, responsabilidade e escolha.

Talvez os ciclos não desapareçam imediatamente…

mas quando você se torna consciente… você já não é mais prisioneiro deles.

✨ E você… já percebeu padrões se repetindo na sua vida?

Pensamentos Quântico 

DOR


Talvez a maior faculdade que nossa mente possua é a capacidade de lidar com a dor. 

O pensamento clássico nos ensina as quatro portas da mente, que todos se movem de acordo com suas necessidades. 

A primeira é a porta do sono: O sono nos oferece um retiro do mundo e toda a sua dor. Dormindo passamos o tempo nos distanciando daquilo que nos prejudicou. Quando uma pessoa está ferida, muitas vezes fica inconsciente. Da mesma forma, alguém que ouve notícias traumáticas muitas vezes desmaia. Esta é a maneira que a mente encontra para se proteger da dor, atravessando a primeira porta.

A segunda é a porta do esquecimento: Algumas feridas são muito profundas para curar, ou muito profundas para curar rapidamente. Além disso, muitas memórias são simplesmente dolorosas, e não há cura possível. O ditado de que o "tempo cura todas as feridas" é falso.... O tempo cura algumas feridas... O resto está escondido atrás dessa porta. 

A terceira é a porta da loucura: Há momentos em que a mente é tratada com um golpe tão certeiro, que se esconde na insanidade. Embora isso pareça não ser benéfico, mas é. Há momentos em que a realidade não passa de dor, e para escapar dessa dor, a mente deve deixar a realidade para trás.

A última é a porta da morte: O resort final... Nada pode nos machucar depois que estamos mortos, foi o que me disseram." 

Fonte: Patrick Rothfuss - O Nome do Vento 

Metacognição e Mindfulness: o que a neurociência revela sobre observar a própria mente


Vivemos em uma cultura que valoriza o acúmulo de informações, mas pouco ensina sobre como a mente funciona enquanto aprende, decide e reage. A verdadeira sofisticação cognitiva não está apenas em saber mais, mas em desenvolver a capacidade de observar o próprio pensamento. É nesse ponto que a metacognição se torna central.

Nas últimas décadas, a neurociência tem demonstrado que essa habilidade pode ser fortalecida por meio de práticas de mindfulness, com efeitos mensuráveis no cérebro e impactos diretos na aprendizagem, na autorregulação emocional e na tomada de decisão.

O que é metacognição?

Do ponto de vista científico, metacognição é a capacidade de reconhecer, monitorar e regular os próprios processos mentais. Em termos práticos, é a habilidade de perceber como você pensa, aprende e reage, enquanto isso acontece.

Ela envolve dois eixos fundamentais:

Conhecimento metacognitivo: compreender seus estilos de aprendizagem, limites cognitivos e estratégias mais eficazes.

Regulação metacognitiva: ajustar o pensamento em tempo real, identificar erros de raciocínio e corrigir rotas antes que padrões disfuncionais se consolidam.

Essa competência está diretamente associada à aprendizagem profunda, ao pensamento crítico e à autonomia intelectual.

Mindfulness como prática metacognitiva

Embora muitas vezes apresentado apenas como uma técnica de relaxamento, o mindfulness, sob a ótica científica, é um treinamento sistemático da consciência metacognitiva.

Ao praticar mindfulness, a pessoa aprende a:

Observar pensamentos sem se confundir com eles;

Reconhecer padrões mentais automáticos;

Desenvolver uma relação mais consciente com atenção, emoção e comportamento.

Esse processo é descrito na literatura como descentramento cognitivo: a capacidade de perceber pensamentos como eventos mentais transitórios, e não como verdades absolutas. Esse é um dos mecanismos centrais pelos quais o mindfulness fortalece a metacognição

João Siqueira da Mata 

QUANDO VOCÊ ESTIVER CANSADA DE SER FORTE


Somos pessoas honestas, trabalhamos, dedicamos tempo para nossas famílias, acreditamos no amor, na bondade, temos fé, mas não vemos nossas vidas indo para lugar algum, tudo parece estagnado e, com o tempo, acabamos perdendo as esperanças de um futuro bom, de uma vida feliz.⁠

Não é fácil passar por isso, não é fácil pensar em seu amanhã e, simplesmente, não saber o que virá, ver sua força cedendo para a desesperança, não conseguir mais levantar de seus tombos, e apenas assistir sua vida como mero espectador, sem a força necessária para assumir o controle.⁠

É frustrante ser aquele que sempre tem a solução para as dificuldades dos outros, mas não conseguir lidar com a própria vida. É triste oferecer conselhos com tanta simplicidade mas sofrer para conseguir cumpri-los por si mesmo, é cansativo viver ajudando outras pessoas com seus conflitos e se sentir totalmente incapaz de sair de seus próprios problemas.⁠

Muitas vezes, parece que estamos envoltos em um mar de negatividade, em que as pessoas ao nosso redor estão apenas esperando pelos nossos erros para nos julgarem como incapazes, e as energias negativas parecem dominar cada canto em que olhamos. Nesses momentos, por mais que nos esforcemos para mostrar o nosso valor, nossa força, sempre existe um incentivo para desistirmos, abandonarmos nossos sonhos. É realmente horrível, eu já passei por isso.⁠

Apenas as pessoas fortes seguem em frente, quando a esperança parece ter sumido, quando estão no escuro e quando são abandonadas por aqueles que deveriam estar ao seu lado. Você é forte porque ainda está aqui, porque não desiste de tentar, porque acredita na bondade do mundo, apesar de ter visto o seu pior, acredita em sua força, acredita em sua vida.

Gratidão por estar aqui!


12/02/2026

TEMPOS DESAFIADORES


“São tempos desafiadores para aqueles que têm o córtex pré-frontal consciente e a glândula pineal ativada.

Estamos vivendo uma fase da Terra em que perceber demais virou um peso para quem já despertou.

A transição planetária pode não ser difícil para quem dorme.

Mas ela é desafiadora para quem sente.

Quem tem a mente consciente começa a enxergar incoerências onde antes via normalidade. Começa a perceber padrões, manipulações, ciclos emocionais coletivos, excessos de estímulos, ruídos mentais. 

O que antes parecia "vida normal" começa a parecer artificial, acelerado e desconectado da essência.

E isso cansa.

Não porque a pessoa está perdida... mas porque está acordando.

O despertar da consciência - simbolizado pelo córtex pré-frontal ativo — amplia responsabilidade, propósito e discernimento. 

Já a “glândula pineal ativada", no campo simbólico espiritual, representa a intuição aberta, a sensibilidade energética e a percepção do invisível.

E é exatamente essa combinação que torna este período intenso:

•Ver demais.

•Sentir demais.

•Entender demais.

Enquanto o mundo ainda vibra em ritmo antigo, quem desperta já está sendo chamado para um novo nível de consciência. Por isso surgem o recolhimento, o cansaço social, a vontade de mudar de caminho e a sensação de não pertencer ao ritmo coletivo.

Não é fraqueza.

É ajuste vibracional.

Se você sente que está passando por isso, algumas atitudes podem ajudar nesse processo:

•Diminua o excesso de estímulos (notícias, redes, ambientes caóticos).

Sua mente precisa de silêncio para se reorganizar.

• Priorize momentos de solitude e contato com a natureza. A Terra ajuda a recalibrar emoções e pensamentos.

• Cuide do corpo físico: sono, água, respiração profunda e pausas são fundamentais nessa fase.

• Confie mais na sua intuição, mas mantenha os pés no presente.

•Equilíbrio entre espiritualidade e vida prática é essencial.

• Não se cobre respostas imediatas.

Processos de consciência são graduais e acontecem em camadas.!”

(Portal da Ascensão)

Formatação Flavia Wegmann 

@joel.borella

@o.despertar.da.nova.era 




Nietzsche sobre a felicidade e a simplicidade: “É muito fácil complicar as coisas, mas difícil torná-las fáceis”


A ideia de que a simplicidade pode ser um caminho para a felicidade ganhou força em diferentes áreas do conhecimento e ganha um tom particular quando associada ao pensamento de Friedrich Nietzsche.

Em meio a uma rotina acelerada e cheia de estímulos, simplificar se torna um desafio e, ao mesmo tempo, um sinal de maturidade: reduzir o excesso não significa empobrecer a experiência, mas reorganizá-la para que o essencial tenha espaço.

O que é a felicidade pela simplicidade

A questão da felicidade pela simplicidade pode ser entendida como a satisfação que nasce de uma vida menos sobrecarregada e mais coerente com aquilo que importa.

Em vez de acumular tarefas, objetos e expectativas, a proposta é filtrar o que realmente contribui para o bem-estar diário.

Essa abordagem não elimina responsabilidades, mas questiona o que é de fato necessário.

Assim, a felicidade simples se apresenta como alternativa a modelos baseados em acúmulo, competição constante e agendas sempre cheias, favorecendo escolhas mais conscientes.

Como Nietzsche se relaciona com a felicidade pela simplicidade

Embora Nietzsche não tenha formulado um “manual” de vida simples, sua crítica ao excesso de convenções, máscaras sociais e crenças automáticas indica um movimento em direção a uma existência mais autêntica.

Ao retirar camadas de ilusões, aponta para uma vida mais direta, ainda que exigente.

Essa proposta não se confunde com passividade, pois exige força para abandonar o supérfluo, revisar hábitos e recusar certas pressões externas.

Alguns elementos sustentam rotinas lotadas mesmo quando geram cansaço prolongado. 

A simplicidade contribui para a felicidade

Estudos em psicologia positiva e ciência do comportamento indicam que reduzir a complexidade favorece o equilíbrio emocional.

Com menos tarefas simultâneas, o cérebro lida melhor com as demandas, diminuindo a sensação de caos e de fadiga mental.

A felicidade pela simplicidade se relaciona a três aspectos recorrentes: maior senso de controle, clareza de prioridades e relações mais presentes.

O que parece descomplicado muitas vezes é resultado de um longo trabalho interior e de valores pessoais claros.

Fonte:O Antagonista

FRACASSAR


Errar não é fracassar — é aprender. Cada tropeço abre espaço para novas formas de caminhar. Se fôssemos perfeitos, não haveria evolução, não haveria história, apenas silêncio. O erro é o rascunho da vida, a cicatriz que vira mapa, a lembrança de que o mundo não vem com manual de instruções.  

Vivemos cercados por máquinas e algoritmos que prometem precisão, mas nós não somos engrenagens. Somos feitos de limites: o cansaço que pede pausa, a dúvida que nos protege da arrogância, a vulnerabilidade que nos conecta uns aos outros. A máquina calcula, mas não sente. Nós sentimos — e é isso que nos torna humanos.  

Aceitar a própria imperfeição abre espaço para compreender a imperfeição dos outros. Quando reconhecemos nossas cicatrizes, aprendemos a enxergar as cicatrizes alheias não como fraquezas, mas como histórias. A música já disse: “Don’t put the blame on me” — ninguém deveria carregar sozinho o peso da expectativa de perfeição.  

A perfeição? Talvez seja apenas o erro polido, uma lapidação das nossas quedas. Somos feitos de tentativas, falhas e recomeços. Somos feitos de histórias que dizem: tentamos, caímos, levantamos.  

E seguimos. Sempre seguimos

Rubens Stefano 

12 LIÇÕES QUE ELEVARAM SUA FREQUÊNCIA VIBRATORA


Mais do que uma religião, o budismo é uma filosofia de vida que destaca o caminho da iluminação, a busca pela felicidade, o equilíbrio físico e mental e a vontade de enfrentar as dificuldades na realidade prática.

Nesta nota você poderá conhecer algumas dicas baseadas nos ensinamentos de diferentes Dalai Lama (líder espiritual do budismo tibetano) para começar o dia com sabedoria, harmonia e bem-estar.

Tenha sempre em mente que você se encontra no momento presente, olhe para os erros do passado com aprendizado e compressão e encare o futuro a partir do seu aqui e agora.

1. - Ame a si mesmo para amar os outros: conhecer a si mesmo, amar e respeitar a si mesmo é o primeiro passo para amar os outros e receber energia positiva do seu ambiente.

2. -Não confunda amor com apego: amor no budismo não é sofrer nem suportar nada. Um relacionamento saudável, segundo essa filosofia, está na livre manifestação de amor, criando em vez de destruir, vencendo o ciúme e o ego.

3. - Guie seus desejos: muitos dos problemas que temos se devem à angústia pela insatisfação dos desejos que desejamos. Se você deixar de lado os desejos egoístas, materiais e de apego começará o ano com harmonia interior.

4. - Aceite as mudanças com sabedoria: todas as coisas no Universo estão em constante mudança, sejam pessoas, lugares ou situações. Pegue todas as mudanças como processos naturais e aceite-as para aproveitar de cada um o aprendizado que vem revelar a você.

5. - Conheça as regras e quebre-as quando necessário: se uma lei é injusta, quebre-a. Se o seu bem-estar está em jogo por uma convenção moral, esqueça-a. Se obediência é mesquinha, desobedece. Mas nunca perca de vista seus próprios limites nem prejudique ninguém fazendo isso.

6. - Perdoe sempre: quando não tiver motivos para perdoar, faça por você mesmo, para abalar esse desconforto e impedir que se torne sofrimento.

7. - Todas as derrotas são um aprendizado: assim como você deve receber as mudanças e aprender com elas, cada perda ou fracasso é uma grande oportunidade. Pergunte-se sempre, o que você pode aprender com o que aconteceu com você para seguir em frente.

8. - Apaixone-se pelas raízes, não pelas flores: é necessário que aprenda a diferenciar entre a essência e a aparência das pessoas, pois o que realmente importante está mais escondido e é sempre esse o caminho que você tem que seguir para alcançar a plenitude.

9. - Amar não é precisar: amor não é sofrimento, nem possessão nem paixões transbordadas, é compreensão, acompanhamento e busca conjunta pelo equilíbrio.

10. - Apaixone-se pelo que faz: procure todos os dias fazer o que te motiva e apaixona. Dedique-se a isso com cuidado e, de vez em quando, pergunte-se novamente se você realmente está fazendo algo que deseja.

11. - Mude sua maneira de pensar e mudará sua vida: tudo o que você é e tem ao seu redor é reflexo da sua mente. Se você se propuser mudar sua forma de pensar, verá que os efeitos positivos na sua vida serão imediatos e a energia positiva não sairá do seu lado.

12. - Duvide do estabelecido: questione todas as crenças, tradições e conhecimento, para escolher não o que algumas pessoas acham certo, mas o que a você o guie para a sua própria felicidade. 

Obrigado, obrigado, obrigado!

Amo nós 

Nós abençoo

Deus conosco e em nós 

https://www.youtube.com/watch?v=O-ocdFvVRMg

11/02/2026

MEMENTO MORI


Memento mori é uma expressão do Latim que significa algo como “Lembre-se de que você é mortal”, “Lembre-se de que você vai morrer”, ou traduzido ao pé-da-letra, “Lembre-se da morte”.

Este tipo de pensamento é muito utilizado dentro da literatura, principalmente na literatura barroca, assim como em várias religiões, em especial o Budismo, com o propósito de te puxar para fora da sua auto-imagem, para fora da ilusão de que você é seu veiculo(seu corpo), até mesmo sua mente, e lembra-lo quem ou o que você é, o eterno AGORA(O Poder do Agora), a experiência desse momento em si, esse é você, esse é o seu "eu completo".

Para sermos quem realmente somos precisamos largar o peso de quem fomos para ter espaço para o que estamos constantemente nos tornando. A continuidade do seu "eu separado" é recriada a cada milissegundo pelo seu cérebro. No tempo que você estava lendo isso, o seu cérebro criou você milhares de vezes, e deixou para trás milhares de fantasmas de "você". Você não é essas imagens mentais!

"A ideia é permanecer em um estado de constante partida enquanto se está sempre chegando."- Frase do filme Waking Life

Este estado é o que Buda chamava de tathāgata, o verdadeiro ser, em tradução livre significa “aquele que se foi” e “aquele que chegou”, significando que está além dos fenômenos da realidade de tempo e espaço.

O "Eu" é um trono mental que alimenta a ilusão de poder, de controle sobre a realidade, e que por consequência gera um peso para o Observador, deixando-o exausto pelo excesso de pensamentos e com tendencias cada vez mais controladoras e obsessivas.

O que identificamos como "eu" é apenas a imaginação de nós mesmos, não tente super proteger a sua máscara(personalidade, aparência, conhecimentos que "possui").

Apenas pare e observe por um momento seus pensamentos. Quantos "eus"(vozes mentais) com opiniões diferentes você tem por dia? Você acha que alguma deles representa a totalidade do que você é?

É importante nos desapegarmos de um "eu" especifico, rígido e imutável, ou perspectivas de vida, ou seja o que for que nos mantem funcionando em apenas um padrão repetitivo...

É preciso estar disposto a perder tudo se quiser ser o mestre de sua própria mente.

“Aceitar a derrota - aprender a morrer - é ser liberto da mesma. 

Quando você aceita, você está livre para fluir e harmonizar. Fluidez é o caminho para uma mente serena. Você deve libertar sua mente ambiciosa e aprender a arte de morrer.“  Bruce Lee

https://evoluasuaconsciencia.blogspot.

Sobre a Formação do Mundo Interno e a Ética que Sobrevive


Há seres humanos que, ainda crianças, são lançados em realidades onde a verdade é quebrada, o afeto é instável e a violência se apresenta como linguagem cotidiana. Diante disso, algo se organiza silenciosamente: a mente constrói um mundo interno para que o ser não colapse. Esse mundo não nasce como escolha, nem como virtude — nasce como necessidade de continuidade do existir.

Do ponto de vista filosófico, poderíamos dizer que a alma, ao perceber que o mundo externo não oferece sustentação, volta-se para dentro e ergue ali uma morada provisória. Não se trata de fuga, mas de preservação do ser. O humano ainda não sabe quem é, mas sabe — de forma pré-verbal — que não pode desaparecer.

No nível psicológico, esse movimento corresponde a um mecanismo automático de proteção psíquica. O sistema nervoso da criança entra em estado de sobrevivência e cria estruturas internas capazes de organizar a experiência emocional. Esse processo é inconsciente: não há decisão, apenas resposta. A mente faz o que pode com o que tem.

Entretanto, não são todas as crianças que constroem esse mundo interno da mesma forma. Algumas organizam a dor em símbolos, imagens, narrativas silenciosas. Outras não conseguem simbolizar e ficam presas à experiência bruta. Aqui não há mérito nem culpa — há estrutura, temperamento e história mínima de vínculo.

Filosoficamente, isso se manifesta como dois modos de atravessar o sofrimento:

em um, a dor se torna matéria de sentido;

no outro, torna-se ruído fragmentado.

Psicologicamente, a diferença reside na capacidade de simbolização. Quando a mente consegue transformar a experiência em algo representável — mesmo que em fantasia, imaginação ou pensamento abstrato — o trauma não destrói o núcleo ético. Ele é integrado. Quando isso não ocorre, a fragmentação toma lugar.

Curiosamente, há crianças que, mesmo sem consciência formada, preservam uma noção silenciosa do que é justo. Elas sofrem a injustiça, mas não se confundem com ela. Não reproduzem automaticamente aquilo que as fere. Não porque saibam o que é ética, mas porque não se identificam com o agressor.

No campo filosófico, isso pode ser compreendido como a permanência de um ethos originário — um eixo interno que ainda não é pensamento, mas também não é instinto. No campo psicológico, trata-se da manutenção de um núcleo de coerência psíquica, frequentemente associado a uma sensibilidade elevada, a alguma experiência mínima de cuidado ou a uma organização emocional mais integrada desde o início.

Assim, o inconsciente não escolhe entre dois destinos. Ele apenas responde conforme a arquitetura disponível. Onde há sustentação simbólica, o sofrimento se transforma em elaboração. Onde não há, transforma-se em ruptura.

O que mais tarde chamamos de discernimento, maturidade ou sabedoria não nasce no trauma em si, mas na forma como o trauma foi metabolizado. A criança não entende o mundo, mas preserva a possibilidade de entendê-lo no futuro. E isso faz toda a diferença.

Por isso, quando observamos um adulto que atravessou contextos extremos sem perder o amor, a ética ou a capacidade de sentido, não estamos diante de alguém “escolhido”, nem de alguém “superior”. Estamos diante de alguém cujo mundo interno não desabou quando o externo falhou.

E essa sustentação, uma vez reconhecida, deixa de ser apenas proteção:

torna-se responsabilidade.

Pensamento Quântico

O que são campos morfogenéticos e campos mórficos?


Primeiro vamos entender um pouco sobre o que são campos de uma forma geral:

Os campos são regiões de influência não materiais. Ou seja, não é matéria, não se trata de energia, já que energia é matéria. Portanto não podemos falar campos de energia, ok?

Um exemplo de campo seria o campo de gravitação da Terra, que estende-se à nossa volta. Não nos é visível, mas nem por isso é menos real. Dá o seu peso às coisas e provoca a sua queda. Mantém-nos em contato com a Terra neste preciso momento; sem ele, flutuaríamos.

Também há campos eletromagnéticos, muito diferentes, pela sua natureza, da gravitação. Apresentam muitos aspectos e fazem parte integrante da organização de todos os sistemas materiais — dos átomos às galáxias. São essenciais à operação de toda a nossa maquinaria elétrica. E, à nossa volta, há, no campo, inúmeros padrões de atividade vibratórios que escapam aos nossos sentidos; podemos, todavia, distingui-los por meio de receptores de rádio ou de TV.

Tudo isto nos parece evidente. Vivemos, permanentemente, nestes campos, quer saibamos, quer não. Não duvidamos de que possuem uma realidade física.

E o que são, exatamente os campos morfogenéticos? Como é que funcionam?

Funciona através do que se chama ressonância mórfica. Quanto mais um organismo for semelhante a organismos anteriores, maior será a sua influência sobre ele por meio da ressonância mórfica. E quanto mais organismos semelhantes houver, maior será a sua influência cumulativa. Como todos os membros passados da espécie contribuem para formar estes campos, a sua influência é cumulativa: aumenta proporcionalmente ao número total dos membros da espécie.

Se os campos morfogenéticos são responsáveis pela organização e forma de sistemas materiais, eles devem ter estruturas características. E de onde vêm estes campos-estruturas? Derivam dos campos morfogenéticos associados a sistemas similares anteriores: os campos morfogenéticos de todos os sistemas passados tornam-se presentes para qualquer sistema similar subsequente; as estruturas de sistemas passados afetam sistemas similares subsequentes por uma influencia cumulativa que age tanto através do espaço quanto do tempo.

Enquanto os campos morfogenéticos influenciam a forma, os campos comportamentais influenciam o comportamento. Os campos organizadores de grupos sociais, como bando de aves, cardume de peixes e colônias de cupins, são chamados de campos sociais. Todos eles são campos mórficos. Todo campo mórfico tem uma memória inerente dada pela ressonância mórfica. Campos morfogenéticos, os campos organizadores da morfogênese, são um tipo da categoria mais ampla de campos mórficos, como uma espécie dentro de um gênero.

Resumindo, os campos morfogenéticos são campos não materiais que acumulam informações sobre a gênese (forma física/estrutura da espécie) e funcionam através de ressonância mórfica (quanto mais seres semelhantes dessa espécie, mais esse campo influenciará os próximos a nascer dessa espécie).

Enquanto Campos Mórficos, são subdivisões, onde essas forças, por ressonância mórfica influenciam o comportamento da espécie. Segue o mesmo padrão: quanto mais seres dessa espécie reproduzem um determinado tipo de comportamento, mas o campo será fortalecido e influenciará os descendentes dessa espécie.

Aline Charane

10/02/2026

Alquimista


Somos alquimistas da nossa própria essência.

Devemos sempre buscar compreender a esperança, puxar da força a firmeza e seguir, com coragem, a busca pelo caminho verdadeiro.

É nesse caminho que a limpeza e a organização caminham juntas, retirando os entulhos que se agarraram à alma e lançando para fora tudo aquilo que já não serve.

Assim, abrimos portais, purificamos o espaço e preparamos o terreno para o novo, para o bom, para o vivo.

Nosso desenvolvimento vem com potência,

carregado de energia boa e sonhos reais.

A ilusão também faz parte do processo, pois sempre pensamos além das nossas capacidades, e é exatamente por isso que o mérito é nosso por estarmos tão próximos daquilo que buscamos.

Eu sou o entendedor da vida e dela escrevo o meu livro, cheio de páginas.

Algumas poderiam ser arrancadas, é verdade…

mas em uma bela história,

cada página precisa da outra

para que o sentido exista.

Pensamento : Rafael Gomes 

A Sombra como Guia: enfrentando o que evitamos para descobrir quem somos


Carl Gustav Jung dizia que “ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão”.

A sombra, em sua concepção, não é apenas aquilo que escondemos dos outros, mas sobretudo o que escondemos de nós mesmos. É o território dos medos, das culpas, dos desejos reprimidos. E, paradoxalmente, é também o caminho para a autenticidade.  

Platão, em sua alegoria da caverna, já sugeria que vivemos presos às sombras projetadas na parede, evitando encarar a luz que revela a realidade. Mas Jung nos convida a inverter o olhar: não fugir das sombras, mas entrar nelas, pois é ali que mora a chave de nossa individuação.  

Conto da Floresta

Conta-se que um jovem guerreiro, ao atravessar uma floresta escura, encontrou um monstro que o aterrorizava desde a infância. Em vez de lutar ou fugir, decidiu sentar-se diante dele. O monstro, surpreso, perguntou: “Por que não corres?”. O guerreiro respondeu: “Porque já corri demais. Quero saber quem você é”. O monstro sorriu e se dissolveu em fumaça, revelando apenas um espelho. O reflexo que o guerreiro viu não era de um inimigo, mas de si mesmo.  

Filosofia e Existência

Nietzsche afirmava que “aquele que combate monstros deve cuidar para que não se torne um monstro”. A sombra nos lembra disso: ao negá-la, projetamos nos outros o que não aceitamos em nós. Kierkegaard, por sua vez, via o desespero como a recusa de ser quem realmente somos. Enfrentar a sombra é, portanto, aceitar o desespero como parte da jornada, até que ele se transforme em liberdade.  

Exemplos cotidianos

- O medo de fracassar pode esconder um desejo profundo de criar.  

- A raiva reprimida pode revelar uma necessidade de justiça.  

- A tristeza persistente pode ser um chamado para mudar de caminho.  

Assim, o que evitamos é muitas vezes o que nos guia.  

Conto do Espelho Partido

Uma mulher vivia em uma casa cheia de espelhos, mas todos estavam cobertos por panos. Um dia, um vento forte arrancou os tecidos e ela viu sua imagem fragmentada em mil pedaços. Chorou, pensando estar quebrada. Mas ao recolher cada fragmento, percebeu que podia montar um mosaico novo, mais belo e verdadeiro do que o reflexo perfeito que antes evitava.  

“A sombra não é o fim da luz, mas o convite para descobrir quem realmente a projeta.”  

Portais Terapêuticos

Consciência que Cura!