10/02/2026

EVOLUIR


Evoluir é honrar quem você é hoje,mesmo que isso implique soltar quem você foi.

E não, nem sempre é fácil.

Existem versões suas que sustentaram você

quando ainda não sabia como fazê-lo.

Versões que nasceram para sobreviver,

para se encaixar, para não sentir tanto.

Soltá-las não é ingratidão.

É consciência.

Crescer dói quando você percebe

que já não cabe em certos lugares,

em certas dinâmicas,

em determinadas formas de se relacionar consigo e com o mundo.

Mas permanecer onde já não existe honestidade consigo mesmo dói ainda mais.

Evoluir não é mudar por moda nem por pressão externa.

É escutar a si com coragem.

É permitir-se atualizar.

É parar de se trair por hábito.

Hoje, você não precisa justificar quem está se tornando.

Precisa apenas respeitar isso.

Porque honrar o seu presente

também é uma forma profunda de amor-próprio.

Terapias de Luz

10 SINAIS DE QUE VOCÊ É UMA PESSOA SENSITIVA


1- Os sensitivos sabem coisas sem que elas lhes sejam ditas. É um conhecimento que vai além da intuição.

2- Se sentem sobrecarregados em lugares como shoppings, supermercados ou estádios, onde há uma grande quantidade de pessoas ao redor

3- Sentem emoções vindas daqueles que estão perto e outras poderão sentir as emoções de pessoas a uma grande distância, ou até ambas.

4- Geralmente sabem quando alguém está mentindo para ele.

5- Muitas vezes se sentem esgotados ou sem energia, principalmente depois de estarem perto de pessoas densas e que reclamam muito.

6- Tem intuições constantes sobre o que pode acontecer, lugares que devem ou não devem ir.

7- São muito conectados com quem amam, geralmente pensam as mesmas coisas na mesma hora, sentem sua chegada ou a aproximação de algum contato.

8- Não suportam assistir ou ficarem sabendo de crueldades. Costumam não assistir noticiários.

9- Gostam de estarem sozinhos, de terem tempo para ler, aprender, porém são ótimos ouvintes.

10- Sentem-se atraídos por assuntos ligados a espiritualidade, terapia holística e metafísicos.

Comente aqui se você tem alguns desses sinais ou marque aquela pessoa sensitiva que você conhece!🌸💜

Texto: Alexandro Gruber

Por: Terapia Interior

Código da Verdade

🌺 Lakshmi e o sentido da prosperidade


Na tradição hindu, Lakshmi não é apenas a deusa do dinheiro.

Ela representa aquilo que faz a vida prosperar — por dentro e por fora.

Prosperidade, aqui, não é só ter.

É conseguir sustentar o que se tem, com equilíbrio, cuidado e sentido.

Por isso se diz que Lakshmi não é algo que se “conquista”.

Ela permanece onde existe harmonia.

🪔 Onde a prosperidade gosta de ficar

Lakshmi é associada à ordem simples das coisas:

um ambiente cuidado

relações mais claras

intenções mais honestas

Não porque isso “agrada aos deuses”,

mas porque onde tudo flui melhor, a abundância encontra espaço.

É como a água:

ela não briga para entrar,

ela ocupa o lugar onde há passagem.

🪷 O mantra não é um pedido

Quando alguém entoa

Om Shreem Maha Lakshmiyei Namaha,

não está implorando por riqueza.

Está dizendo, em som e intenção:

“Que minha vida esteja em sintonia com o fluxo da prosperidade.”

O som acalma, organiza e alinha.

E quando a mente se organiza,

as escolhas mudam.

E quando as escolhas mudam,

a vida responde.

🌿 Prosperidade não é só dinheiro

Na visão hindu, não existe riqueza verdadeira se:

ela destrói a paz

rompe vínculos

cria vazio por dentro

Por isso Lakshmi também é:

bem-estar

clareza

beleza simples

sensação de estar no lugar certo

Quando o material e o interior caminham juntos,

a prosperidade deixa de ser esforço

e vira continuidade.

🐘 O que os símbolos querem dizer (sem mistério)

O lótus mostra que algo belo pode nascer mesmo em águas turvas

O ouro fluindo lembra que o que não circula, apodrece

Os elefantes representam força tranquila e estabilidade

A luz indica clareza, não excesso

Cada símbolo aponta para a mesma ideia:

prosperidade é equilíbrio em movimento.

✨ Em poucas palavras

Lakshmi não chega quando se pede muito.

Ela chega quando a vida está preparada para receber e sustentar.

Quando existe cuidado, presença e intenção,

a abundância não precisa ser forçada.

Ela simplesmente… acontece.

E talvez seja por isso que esse símbolo atravessa séculos:

não promete milagres,

mas ensina como viver de um jeito que o milagre se torna possível.

Pensamentos Quântico 

Unificando a Fonte Criadora com a Nossa Consciência


Desde o nascimento você é treinado para manter a atenção na matéria, não na energia. Você é condicionado a acreditar que precisa dos sentidos para experimentar a realidade; em outras palavras, se você não vê, ouve, sente, cheira, toca ou prova algo, a coisa não existe. 

Por causa disso, a maioria das pessoas coloca a maior parte da atenção na matéria, nos objetos e nas partículas como a salvação de todos os problemas, dedicando muito pouco tempo a colocar atenção na energia, na informação existente nas ondas vibratórias. 

Você não tem consciência do dedão do pé esquerdo até dar atenção a ele. O dedo sempre existiu, mas você não prestava atenção. Porém, no momento em que coloca a atenção no dedo, ele passa a existir. É assim com o campo unificado. Quanto mais tomar consciência dele, mais ele existirá em sua realidade. Ao focar apenas na matéria, as pessoas excluem de sua vida a possibilidade. 

A Fonte de Origem é isso, uma energia emitindo várias frequências de possibilidades. Quanto mais você prestar atenção nela, mais possibilidades devem aparecer em sua vida.

Como onde você coloca a atenção é onde coloca sua energia, no momento em que fica ciente do campo unificado, sua atenção faz com que ele se expanda. Quando você coloca atenção e consciência na dor, ela se expande, porque você a experimenta mais. Se continuar dando atenção à dor e a experimentando cada vez mais, ela se tornará parte de sua vida. 

O mesmo acontece com o campo unificado; quando você coloca a atenção nele e se torna mais consciente dele, o campo se expande. E, assim como a dor, quando você o experimenta mais, ele existe como parte de sua vida.

Simplesmente por colocar a atenção nele se conscientizar, perceber, experimentar, sentir, interagir e permanecer presente momento a momento, o campo unificado aparece e se projeta em sua realidade no dia a dia. Como o campo aparece e se projeta? 

Como desconhecidos: serendipidades, sincronicidades, oportunidades, coincidências, sorte, estar no lugar certo na hora certa, momentos cheios de admiração.

A partir de minha experiência, a melhor descrição do campo unificado é como uma inteligência divina e amorosa e um amor inteligente que está dentro de você e ao seu redor; toda vez que você dirige sua atenção a ele, torna-se consciente da presença do divino dentro de você e ao seu redor. Ao colocar a atenção nele, o divino deve aparecer mais em sua vida. Como consciência é percepção e percepção é prestar atenção, quando você está consciente dele e prestando atenção a ele, começa a se fundir com ele. Sua experiência do divino o fará literalmente se tornar divino; à medida que você se projeta cada vez mais fundo dentro do campo unificado, há mais e mais a explorar e experimentar.

Marcus Saback

09/02/2026

Infinitas Partes


Somos um mosaico.Somos feito de infinitas partes,que vez por outra precisa de revisão para ter algumas pecinhas substituídas. Assim vamos evoluindo e nos tornando nossa melhor versão possível de ser humano.Gratidão por estar aqui!

Síndrome de Estocolmo: quando a agressão vira afeto


Apesar de ser um termo comum, “Síndrome de Estocolmo” ainda causa muita confusão na cabeça das pessoas.

Será que é possível alguém criar afeição por seu agressor? A síndrome existe mesmo? Neste artigo vamos sanar essas dúvidas e esclarecer para você o que é e como se desenvolve a famosa Síndrome de Estocolmo.

O que é a Síndrome de Estocolmo?

O que se sabe é que o termo foi cunhado pelo psiquiatra e criminologista Nils Bejerot e foi usada na mídia pela primeira vez em 1973 após um roubo a banco em Estocolmo, na Suécia.

Os assaltantes fizeram quatro reféns durante o roubo. Após a soltura dos reféns, realizada depois de seis dias de cerco ao banco, os quatro passaram a defender seus sequestradores e se recusaram a testemunhar contra eles.

Segundo os reféns, eles haviam sido bem tratados, mesmo com as ameaças e atos de violência sofridos. Os quatro ainda disseram que sentiram mais medo da polícia do que dos sequestradores.  

A definição “formal” da Síndrome de Estocolmo é: a vítima de agressão, sequestro ou abuso desenvolve uma ligação sentimental ou empatia por seu aproveitador.

As pessoas que desenvolvem a síndrome costumam apresentar sintomas como:

Confusão mental, depressão, agressão, culpa, dependência do aproveitador e distúrbio de estresse pós-traumático;

Ansiedade, irritabilidade, impulsividade e timidez;

Os problemas anteriores também podem gerar quadros de restrição de comida, sono e socialização

Como surge a Síndrome de Estocolmo?

Do ponto de vista psicológico, é argumentado que a Síndrome de Estocolmo é resultado da situação de desamparo e submissão extremados. Isso permite que os aproveitadores se passem por piedosos quando eles agem com qualquer ato considerado como bondade ou quando eles falham em bater, estuprar ou abusar da vítima.

Argumenta-se que a situação extrema faz com que a vítima se apegue a esses momentos e que crie a partir deles esperança e sentimentos positivos pelo abusador.  

A Síndrome de Estocolmo é real?

Apesar de muitos casos na mídia tocarem no assunto, não há respaldo científico. Há poucas publicações sobre o assunto e pouco suporte para a Síndrome de Estocolmo como um caso psiquiátrico válido e que pode ser diagnosticado.

Até o próprio termo Síndrome de Estocolmo é um gerador de ambiguidade, pois o termo não se encaixa bem na definição de síndrome usada e bem estabelecida pela comunidade psiquiátrica.

A síndrome não é utilizada na literatura e nunca foi colocada no “Diagnostic and Statistical Manual” (DSM5), publicado pela Associação Americana de Psiquiatria e usado e reconhecido mundialmente como um manual de referência de doenças mentais.

Conclusão

A descrição da Síndrome de Estocolmo se encaixa em alguns casos de abuso e sequestro descritos pela mídia. Mas não é uma doença mental reconhecida e aceita pela comunidade psiquiátrica.

No entanto, a desvalidação do termo não diminui a importância e a relevância dos quadros de sofrimento mental. A Síndrome de Estocolmo pode não existir, mas existem uma série de outras síndromes, distúrbios e doenças mentais que diminuem significativamente a saúde do paciente e afetam sua vida.

Por isso, não podemos negligenciar nenhuma tipo de doença mental e muito menos situações de abuso que podem resultar em danos mentais muito graves e permanentes.

Fonte: psiquiatra.com.br

Despertar coletivo... O que é, afinal?


Muito se fala na nova era, na ascensão da Terra como algo iminente de acontecer e com data limite*. Sentimos medo dessa data limite, mas o que isso significa na verdade? Como esse "evento" vai nos atingir, individualmente?

Não dá para vivermos um "Despertar Coletivo" sem despertarmos individualmente. 

O Universo precisa de cada um de nós para formar o todo. Somos pequenos, mas somos importantes. 

Muitas pessoas já entraram nesse processo e como chega a hora do "despertar coletivo", as experiências pessoais se tornam fortes, cheias de significado, às vezes até pesadas, para que, individualmente, possamos refletir e nos transformar, até alcançarmos uma vibração desperta e fazermos parte dessa ascensão (mudança da vibração da Terra da 3ª Dimensão para a 5ª Dimensão).

Certo, então o que é preciso para despertar?

Despertar é um processo de abertura de consciência que te permite ver as coisas, a realidade como você nunca viu. Para despertar é necessário abrir os olhos, isso mesmo! Abrir os olhos para outros pontos de vista, para outras realidades, para outras vidas, para outras evoluções, para outros mundos. É necessário, porém, ir além de abrir os olhos... É necessário aceitar e respeitar que cada coisa ou pessoa é o que tem que ser e que tudo está de acordo com a equação do Universo, que assim como o símbolo do Ying Yang, tem seu polo positivo e negativo e precisa disso para seu equilíbrio perfeito.

O despertar e as escolhas conscientes para a vida

E quando eu sei que estou despertando?

Despertamos quando deixamos nossas crenças limitantes de lado, respeitamos e nos abrimos para a verdade de quem está ou passa por nossa vida e por nosso caminho.

Despertamos quando cuidamos verdadeiramente de nós e nos aceitamos.

Despertamos quando aceitamos o outro como ele é, mas não necessariamente o mantemos na nossa vida. Quando somos capazes de avaliar desapaixonadamente se uma presença nos faz bem ou mal e assim decidimos por mantê-la ao nosso lado, ou não, aceitando-nos como cocriadores de nosso próprio Universo, pois nós somos. Com cada escolha que fazemos, criamos nosso destino. 

A estrutura de nossa vida, nosso destino (que pode ser estudado no mapa de nascimento e no mapa astral), vem pronta através de contratos firmados antes de nascermos na terra, mas é o nosso livre arbítrio que nos liberta, ou nos aprisiona, nada mais. 

Despertos, somos nossos verdadeiros mestres, não precisamos de muletas, caminhamos e evoluímos através do Deus que habita em nós, não fora de nós, porque Deus está dentro de cada um de nós e despertar é enxergar isso também.

Despertamos quando nos preocupamos verdadeiramente com a Natureza com a qual o Criador nos presenteou e cuidamos dela.

Despertamos quando respeitamos toda vida que há na Terra e fora dela.

Despertamos quando somos o melhor que conseguimos ser, para nós e para o outro.

Despertamos quando vibramos no amor. E o amor, muitas vezes não é emoção, é só consciência.

Flavia Ramires

 

Espelho


O espelho é uma das últimas liturgias silenciosas da vida moderna. Não apenas recolhe a imagem, mas recolhe também aquilo que a própria consciência tentou dispersar no tumulto do dia. Há nele uma espécie de tribunal mineral, uma superfície que não conhece piedade e que devolve, com absoluta frieza, aquilo que o olhar humano tenta constantemente negociar com a fantasia.

Quando nos inclinamos diante do espelho, não vemos apenas traços e contornos, vemos o desgaste. A fadiga que se entranha entre as sobrancelhas, a inquietude que marca o canto dos olhos, a palidez que denuncia batalhas íntimas travadas em silêncio. O espelho revela o que o mundo não vê, porque o mundo acredita demais na ficção das aparências. Ele devolve o medo, esse velho inquilino alojado na sombra do pensamento, sempre à espreita, sempre disposto a nos lembrar de que somos feitos de carne, dúvida e hesitação.

Há ainda as confissões que ele coleta sem exigir palavras. Cada olhar lançado à sua superfície carrega uma memória secreta, um arrependimento que não ousa nome, um desejo que se esconde sob camadas de racionalização. Ali, diante do reflexo, a alma às vezes se denuncia, e a consciência, que gosta de discursos longos, repentinamente se cala. O espelho não julga, mas expõe. E essa exposição dói.

Acima de tudo, ele devolve a vergonha. Não a vergonha moralista, mas aquela mais profunda, quase metafísica, que nasce quando percebemos que a maior parte do nosso rosto não nos pertence mais. Ele está coberto por máscaras, por adereços emocionais, por expressões treinadas para a convivência, pela conveniência social que nos separa de nossa própria nudez interior. Essas máscaras não escondem apenas a fragilidade, mas também as obscenidades do ser puro, essa porção indomesticável da alma que não se deixa polir, que insiste em permanecer crua, imperfeita, verdadeira.

A tragédia contemporânea é que nos habituamos tanto a essas máscaras que já não distinguimos onde termina o rosto e onde começa a personagem. O espelho, em sua neutralidade implacável, tenta nos devolver o original, mas o original já não responde de imediato. É preciso um esforço quase ascético para reencontrá-lo, como se buscássemos uma voz abafada sob múltiplas camadas de ruído.

No entanto, paradoxalmente, é nesse desconforto que reside a oportunidade. O espelho, ao nos envergonhar, nos devolve também a possibilidade da autenticidade. Ele nos convoca a despir o supérfluo, a confrontar a identidade não como ornamento, mas como verdade. E é apenas diante dessa verdade, dura e luminosa, que algo em nós começa a despertar.

Assim, o espelho torna-se mais que um objeto, ele é uma espécie de sacramento profano, um rito íntimo onde a alma treme, mas finalmente respira. Porque somente quando ousamos encarar a nudez interna, sem os disfarces da conveniência, é que podemos perceber que a obscenidade maior nunca esteve no rosto, mas na recusa em reconhecê-lo.

Oliver Harden

Cada um tem seu deserto a atravessar…


Gostaria de compartilhar uma reflexão de Jean-Yves Leloup (Doutor em Psicologia, Filosofia e Teologia, escritor e conferencista) sobre os desertos que temos que atravessar.

Vale a pena refletir…

O que evoca para nós a palavra deserto? Silêncio, imensidão, vento abrasador? Não apenas. Evoca também sede, miragens, escorpiões… e o encontro do mais simples de si mesmo no olhar assombrado e surpreso do homem ou da criança que brota não se sabe de onde – entre as dunas?

Existem os desertos de pedras e de areias, o deserto do Hoggar, de Assekrem, de Ténéré e do Sinai e de outros lugares ainda… o deserto é sempre o alhures, o outro lugar, um alhures que nos conduz para o mais próximo de nós mesmos.

Existem os desertos na moda, onde a multidão se vai encontrar como um pode tagarela, em espaços escolhidos, onde nos serão poupadas as queimaduras do vento e as sedes radicais; deles se volta bronzeado como de uma temporada na praia, mas ainda por cima, com pretensões à "grande experiência", que nos transformaria para sempre em "grandes nômades"…

Existem, enfim, os desertos interiores. Temos que falar deles, saber reconhecer o que apresentam de doloroso e tórrido, mas tentando também descobrir, aí, a fonte escondida, o oásis, a presença inesperada que nos recebe, debaixo de uma palmeira sorridente, em redor de uma fogueira onde a dança dos "passantes" se junta à das estrelas. Pois o deserto não constitui uma meta; é, antes, um lugar de passagem, uma travessia. Cada um, então, tem a sua própria terra prometida, sua expectativa que deverá ser frustrada, sua esperança a esclarecer.

Algumas pessoas vivem esta experiência do deserto no próprio corpo; quer isto se chame envelhecer, adoecer ou sofrer as conseqüências de um acidente. Esse deserto às vezes demora muito a ser atravessado.

Outras pessoas vivem o deserto no coração das suas relações, deserto do desejo ou do amor, das secas ou dos aborrecimentos que não aprendemos a compartilhar.

Há também os desertos da inteligência, onde o mais sábio vai esbarrar no incompreensível e o mais consciente no impensável. Só conseguimos conhecer o mundo e as suas matérias, a nós mesmos e às nossas memórias quando atravessamos os desertos.

Temos, finalmente, o deserto da fé, o crepúsculo das idéias e dos ídolos, que havíamos transformado em deuses ou em um Deus, para dar segurança às nossas impotências e abafar as nossas mais vivas perguntas.

Cada pessoa tem seu próprio deserto a atravessar. E a cada vez será necessário desmascarar as miragens e também contemplar os milagres: o instante, a aliança, a douta ignorância e a fecunda vacuidade.

Bons ventos lhe soprem o que precisa para ser feliz!

08/02/2026

Reflexão da tarde


A gente cresce ouvindo que amor é luta.

Mas o amor certo não parece uma guerra.

Se você vive com o coração acelerado, tentando interpretar silêncio, relendo mensagens e perdendo o sono para entender o outro… alguma coisa já saiu do lugar.

Amor não deveria ser um enigma diário.

O que é verdadeiro não te deixa em alerta o tempo todo.

Não te faz duvidar a cada noite.

Não te obriga a pedir calma para algo que deveria ser calma.

O amor que fica traz descanso.

Você consegue fechar os olhos sem medo do amanhã, porque sente estabilidade, não incerteza.

Quando a presença de alguém vira ansiedade, não é intensidade… é desgaste.

Porque no fundo é simples:

o que é para ser abrigo não pode virar tempestade.

E aquilo que é seu de verdade não precisa roubar a sua paz para permanecer.

Desedentique -se Da Mente

FELIZ DOMINGO


"Agora, deitada de novo nas traseiras da casa, eu volto a olhar essa estrela onde meu pai habita. Lá onde ele se inventa de estar com sua amada. E em meus olhos deixo aguar uma tristeza. A lágrima transgride a ordem paterna. Nesse desfoco, a estrela se converte em barco e o céu se desdobra em mar. Me chega a voz de meu pai me ordenando que seque os olhos. Tarde de mais. Já a água é todas as águas e eu me vou deitando na capulana onde as primeiras mãos me seguraram a existência."

Mia Couto 

-----------------

Lee S. Hee

Alternativa Quântica para o Envelhecimento – Deepak Chopra


Esqueça tudo o que seus pais, professores e mestres lhe ensinaram. É hora de olhar o mundo de uma nova maneira.

Não existe um mundo objetivo, independente do observador. O mundo tem certas propriedades, mas elas não estão separadas de quem as observa. Tomemos, por exemplo, uma cadeira dobrável – para você, ela é pequena, mas para uma formiga, é gigantesca. Para você, ela é sólida, mas um neutrino passará por ela à velocidade da luz, porque seus átomos são como ilhas dispersas. Ou seja: a "realidade" é como você a percebe – não há nada de absoluto nela.

Nosso corpo é feito de energia e informação. Parece denso, mas a física diz que cada átomo é 99,9999% espaço vazio, e as partículas subatômicas são vórtices de energia vibracional. Todo o Universo – incluindo o seu corpo – é uma imaterialidade pensante. A vida surge quando a informação codificada do DNA é transmitida ao RNA, que entra na célula, de onde – para enzimas que criam proteínas. Esta é uma troca de energia e consciência. Com a idade, esse fluxo diminui, mas pode ser mantido. A energia é atemporal e pode ser gerenciada, direcionada, aumentada ou transformada.

A mente e o corpo são um só. A mente se expressa por meio de pensamentos e moléculas. O medo, por exemplo, é tanto um sentimento quanto uma molécula/adrenalina. Sem emoção não há hormônio, sem hormônio não há sentimento. Seja lá o que você pense, o corpo reage quimicamente. O efeito placebo mostra como apenas a crença de que algo ajuda cria uma mudança bioquímica real. Em outras palavras, se você acredita que não envelhecerá, o corpo começa a seguir essa crença.

A bioquímica do corpo é um produto da consciência. Muitos acreditam que o corpo é uma "máquina sem mente", mas o estresse crônico – um estado de consciência – leva a ataques cardíacos e câncer. Quando você se considera uma pessoa idosa, você envelhece mais rápido. O pensamento "Eu sou tão velho quanto me sinto" é mais profundo do que parece.

Amor, ódio, alegria e repulsa levam a reações bioquímicas radicalmente diferentes. Perder o emprego leva a um declínio na Neurotransmissores, hormônios, sono, e há substâncias completamente diferentes nas lágrimas de tristeza e nas de alegria. Cada célula sabe o que você está pensando. Quando você percebe isso, a ilusão de ser vítima de um "corpo estúpido e sem sentido" desaparece.

Os impulsos da mente dão uma nova forma ao corpo a cada segundo. Enquanto houver novos impulsos, o cérebro e o corpo podem se renovar. Esta é a chave para a juventude – novos conhecimentos, habilidades, perspectivas. Onde você acredita que o corpo está se desintegrando, semeie a fé de que ele está se restaurando.

Apesar da ilusão da individualidade, todos nós fazemos parte da estrutura inteligente do Cosmos. Seu corpo não termina na borda da pele. Você toca uma rosa – isso não é "você contra ela", mas dois campos de energia e informação se encontrando. O universo não é uma ameaça – é o seu Eu expandido. O mundo é o seu corpo em uma forma expandida.

O tempo não é absoluto. A verdadeira base de tudo é a Eternidade. O que chamamos de "tempo" é simplesmente uma expressão quantitativa da Eternidade. A física quântica mostra que o tempo pode avançar, retroceder e até parar. Somente a consciência cria a sensação de tempo.

Cada um de nós vive em uma Realidade que não muda e está além de todos os fenômenos. Se aceitarmos que o tempo surge da consciência, podemos escolher uma "fisiologia da imortalidade". Mesmo quando crianças, sentimos que há algo imutável em nós. Os sábios chamam isso simplesmente de "Eu". O mundo é um fluxo de Consciência. Nossa principal tarefa é nos conectarmos profundamente com o nosso "Eu".

Não somos vítimas do envelhecimento, da doença e da morte. Eles fazem parte do cenário, mas não do observador. A vida, em sua essência, é criatividade. Se você tocar a consciência, tocará o núcleo criativo. Você se torna uma vítima somente quando se esquece de Quem Você É. Perdendo a consciência de Si Mesmo: "Perder a razão é perder a razão e, com ela, o poder sobre o seu corpo, seu produto final."

Lucas Henrique 

🗣️ Você fala sozinho?


Relaxe: isso não é loucura, é inteligência! 🧠

👉 Psicologia: falar em voz alta ajuda a organizar pensamentos, manter o foco e resolver problemas. É como dar “voz” ao seu cérebro para trabalhar melhor. Estudos mostram que pessoas que conversam consigo mesmas tendem a ter mais autocontrole, criatividade e inteligência emocional.  

👉 Psicanálise: esse hábito é um diálogo interno com partes de você mesmo ou com figuras que carregou ao longo da vida. É uma forma de elaborar sentimentos e dar sentido às experiências.  

👉 Emoções: dizer “calma, vai dar certo” é uma maneira poderosa de reduzir ansiedade e se motivar.  

⚠️ Só vira problema quando há perda de contato com a realidade ou alucinações. Fora isso, é uma ferramenta incrível de autoconhecimento e organização mental.  

💬 E você, também faz parte do time que bate papo consigo mesmo?

Rubens Stefano