Schopenhauer e a reflexão sobre felicidade: a vida oscila como um pêndulo entre dor e tédio.
"A vida oscila, como um pêndulo, entre a dor e o tédio." Essa frase lapidar de Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, resume uma visão pessimista, mas profundamente atual, sobre a condição humana.
Em um mundo acelerado por redes sociais, consumismo e metas incessantes, o "pêndulo" schopenhaueriano parece girar mais rápido do que nunca, alternando ansiedade por conquistas e vazio após realizá-las.
Schopenhauer, influenciado pelo budismo e pela filosofia indiana, via a existência regida por uma "vontade" cega e insaciável – força motriz de todos os desejos.
Quando queremos algo (um emprego melhor, um relacionamento ideal, um gadget novo), mergulhamos na dor da carência: insônia, frustração, comparação constante nas redes.
Satisfeito o desejo, o prazer dura instantes; logo surge o tédio, o "então e agora?", o scroll infinito sem propósito.
"O desejo é sofrimento; a satisfação, saciedade breve", escreveu ele em O Mundo como Vontade e Representação.

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