OS MUITOS EU(S)
Dentro de mim existem muitos eus.
E cada um deles carrega uma história, uma emoção, uma memória, uma missão.
Há o eu que sorri e o eu que chora,
o eu que confia e o eu que teme,
o eu que cura e o eu que ainda pede cura.
Sou feita de camadas, de tempos, de versões.
Sou criança, adulta, ancestral e espírito ao mesmo tempo.
Sou luz quando compreendo,
sou sombra quando ignoro,
e sou consciência quando acolho ambos.
Nenhum eu é errado.
Todos são partes de um mesmo ser em evolução.
Negar um é fragmentar-se.
Acolher todos é tornar-se inteiro(a).
Meus eus se manifestam conforme as experiências,
os desafios, os encontros, as dores e os aprendizados.
Eles não competem entre si —
eles pedem integração, escuta, amor e presença.
Quando honro meus eus,
eu honro minha história.
Quando abraço minhas sombras,
eu desperto minha luz.
Quando reconheço minhas feridas,
eu ativo minha cura.
Ser inteiro(a) não é ser perfeito(a).
É ser verdadeiro(a).
É permitir-se sentir, errar, aprender, perdoar, recomeçar.
É compreender que cada versão de mim
foi necessária para que eu me tornasse quem sou hoje.
Sou muitos eus,
mas sou uma só essência.
Sou corpo, mente, emoção e espírito em unidade.
Sou caminho, processo e despertar.
E quando integro meus eus,
não me perco eu me encontro.

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