09/03/2026

EU(S)


OS MUITOS EU(S)

Dentro de mim existem muitos eus.

E cada um deles carrega uma história, uma emoção, uma memória, uma missão.

Há o eu que sorri e o eu que chora,

o eu que confia e o eu que teme,

o eu que cura e o eu que ainda pede cura.

Sou feita de camadas, de tempos, de versões.

Sou criança, adulta, ancestral e espírito ao mesmo tempo.

Sou luz quando compreendo,

sou sombra quando ignoro,

e sou consciência quando acolho ambos.

Nenhum eu é errado.

Todos são partes de um mesmo ser em evolução.

Negar um é fragmentar-se.

Acolher todos é tornar-se inteiro(a).

Meus eus se manifestam conforme as experiências,

os desafios, os encontros, as dores e os aprendizados.

Eles não competem entre si —

eles pedem integração, escuta, amor e presença.

Quando honro meus eus,

eu honro minha história.

Quando abraço minhas sombras,

eu desperto minha luz.

Quando reconheço minhas feridas,

eu ativo minha cura.

Ser inteiro(a) não é ser perfeito(a).

É ser verdadeiro(a).

É permitir-se sentir, errar, aprender, perdoar, recomeçar.

É compreender que cada versão de mim

foi necessária para que eu me tornasse quem sou hoje.

Sou muitos eus,

mas sou uma só essência.

Sou corpo, mente, emoção e espírito em unidade.

Sou caminho, processo e despertar.

E quando integro meus eus,

não me perco eu me encontro.


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