O apego ao “eu sou assim” parece uma afirmação de identidade... mas, muitas vezes, é apenas uma maneira elegante de evitar mudanças. Isso não nasce da clareza, nasce do costume. É uma frase que protege o conhecido, mesmo que esse "conhecido" esteja limitando você.
Por trás desse “eu sou assim”, existem padrões que não são questionados, reações que se repetem e uma versão sua que se torna rígida com o tempo. O mais complexo é que você a defende como se abandoná-la fosse uma traição a si mesmo, quando, na verdade, o que você protege é uma versão antiga que já não se encaixa mais no que você vive hoje.
A vida muda constantemente, mas quando você se agarra a um jeito fixo de ser, começa a colidir com tudo. Surge a dificuldade em se adaptar, entender e crescer. Esse choque interno é o que gera o sofrimento. Você não é uma estrutura terminada; você é um processo. Enquanto continuar repetindo “eu sou assim” como verdade absoluta, você nega a si mesmo a possibilidade de evoluir.
Soltar essa frase não significa se perder... significa dar-se permissão para descobrir quem mais você pode ser. É aí que começa algo mais real, mais livre e muito mais consciente para todas as pessoas.
Wando Kiste

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