Muitas vezes imaginamos o Umbral como um lugar geográfico de dor e escuridão no Além, mas o Espiritismo nos ensina que ele é, acima de tudo, um estado vibratório.
Se o Umbral é o reflexo de nossas paixões inferiores, orgulho e egoísmo, olhemos para as redes sociais com honestidade. O feed que consumimos e as interações que cultivamos podem se tornar extensões dessas regiões sombrias.
O cancelamento impiedoso, a inveja disfarçada de "curtida", a vaidade em busca de validação e as brigas sem fim por política ou religião nada mais são do que a sintonia perfeita com os Espíritos que habitam essas faixas de sofrimento.
Não são os algoritmos que nos obsidiam, somos nós que escolhemos, através do nosso livre-arbítrio, onde ancorar nossa mente.
Ao passarmos horas consumindo conteúdo que gera ansiedade, ódio ou vazio existencial, abrimos as portas para a influência de Espíritos que se alimentam dessa mesma energia. As redes sociais são ferramentas neutras; nós somos os artífices da nossa própria atmosfera fluídica.
O celular pode ser um portal para a caridade e o consolo, ou um "espelho" que reflete e amplifica as sombras que ainda carregamos no íntimo.
Vigiar a nossa conduta nas redes é um dever urgente. Antes de postar, comentar ou mesmo curtir, pergunte-se: "Isso constrói ou destrói? Isso pacifica ou gera discórdia?".
A verdadeira "reforma íntima" também acontece no digital. Se quisermos evitar o Umbral após a morte, precisamos começar a fechar as portas que abrimos para ele, diariamente, na palma das nossas mãos.
✡️ Emilia Morales terapeuta holistica

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