Vivemos num tempo em que tudo foi otimizado, acelerado e embalado para consumo — menos a alma humana.
Essa foi deixada para trás como peça obsoleta. Produzimos máquinas inteligentes, mas celebramos mentes rasas. Multiplicamos conexões, enquanto apagamos profundidade.
Hoje, sentir incomoda.
Quem sente demais é chamado de fraco. Quem pensa demais é chamado de complicado. Quem percebe demais vira ameaça. A mediocridade sempre tenta demonizar a lucidez.
Nunca houve tanta exposição e tão pouca verdade.
Sentir exige mais força do que parecer forte.
Exige encarar a dor sem distração. Amar sem garantias. Chorar sem vergonha. Admitir faltas sem teatro.
Quem foge de sentir também foge de viver.
Sentir é perigoso para qualquer sistema porque quem sente percebe. Quem percebe questiona. Quem questiona rompe.
No fim, a era do vazio não destruiu corações. Apenas ensinou pessoas a sobreviver sem usá-los.
E isso chamaram de evolução.
Fonte: Nova Consciência

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