01/09/2026

NÃO TE STRESSES POR NINGUÉM, QUALQUER QUE SEJA O TEU GRAU DE LIGAÇÃO.


Eu explico-te...

Pões o teu cérebro à prova por pessoas que dormiriam tranquilamente a sono solto se tu desabasses amanhã.

Pensas que o amor, a amizade ou a lealdade se medem pela quantidade de ansiedade que és capaz de suportar por elas.

Mas estás no combate errado.

Preocupares-te ao ponto de perderes o sono, adivinhares o que pensam, antecipares as suas crises, corrigires os seus erros... é um sacrifício inútil.

Ouve-me...

Ninguém merece que destruas a tua saúde mental para manter o equilíbrio dessa pessoa.

A ligação não deve ser um contrato de submissão.

Tens o direito de amar, de estar presente, de apoiar. 

Mas, a partir do momento em que a pessoa se torna uma fonte de angústia, o jogo está viciado.

Não és o salvador de ninguém e não vieste ao mundo para carregar a mochila emocional dos outros, mesmo que tenham o teu sangue ou partilhem a tua cama.

Quando te meces num stress por alguém ao ponto de perderes a tua própria paz, não estás a ajudá-lo: 

estás a destruir-te.

Podes dar o melhor conselho do mundo, oferecer todo o teu tempo, dedicar toda a benevolência possível.

Se a pessoa do outro lado decidir ir ao fundo, vai ao fundo.

Não podes nadar por alguém que recusa mexer os braços.

Para de querer controlar o incontrolável: 

a vida deles, as escolhas deles, as consequências deles.

No dia em que perceberes que a única responsabilidade absoluta que tens é com a tua própria serenidade, tudo muda.

Desapega-te do resultado. 

Ama sem te acorrentares. 

Sê presente sem te dissolveres.

Se uma relação exige que vivas com um nó no estômago e com os nervos em franja, já não é uma relação: 

é uma prisão.

Recupera as tuas chaves, respira fundo e deixa que cada um siga o seu próprio caminho.

Antônio Machado 


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