Às vezes, não é aquilo que desejamos que realmente nos falta, mas a capacidade de reconhecer o valor daquilo que já temos. Vivemos olhando para o horizonte, desejando o barco quando estamos em terra firme e desejando a terra quando estamos navegando. E, nessa busca constante pelo que está distante, corremos o risco de não aproveitar a beleza do lugar onde estamos.
A insatisfação tem uma maneira silenciosa de nos roubar a felicidade: faz parecer que a vida só será completa quando conquistarmos aquilo que ainda não chegou. Queremos outra realidade, outra fase, outras oportunidades, sem perceber que talvez existam bênçãos no presente que um dia foram exatamente os nossos maiores sonhos.
Isso não significa deixar de desejar, sonhar ou buscar algo melhor. Significa aprender a caminhar sem transformar a própria vida em uma eterna espera. É possível querer crescer sem desprezar o que já floresceu. É possível desejar novos horizontes sem deixar de agradecer pela paisagem que nos acompanha hoje.
A verdadeira sabedoria está em compreender que a felicidade não depende apenas de chegar aonde queremos, mas também de aprender a reconhecer o que existe de precioso em cada etapa do caminho.
Não permita que a vontade de ter o que falta faça você esquecer a riqueza do que já tem. Porque, enquanto os olhos estiverem sempre voltados para aquilo que está distante, o coração poderá deixar passar as maravilhas que estão bem diante dele.
No fim, talvez a maior conquista não seja ter sempre o que desejamos, mas desenvolver a capacidade de encontrar motivos para agradecer, tanto em terra firme quanto em alto-mar.
Por Despertar o Divino

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