01/10/2026

Essa imagem me fez voltar ao túnel do tempo... ⏳


Houve um tempo em que as redes sociais eram feitas de barbante e os nossos perfis eram atualizados na calçada. Bastava o sol começar a deitar para que as cadeiras de espaguete fossem arrastadas para a porta de casa. 

Ali, o vento do fim de tarde trazia o cheiro do café fresco e o eco das risadas. Os adultos vigiavam o mundo comentando a vida, enquanto as crianças redesenhavam o asfalto com giz, gols de chinelo e uma bola que parecia nunca parar de rolar. A rua não era um perigo a ser evitado; era a extensão da nossa própria sala de estar. 

Todos se conheciam, todos se cuidavam.

Mas o relógio do tempo correu depressa e, sem que percebêssemos, as cidades mudaram de tom. As calçadas foram encurtadas pelos carros, os muros subiram, as grades engrossaram e as telas ganharam o espaço que antes era do horizonte. O grito de "gol!" deu lugar ao silêncio dos fones de ouvido. O medo da violência trancou as portas por dentro e o brilho dos smartphones substituiu a luz do poste onde a gente se reunia.

Hoje, olhar para a rua vazia traz uma saudade que aperta o peito. Aquela época não volta mais, mas a nossa necessidade de conexão continua viva. Mudaram os cenários, mudaram os perigos, mas o desafio da nossa geração continua sendo o mesmo: encontrar novas formas de abrir o portão, descer para a praça e lembrar como é bom viver em comunidade. 

Bons tempos onde a gente encontrava os amigos no portão e lavava a alma de tanto rir. Quem aí lembra de alguma história marcante dessa época das cadeiras na calçada?

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