19/05/2026

Infância


O que vivemos na infância não fica na infância.

Fica no corpo. Nas relações. Nas escolhas que repetimos.

Tudo o que não foi sentido… volta.

Como medo de confiar.

Como dificuldade em receber.

Como relações onde o amor assusta quando chega.

Na visão sistémica do filme "Em Busca de Mim", percebemos que não é a falta de força, é a dor que ainda não encontrou lugar.

O alcoolismo não é o centro.

É muitas vezes uma tentativa de calar o que nunca pôde ser sentido com segurança.

E quando o amor não foi seguro… aprendemos a desejá-lo e a afastá-lo ao mesmo tempo.

Porque o corpo não esquece.

O corpo repete.

Talvez não seja sobre “o que está errado em mim”…

mas sobre o que ainda vive em mim do passado.

Se isto te tocou, não estás sozinho nesse caminho.

🌿 Teresa Diogo Terapias

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