A mediunidade exige uma doação constante de fluídos vitais e ectoplasma. Quando o médium atua na assistência espiritual, ele funciona como uma "bateria" ou um canal de transmissão.
Se não houver uma rotina de autoreabastecimento por meio da prece, das leituras edificantes, do contato com a natureza e de uma boa alimentação, a energia vital se esgota.
Um médium com a vibração baixa (pelo cansaço, mágoa, raiva ou estresse) sintoniza mais facilmente com energias densas ou espíritos sofredores.
Esse choque ou acúmulo fluídico negativo costuma se somatizar, transformando-se em dores físicas, dores de cabeça crônicas, distúrbios do sono e fadiga extrema.
Muitos médiuns caem na armadilha de acreditar que, por trabalharem com a espiritualidade maior, estão blindados contra vírus, bactérias ou o envelhecimento natural do corpo.
O médium também traz suas próprias pendências de vidas passadas e fragilidades biológicas desta existência. Às vezes, a doença física é a ferramenta que o espírito necessita para escoar energias densas do passado, desenvolver a paciência, a resignação e a empatia profunda com a dor alheia. Um médium que já passou pela dor física acolhe o próximo com muito mais sensibilidade
O médium é uma ponte, mas nenhuma ponte se sustenta sem alicerces firmes.
Que esta reflexão sirva como um lembrete de que a sua maior ferramenta de trabalho espiritual é o seu próprio bem-estar. Cuidar de si, respeitar os limites do seu corpo e silenciar a mente quando necessário não é abandonar a tarefa é garantir que a luz continue passando por um canal limpo, seguro e fortalecido.
Que o seu caminhar seja sempre guiado pelo equilíbrio, pela paciência consigo mesmo e pela certeza de que a espiritualidade maior acolhe as suas dores com o mesmo amor com que você acolhe as dores do mundo.
No amor e na luz!

Nenhum comentário:
Postar um comentário