02/10/2026

Reflexão do dia


Quando alguém tenta te ferir, recorda: ninguém fere do nada. A agressão que vem de fora quase sempre nasce da dor que o outro carrega por dentro. O insulto é apenas a superfície de uma ferida que ele não conseguiu curar.

Se alguém te mente, não te apresses em julgar. A mentira, muitas vezes, é disfarce do vazio que a pessoa não suporta revelar. Quem mente teme ser rejeitado pelo que é, e então se esconde atrás de ilusões frágeis.

Se alguém te trai, observa não apenas o ato, mas a solidão que o acompanha. A traição é o grito dos corações que não aprenderam a ser fiéis nem a si mesmos. 

Se alguém zombar de ti, não devolvas com ira. O escárnio denuncia os traumas que ainda queimam na alma do zombador. Quem ri da dor alheia, muitas vezes, aprendeu cedo demais a rir para não chorar.

Se alguém te despreza, não te sintas diminuído. O desprezo revela muito mais sobre a miséria interior daquele que o pratica do que sobre ti. Quem despreza, na verdade, não suporta reconhecer a própria fragilidade.

Se alguém te inveja, não carregues mágoa. A inveja é apenas a confissão da frustração íntima. Quem inveja não deseja tua perda, mas a vida que ainda não conseguiu construir para si.

Por isso, não te sintas ofendido pelos defeitos alheios. Cada pessoa traz suas lutas invisíveis, suas cicatrizes ocultas, suas batalhas silenciosas. A ofensa é o retrato da dor do outro, não da tua essência.

Trabalha, sim, para corrigir teus próprios defeitos. Sê vigilante com tuas palavras, paciente com tuas fraquezas, firme no propósito de crescer. Busca ser gentil, mesmo com quem não compreende a gentileza; sê bondoso, sobretudo com quem mais carece de bondade.

Não te preocupes tanto em alimentar o ego, que exige aplausos e vanglória, mas aprende a alimentar a alma, que pede silêncio, fé e coerência. O que sustenta tua vida não é a vaidade, mas o espírito que se fortalece no amor.

E nunca esqueças: por mais duras que sejam as ofensas, o amor é a chave. É ele que abre portas que a razão não consegue, que cura feridas que o tempo não sara, que dissolve rancores e ergue pontes sobre os abismos. O amor é a resposta maior, e é nele que está a verdadeira vitória.

JoelBorella

O mundo não vai pausar por você


Até quando você vai ficar aí esperando... que alguém te veja, te compreenda, te salve?

O mundo não vai pausar porque você está deseja. E ninguém vai te tirar da prisão que você mesmo alimenta, se continuar entregando a chave do seu bem-estar nas mãos dos outros.

Liberdade emocional não é presente - é conquista. E ela começa quando você para de esperar que te libertem... e começa a perceber, com honestidade, onde exatamente você se aprisiona.

Porque viver na dor é estar preso a padrões que te amarram a tudo aquilo que você já não quer mais. E o conhecimento dos seus Traços de Caracteres que te liberta de viver segundo a forma dos outros.

Se o seu Traço mais forte for o Esquizoide, talvez você tenha aprendido a se esconder para evitar a rejeição. E, enquanto espera que alguém prove que você pertence, continua preso no próprio isolamento.

Se o seu Traço for o Oral, talvez você viva esperando ser acolhido, cuidado, que não te deixem só. Mas a cada vez que depende do outro para se sentir inteiro, amarra mais um nó n sua liberdade.

Se o seu Traço predominante for o Psicopata, é possível que tema ser usado ou manipulado. E, enquanto vive desconfiando das intenções dos outros, se prende tentando controlar tudo

— como se só assim pudesse se sentir seguro.

Se tiver muito do Masoquista, talvez tenha aprendido a suportar calado, esperando que alguém veja tudo o que você aguenta. Mas, enquanto espera esse reconhecimento, continua acorrentado ao peso que nunca foi seu.

E se for o Rígido o mais marcante em você, talvez esteja sempre buscando validação para se sentir suficiente. Preso à necessidade de ser perfeito, de ser admirado... e, nesse esforço, a liberdade vai escorrendo pelos dedos.

Todos nós, de algum jeito, criamos prisões emocionais esperando que alguém venha nos libertar. Mas ninguém tem essa chave.

A verdadeira liberdade começa quando você entende que não adianta esperar que o mundo te salve das suas dores. A chave está em conhecer os seus Traços, abraçar os seus Recursos e usá-los a seu favor.

É nessa virada de chave que a sua liberdade começa. Não vem de fora. Não vem do outro. Vem de dentro. Vem de você.

Então, me diz... até quando você vai esperar?

Carol kailli

Salto Quântico 


Irritação e Domínio


Aquilo que te irrita raramente tem a ver apenas com o que está diante dos seus olhos. A irritação, assim como o estresse, muitas vezes nasce muito antes do momento presente. Pode vir de uma criança que foi duramente cobrada, que não podia errar, que aprendeu cedo que amor e aceitação vinham condicionados ao desempenho, à organização e ao controle. Para essa criança, fazer tudo do jeito certo não era uma escolha. Era uma forma de sobrevivência emocional.

Quando esse funcionamento se torna um padrão interno, tudo aquilo que ameaça essa ordem passa a ser vivido como perigo. O que desorganiza o padrão ativa estados automáticos de alerta, como se algo grave estivesse prestes a acontecer. O corpo reage antes da consciência. Surgem a raiva, a tensão e o estresse, acompanhados de conflitos desproporcionais ao que realmente está acontecendo.

Não é sobre o pó do pão no chão. Não é sobre o prato que ficou na pia. Não é sobre o talher fora do lugar. É sobre o que isso desperta internamente. Essas situações tocam uma ferida antiga, uma memória emocional onde errar significava perder afeto, ser criticada ou não ser suficiente. O presente apenas acende o gatilho. A dor vem do passado.

Quando essa origem não é reconhecida, a pessoa passa a tentar controlar o externo para aliviar o interno. Quanto mais tenta controlar, mais se torna refém da própria irritação. Tudo precisa estar no lugar, no tempo certo e do jeito certo, porque inconscientemente isso parece garantir segurança emocional.

O custo disso é alto. A irritação constante rouba a leveza, desgasta relações e mantém a pessoa presa a um estado permanente de vigilância. Aquilo que poderia ser pequeno se torna grande. O que poderia ser ajustado vira conflito. Sem perceber, a pessoa passa a ser dominada exatamente por aquilo que mais combate.

A libertação começa quando se entende que o incômodo não está fora, mas dentro.

Texto por: Psicanalise Inconsciente

Sol e Lua


Conta uma antiga lenda que, no princípio dos tempos, o Sol e a Lua se apaixonaram. Amaram-se com esse amor que não se explica, apenas acontece, como se já viesse escrito no coração do universo. Mas o destino colocou-os em lados diferentes do céu: ao Sol entregou o dia, à Lua confiou a noite. E desde então vivem assim… quando um chega, o outro parte.

Dizem que o Sol, antes de desaparecer, deixa no horizonte um rasto de ouro e fogo para que a Lua saiba que ele esteve ali. E a Lua, quando a noite chega, acende-se inteira para que, mesmo do outro lado do mundo, ele nunca se esqueça dela. Talvez seja por isso que os fins de tarde sejam tão bonitos: são cartas de amor que o Sol deixa à Lua antes de partir.

Mas o universo teve pena daquele amor condenado à distância e ofereceu-lhes um instante raro para se encontrarem. Chamou-lhe eclipse. E, nesses breves momentos, o Sol e a Lua aproximam-se, o céu muda de cor, a luz prende a respiração e parece que o mundo inteiro fica em silêncio para não perturbar o abraço que esperou tanto tempo para acontecer.

Talvez esta lenda nunca tenha falado verdadeiramente do Sol e da Lua. Talvez fale de nós. Das pessoas que se amam e nem sempre podem ficar, dos abraços adiados, dos caminhos que a vida separou sem conseguir separar os corações. Porque existem amores que não precisam de acordar juntos todas as manhãs para continuarem vivos. Há amores que passam uma vida inteira separados e, ainda assim, nunca deixam de iluminar o mesmo céu.

Carlos Cabrita_escritor ✍️

O Sentido das Palavras Carlos Cabrita

01/10/2026

Essa imagem me fez voltar ao túnel do tempo... ⏳


Houve um tempo em que as redes sociais eram feitas de barbante e os nossos perfis eram atualizados na calçada. Bastava o sol começar a deitar para que as cadeiras de espaguete fossem arrastadas para a porta de casa. 

Ali, o vento do fim de tarde trazia o cheiro do café fresco e o eco das risadas. Os adultos vigiavam o mundo comentando a vida, enquanto as crianças redesenhavam o asfalto com giz, gols de chinelo e uma bola que parecia nunca parar de rolar. A rua não era um perigo a ser evitado; era a extensão da nossa própria sala de estar. 

Todos se conheciam, todos se cuidavam.

Mas o relógio do tempo correu depressa e, sem que percebêssemos, as cidades mudaram de tom. As calçadas foram encurtadas pelos carros, os muros subiram, as grades engrossaram e as telas ganharam o espaço que antes era do horizonte. O grito de "gol!" deu lugar ao silêncio dos fones de ouvido. O medo da violência trancou as portas por dentro e o brilho dos smartphones substituiu a luz do poste onde a gente se reunia.

Hoje, olhar para a rua vazia traz uma saudade que aperta o peito. Aquela época não volta mais, mas a nossa necessidade de conexão continua viva. Mudaram os cenários, mudaram os perigos, mas o desafio da nossa geração continua sendo o mesmo: encontrar novas formas de abrir o portão, descer para a praça e lembrar como é bom viver em comunidade. 

Bons tempos onde a gente encontrava os amigos no portão e lavava a alma de tanto rir. Quem aí lembra de alguma história marcante dessa época das cadeiras na calçada?

OS 5 MESTRES MAIS CRUÉIS QUE A VIDA ENVIA À NOSSA ALMA


Há mestres que chegam com livros.

Outros chegam com palavras.

Mas existem aqueles que chegam através da dor.

Não pedem licença.

Não avisam quando chegam.

E, muitas vezes, só compreendemos a razão da sua presença muito depois de terem passado pela nossa vida.

São mestres difíceis.

Mas deixam ensinamentos que nenhuma escola poderia ensinar.

1. A SOLIDÃO — O MESTRE QUE TE ENSINA A ENCONTRAR-TE

A solidão chega quando o silêncio se torna maior do que a presença das pessoas.

No início, parece abandono.

Parece que ninguém te vê, ninguém te entende e ninguém consegue alcançar aquilo que sentes.

Mas, quando o silêncio permanece, algo começa a acontecer.

És obrigado a olhar para dentro.

Descobres os teus medos, as tuas feridas, os teus sonhos esquecidos e, principalmente, descobres quem és quando não tens ninguém a quem impressionar.

A solidão ensina-te que estar sozinho não significa estar vazio.

Às vezes, é precisamente quando todos se afastam que finalmente te encontras contigo mesmo.

2. A TRAIÇÃO — O MESTRE QUE TE ENSINA A DISCERNIR

A traição dói porque vem de onde menos esperavas.

Não destrói apenas uma relação.

Destrói uma confiança, uma expectativa e, muitas vezes, a imagem que criaste de alguém.

Depois dela, já não olhas para as pessoas da mesma maneira.

Mas existe uma sabedoria escondida nessa ferida.

Aprendes a observar atitudes em vez de acreditar apenas em palavras.

Aprendes que nem todos os que caminham ao teu lado caminham na mesma direção.

E aprendes algo ainda mais importante:

confiar nos outros é bonito, mas nunca deves deixar de confiar na tua própria intuição.

A traição ensina-te a proteger o teu coração sem transformar esse coração num lugar fechado.

3. O FRACASSO — O MESTRE QUE TE ENSINA A LEVANTAR

O fracasso chega quando tinhas a certeza de que conseguirias.

É a porta que não abriu.

O projeto que não resultou.

O sonho que caiu.

A tentativa que terminou em derrota.

E, naquele momento, podes sentir que não és suficiente.

Mas o fracasso não veio para dizer quem és.

Veio para mostrar do que és capaz de te tornar.

Ele ensina humildade.

Ensina paciência.

Ensina persistência.

E, principalmente, ensina-te que cair não significa terminar.

Às vezes, a queda é o momento em que descobres que existe dentro de ti uma força que nunca tinhas sido obrigado a usar.

O fracasso não é o oposto do sucesso. Muitas vezes, é uma das suas maiores escolas.

4. A PERDA — O MESTRE QUE TE ENSINA A SOLTAR

A perda ensina uma das lições mais dolorosas da existência:

nada nos pertence para sempre.

Pessoas partem.

Ciclos terminam.

Lugares deixam de existir na nossa vida.

E existem despedidas que não estamos preparados para aceitar.

A perda ensina-te a amar sem possuir.

A agradecer sem prender.

A recordar sem viver no passado.

Porque amar alguém também pode significar aceitar que essa pessoa já não pode continuar a caminhar contigo.

Nem todas as pessoas chegam para permanecer.

Algumas chegam para transformar

Algumas deixam amor.

Outras deixam uma ferida.

Mas todas deixam alguma coisa.

E quando aprendemos a soltar sem ódio, percebemos que deixar ir não é perder.

É permitir que aquilo que terminou encontre o seu lugar na nossa história.

5. O TEMPO — O MESTRE QUE TE ENSINA A VIVER

E depois existe o tempo.

O mestre que não precisa de palavras.

Ele simplesmente passa.

Não espera por ninguém.

Não volta atrás.

Não devolve os dias que desperdiçámos.

Leva juventude, momentos, oportunidades e pessoas que pensávamos que estariam connosco para sempre.

E é precisamente por isso que o tempo nos oferece a sua maior lição:

o presente é um presente.

Não adies aquele abraço.

Não escondas aquele “amo-te”.

Não vivas eternamente preso ao que aconteceu ontem.

E não entregues toda a tua vida a um amanhã que ainda não chegou.

Porque enquanto esperamos pelo momento perfeito, a vida está a acontecer.

Agora.

Neste instante.

Neste único momento que nunca mais voltará.

A LIÇÃO DOS CINCO MESTRES

A solidão ensina-te a conhecer-te.

A traição ensina-te a discernir.

O fracasso ensina-te a levantar.

A perda ensina-te a libertar.

E o tempo ensina-te a viver.

Cinco mestres.

Cinco dores.

Cinco caminhos de transformação.

Talvez a vida não esteja contra ti quando te coloca diante destas experiências.

Talvez esteja a revelar-te aquilo que ainda precisas de aprender.

Porque há coisas que só conseguimos compreender depois de as viver.

E há versões de nós que só conseguem nascer depois de uma grande queda.

Por isso, se hoje estás a atravessar uma dor que não compreendes, não tenhas pressa de encontrar uma explicação.

Talvez ainda não seja tempo de compreender.

Talvez seja tempo de sentir.

De atravessar.

De confiar.

E de continuar.

Um dia, vais olhar para trás e perceber que algumas das maiores dores da tua vida também foram algumas das maiores transformações da tua alma.

E nesse dia, talvez já não perguntes:

“Por que razão isto aconteceu comigo?”

Talvez perguntes:

“O que é que isto veio despertar em mim?”

E essa pergunta pode mudar tudo.

Porque a cura não significa apagar o passado.

Significa conseguir olhar para ele sem deixar que ele continue a comandar o teu presente.

Significa agradecer pela pessoa que foste, abraçar a pessoa que és e confiar na pessoa que ainda estás a tornar-te.

E então compreenderás:

não eram apenas cinco mestres cruéis.

Eram cinco portas.

A porta para dentro.

A porta da consciência.

A porta da força

A porta do desapego.

E a porta da presença.

E talvez, no fim de toda esta caminhada, descubras que a vida nunca esteve a tentar quebrar-te.

Estava a ensinar-te a voltar para ti.

E quando finalmente voltares para ti…

já não precisarás de fugir da vida.

Vais simplesmente aprender a vivê-la.

Com mais presença.

Com mais gratidão.

Com mais amor.

E com a paz de quem finalmente compreendeu que até as dores que não escolheu…

também fizeram parte do caminho que o trouxe até aqui.

Alma consciente

OUTUBRO ROSA


Cuidar de si mesma não é egoísmo, é sobrevivência. 

O mesmo toque que previne é o toque que acolhe e respeita a sua história.

Vamos combinar uma coisa? Deixem a armadura de "super mulher" de lado por um instante. 

Marquem seus exames. Toquem-se. Cuidem-se.

Consciência Humana


Sem qualquer compromisso em estar realmente feliz... Surgem outras equações existenciais... Novos territórios mentais... Outros labirintos... Outros sentimentos... A eterna megalomania de sermos sempre o mesmo dissolvendo-se em lágrimas rotineiras... O futuro que me espera, jamais revelará seus segredos... Eu, por ventura, cultivo centenas de mistérios, guardo comigo as razões mais complexas, sou um amontoado de palavras indecifráveis, um fardo de declarações de dimensões interplanetárias, vagando em galáxias distantes... Além de todos os limites humanoides... Sou o improvável que está prestes a acontecer... Aprendi a reinventar os fatores que me compõe, sendo assim, de mim, ninguém jamais saberá o que esperar... Em mim, nunca encontrarão definições concretas, eu sou a indefinição de meu próprio ser, nada conseguirá me limitar...

- Anderson Beowulf .

30/09/2026

MOMENTO SELFIE


A imagem do casal de costas para a tragédia, sorrindo para a câmera enquanto pessoas lutam pela vida na água, é a máxima tradução visual da inversão de valores. Na era digital, essa cena deixa de ser uma ficção absurda e passa a ser um retrato fiel do nosso cotidiano, ilustrando que hoje o "parecer" engoliu completamente o "ser"

Para o casal da selfie, a realidade imediata o naufrágio, o frio, a morte iminente perde o sentido se não for capturada por uma lente. Eles não estão vivendo o momento; estão gerenciando sua própria marca. O espetáculo exige que tudo vire mercadoria visual: a dor alheia se transforma em "cenário", o perigo vira "adrenalina para os seguidores" e o egoísmo é mascarado como "registro histórico".

A verdadeira tragédia dessa reflexão não é o navio que afunda, mas a anestesia social que a imagem revela. Quando nos tornamos plateia permanente do mundo através das telas, perdemos a capacidade de agir. A mão que deveria estender um colete salva-vidas é a mesma mão que segura o bastão de selfie. O sofrimento do outro não gera mais revolta ou socorro imediato, gera apenas o impulso de registrar antes que o algoritmo mude de assunto.

Essa metáfora do Titanic nos deixa um alerta incômodo: enquanto nos ocupamos em garantir o melhor ângulo e a foto perfeita de nossas vidas falsamente editadas, a nossa própria humanidade corre o risco de afundar em silêncio logo atrás denós.

PENSEMOS NISSO!

Minha Fé

 


Minha FÉ.....Minha IGREJA eu chamo de *TERREIRO*

Meu ALTAR eu chamo de *CONGÁ* 

Minha missa eu chamo de *GIRA*

Acredito em DEUS a quem chamo de *OLORUM*, Acredito em JESUS a quem chamo de *OXALÁ*, Meu TERÇO chamo de *GUIA*, Minha ORAÇÃO chamo de *PONTO*, O meu CÉU é *ARUANDA*, Os meus SANTOS são *ORIXÁS* 

Apenas respeite o meu sagrado... EXÚ ENTIDADE

Me ensinou que se deseja algo, têm que conquistar.

POMBO GIRA

Me ensinou que amor verdadeiro é conquistado, não amarrado. PRETOS VELHOS

Me ensinaram que a humildade, cari paciência e amor!

Evolui o espírito

CABOCLOS 

Me ensinaram que a felicidade é uma permminhaissão que temos que nos dar.

BOIADEIRO

Me ensinou que os verdadeiros amigos são os que permanecem do seu lado sempre.

COSMINHOS

Me ensinaram que a fé é o único sentimento puro que existe.

OXUM

Me ensinou que o amor vale mais que o ouro.

OMOLU

Me ensinou que não existe sofrimento em recomeçar tudo outra vez.

OGUM

Me ensinou que nem sempre se vence uma batalha com guerra.

OXÓSSI

Me ensinou que só a coragem é o suficiente pra realizar meus sonhos.

XANGÔ

Me ensinou a acreditar em sua justiça divina, e não na minha.

IANSÃ

Me ensinou a vencer as tempestades da vida com a cabeça erguida.

IEMANJÁ

Me ensinou como é amar a todos os filhos, independente de suas características.

OXALÁ

Me ensinou que para ser bom não precisa ser santo, mas que eu não faça nada contra um outro irmão.

D A

CORAÇÃO


Nem sempre podemos escolher todas as coisas que a vida nos traz. Mas podemos deixar que o coração se abra para as coisas boas que podem chegar até nós. Elas existem. São reais. Só temos de deixar que elas aconteçam. O medo até pode andar por perto, mesmo assim não nos podemos fechar. A vida só acontece se nós deixarmos. E, se assim fizermos, as pessoas bonitas podem chegar. Não são pessoas perfeitas. São pessoas reais. São pessoas em construção, da mesma forma que também nós estamos nesse processo. Permitamo-nos ser amados e crescer ao lado de alguém. Permitamo-nos viver dias de cumplicidade. Permitamo-nos amar, com toda a entrega, com todo o coração. A reciprocidade é construída por duas pessoas que se dedicam, inteiramente. É assim que o coração recebe doçura. É assim que a vida tem mais sabor.

O Corpo Emocional – Corpo de Sentimentos


O corpo de sentimentos é a ponte entre nossos pensamentos e nosso corpo físico. Ele interpreta e projeta os pensamentos da consciência e do mental em estados de sentimento sou assinaturas de sentimentos. É uma forma de experienciar os pensamentos. Os pensamentos saem do estado abstrato e são interpretados pelo corpo físico. 

Por causa do corpo emocional, os pensamentos podem ser experienciados pelos humanos. 

Os pensamentos são convertidos em impressões de sentimento. O corpo físico, então, interpreta essas impressões como se estivesse traduzindo a mensagem. Ele converte essas mensagens de sentimentos em neuropeptídios e hormônios que causam reações físicas, as quais chamamos “emoções”. 

Elas vão desde raiva, medo, estresse, irritação até amor, compaixão, esperança e felicidade. Sentimento não é somente emoção, é muito mais que isso. Compreende emoção, sensação e percepção e está além do corpo emocional. Portanto, a emoção é uma experiência fisiológica deum sentimento. Um sentimento é uma sensação baseada na percepção em forma de consciência.

O corpo de sentimentos não tem forma como o corpo físico tem, mas pode assim ser representado. Quando você tem uma experiência fora do corpo, o corpo emocional se apresenta para você com uma forma.Com treino você pode focar sua atenção e ver nas pessoas essa camada de consciência que é o corpo de sentimentos. 

Quando tentamos perceber (ver) o corpo de sentimentos das pessoas, às vezes nos surpreendemos com pessoas que se mostram extremamente fortes, poderosas, autoritárias e confiantes e o corpo de sentimentos mostra-se fraco, degenerado, com cicatrizes e outras aberrações.

É interessante perceber que existe uma forma de compensação no Universo onde, quando uma parte do todo mostra-se com deficiência, outra parte se desenvolve de forma a compensar aquela fraqueza. 

Vemos isso acontecer bastante em indivíduos que tem um dos sentidos (audição, visão) prejudicados, acabam desenvolvendo outro sentido muito além do normal para compensar aquela fraqueza. Mas isso só vem mostrar que aquele individuo está não integrado. Vale aqui observar que quanto maior o nível de consciência e frequência vibratória, mais integrado tudo está no Universo. 

Do contrário, quanto menor a frequência, menos integrado. Quanto mais nos sentimos integrados entre nossos corpos, maior é o sentimento de bem estar. O corpo emocional é importante pois é o corpo que faz com que experienciemos os pensamentos como realidade. As conclusões a que chegamos sobre a experiência da vida, estão contidas no corpo de sentimentos. É como interpretamos a vida. 

Os sentimentos é que ditam o que é real ou não. 

Se sua interpretação da vida é experienciada com emoções dolorosas, se as conclusões que você chega sobre a vida são dolorosas, e seus sentimentos ditam o que é real ou não, então, seu corpo emocional continuará a trazer essas mensagens de dor para o corpo que serão interpretadas como emoções negativas. 

Isso leva a uma vida infeliz, a vícios, relacionamentos não saudáveis etc.. E a pessoa revive continuamente o mesmo drama. Fica bastante complicado conseguir viver no momento presente porque o drama do passado continua a se fazer presente a todo momento.

Um exemplo disso seria: se eu tive uma experiência onde me senti abandonado pelo meu pai quando criança, eu vou criar em minha vida em várias situações, em diversas áreas, onde eu me sinto abandonada. Atraio pessoas para minha vida que se encaixam no padrão de abandono e cada vez mais eu me sinto abandonada.

Se quisermos curar isso, devemos nos dirigir ao corpo emocional, de sentimentos, e não a qualquer outro. Tendemos a trabalhar com as emoções pelo nível mental, mas não é eficiente. 

Mas acontece que no minuto em que decidimos curar as emoções, tornamo-nos inimigos delas, pois nos colocamos em estado de resistência a elas. 

Decidimos que as emoções não são boa se que precisamos consertá-las. Colocamo-nos em um estado de desaprovação de nós mesmos.

A melhor forma de danificar o corpo emocional é olhar para si mesmo com a necessidade demudá-lo, isso significa que não nos aceitamos como somos. 

Esse estado de resistência é causa de mais separação, longe da integração.

Sabemos quão dolorido é ter alguém dizendo para você que não está ok do jeito que você é, que você precisa mudar.

Desta forma, a cura não acontece.

Então, a alternativa é aceitar e abraçar completamente as emoções que sentimos, não importa o quão doloroso isso seja. É estar presente e ficar com as suas emoções. Aprender com elas, vero que elas querem que você veja, é estar completamente presente sem pedir que elas mudem. Chamemos esse processo de integração ao invés de cura.

Uma forma de fazer isso é sentar-se em um lugar calmo, interiorizar-se e aceitar a emoção que está no momento com você. Tome um tempo para fazer isso, se achar necessário diga “estou aqui com você completamente” – não recrimine, não pense que precisa curar, simples mente sinta a emoção. A nossa tendência é suprimir as emoções negativas, e essa é uma forma de reintegrá-las.

Você pode, inclusive, fazer algumas perguntas no sentido de explorar essa emoção:

- Como me sinto? É uma forma de trazer a emoção para a consciência e dar um nome a ela.

- Quando eu senti isso pela última vez? Deixe que a resposta venha para você.

- Quando eu senti isso pela primeira vez na minha vida? Da mesma forma deixe que a resposta venha para você.

Seja paciente, deixe as coisas virem, é um processo seu, então, não há regras de como ele vais e desenvolver. Aceite o que vier. Confie em você para saber o que precisa fazer para se reintegrar. A respiração é super importante para liberar as emoções negativas, especialmente a expiração.

Muitas vezes, você vai entrar em contato com emoções que sentiu quando era uma criança bem pequena. Na época, você não tinha condições cognitivas de interpretar aquela emoção. 

Então, o que pode fazer agora é mostrar a essa criança (o que chamamos “criança interior”) que você, agora adulto, pode ajudar essa criança a se sentir melhor. Converse com ela, dê a ela carinho, conforto, e segurança. Se a emoção com a qual você está lidando é um sentimento de rejeição, por exemplo, você vai dar a essa criança a aceitação total de todas as formas que você pode imaginar.

Diga a ela que você sempre estará com ela para o que ela precisar, que nunca vai abandoná-la. Na verdade, isso só possível no trabalho com a criança interna, pois na realidade da 3ª D, nós não podemos prometer isso, pois coisas fora do nosso alcance podem acontecer. Mas você e sua criança nunca vão se separar mesmo, então, você pode garantir isso a ela.

Quando você altera uma memória desta forma, realmente muda a causa deste trauma. E você também altera todas a emoções que derivam desta primária e por consequência os sintomas que são a o resultado delas. Isso afeta o padrão da sua realidade no geral. Tudo isso é perfeitamente possível, se lembrarmos que para o Universo o tempo não existe.

Depois de se entregar a essa experiência, dê-se um tempo para pensar nela. Traga o lado cognitivo, faça correlações com outras experiências em sua vida. Escreva sobre ela, isso o ajudará a entender e integrar essa experiência que você teve. O seu corpo emocional se sentirá integrado porque desta vez, ao invés de fugir da emoção, você a acolheu e a transformou.

Saiba que tudo o que você vive hoje que é frustrante ou o deixa chateado, é uma memória desencadeada por emoções refletidas da sua infância. Essa é a razão pela qual culpamos os outros, quando somos reativos, ficamos chateados com tudo o que “causa” essas sensações. Isso é porque não queremos ficar presentes com a emoção, isso é muito doloroso. Acabamos, então, colocando a causa de tudo fora de nós. Ao integrar essa emoção sentimo-nos mais felizes e capazes de nos ajudar sempre.

- Texto baseado no vídeo: How To Heal The Emotional Body - Teal Swan.**

29/09/2026

O TAMBOR DAS ÁGUAS SAGRADAS


Há uma memória que não foi escrita em pedra.

Foi escrita em água.

Corre desde antes dos nossos nomes,

atravessa montanhas, florestas e corpos,

desce pelas cascatas, repousa nos lagos,

serpenteia nas ribeiras e nos rios

até regressar ao ventre profundo dos oceanos.

O Tambor das Águas Sagradas nasce em memória de todas as Guardiãs das Águas.

Das Abuelas.

Das Anciãs.

Das Curandeiras.

Das mulheres antigas que escutaram a linguagem da água e aprenderam a reconhecer nela uma Medicina.

As que caminharam junto dos rios.

As que rezaram diante das nascentes.

As que recolheram plantas nas margens.

As que lavaram corpos, feridas, nascimentos e mortes.

As que conheceram a água não apenas como elemento, mas como presença, memória, movimento e Vida.

Este tambor guarda simbolicamente todas as águas.

A água salgada dos oceanos, ventre profundo da Terra.

A água que caminha nos rios, levando consigo histórias e territórios.

A água que se precipita nas cascatas, recordando-nos a força de entregar e deixar cair.

A água silenciosa dos lagos, espelho onde o céu encontra a Terra.

A água pequena e persistente das ribeiras, que encontra passagem mesmo entre as pedras.

A água escondida das nascentes, que emerge do ventre escuro da Terra para voltar a ver a luz.

E também a água que vive dentro de nós.

A água do ventre.

A água do sangue.

A água das lágrimas.

A água que envolve a vida antes do primeiro respirar.

No centro, a Guardiã das Águas permanece.

Anciã sem idade.

Abuela de muitas gerações.

Não pertence a um único povo nem a um único tempo.

Representa todas aquelas que souberam aproximar-se da água com respeito e escutá-la antes de lhe pedir alguma coisa.

Sobre ela, a Tartaruga recorda a Terra antiga, o tempo lento, a sustentação e a memória primordial.

A Baleia atravessa as águas profundas como guardiã de uma voz antiga — aquela que não necessita de palavras para atravessar grandes distâncias.

E do vaso sagrado nasce a água.

Água que transborda.

Água que percorre.

Água que limpa.

Água que alimenta.

Água que transforma.

Este tambor não pretende representar apenas a beleza das águas.

É uma homenagem à sua SACRALIDADE.

Porque onde existe água, existe possibilidade de vida.

E talvez a antiga Medicina das Guardiãs nos recorde precisamente isto:

Não somos donos da Água.

Somos seus filhos,

seus corpos temporários,

seus guardiões durante o breve tempo em que caminhamos sobre a Terra.

Que ao tocar este tambor possamos lembrar as águas exteriores e as águas interiores.

Que possamos agradecer aos Oceanos.

Aos Rios.

Às Cascatas.

Aos Lagos.

Às Ribeiras.

Às Nascentes.

E a todas as Abuellas, Anciãs e Curandeiras que, geração após geração, mantiveram viva a memória de que:

CUIDAR DAS ÁGUAS

É CUIDAR DA PRÓPRIA VIDA.

PALAVRA-MEDICINA

FLUIR

PERGUNTA INICIÁTICA

Que águas dentro de mim precisam voltar a encontrar o seu caminho?

O TAMBOR DAS ÁGUAS SAGRADAS

Em memória das Guardiãs das Águas.

Das que vieram antes.

Das que ainda guarda

E das que virão depois de nós.

João Pereira

Tecelão da Alma

Roots of Creation

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