Chifre é igual a anemia, todo mundo tem. A frase vira piada no bar, meme na internet, comentário de rodinha. Todo mundo ri. Mas ninguém conta sobre o buraco que abre no peito de quem descobre. Ninguém filma a insônia das três da manhã repassando cada mentira. Ninguém posta o cheiro de traição que impregna a autoestima e não sai com banho nenhum. A cultura do riso transformou em comédia o que na verdade é uma das violências mais brutais que uma alma pode cometer contra outra.
O sexo nunca foi apenas corpo. É a união de forças criadoras. Durante a intimidade, os centros vitais do perispírito promovem uma fusão energética profunda entre duas almas. Quando existe amor, essa troca é restauradora. Quando existe traição, o ato deixa de ser sagrado e se transforma em vampirismo mútuo. Quem trai quebra a corrente magnética do compromisso e instala um curto-circuito de vibrações primárias no próprio campo áurico. O prazer dura minutos. O acoplamento com entidades trevosas viciadas na luxúria pode durar encarnações.
A mecânica espírita é implacável. A infidelidade não fere apenas o pacto entre dois corpos. Ela rompe uma aliança entre dois perispíritos que estavam sintonizados numa frequência de confiança. Essa ruptura abre instantaneamente as portas para simbioses espirituais que se alimentam da energia crua do sexo sem afeto, mergulhando o traidor numa zona de magnetismo pantanoso que adoece a mente antes de adoecer o corpo.
A biologia confirma o estrago. A oxitocina cria vínculos profundos. A traição gera picos de dopamina pelo vício na novidade, seguidos de quedas bruscas de serotonina que estruturam progressivamente a morte da empatia genuína no córtex cerebral. O traidor não perde apenas o parceiro. Perde a capacidade de sentir.
O prazer de uma noite custa a paz de uma vida inteira. A lealdade não é prisão. É o cofre que guarda a sua energia vital. Respeite quem ama você e, acima de tudo, respeite a si mesmo.
@espalhandoadoutrinaespirita

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