07/04/2026

Silêncio também é resposta


Nem tudo precisa ser dito para ser comunicado. Na dinâmica psíquica, o silêncio pode ocupar um lugar tão expressivo quanto a palavra. Ele não é ausência, é presença de algo que, por vezes, ainda não encontrou forma para ser simbolizado.

Há silêncios que protegem, que elaboram, que evitam o excesso. Mas há também aqueles que afastam, que punem, que deixam o outro à deriva em suas próprias interpretações. O silêncio, então, revela a posição do sujeito, o que ele sustenta, o que ele evita, o que ele não consegue ou não deseja nomear.

Na psicanálise, escutar o silêncio é tão importante quanto escutar o discurso. Porque aquilo que não se diz, muitas vezes, fala ainda mais alto. O silêncio pode ser um limite, uma recusa, um tempo de elaboração ou uma forma de dizer sem se implicar diretamente.

Por isso, quando alguém silencia, algo está sendo dito. A questão não é apenas por que não falou, mas o que esse silêncio está tentando comunicar.

Nem sempre o outro vai traduzir em palavras. E nem sempre você deve insistir para que traduza. Aprender a ler o silêncio também é aprender sobre o desejo, sobre o medo e sobre os limites, seus e do outro.

Texto: Psicanalise Inconsciente

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