20/05/2024

Sat Nam: Conecte-se com Sua Essência


Sat Nam é uma expressão em sânscrito e punjabi que significa “Verdadeira Identidade”. É uma frase comumente usada na tradição espiritual do Kundalini Yoga e do Sikhismo. Sat refere-se à verdade, enquanto Nam significa identidade ou nome. Juntos, Sat Nam representa a conexão com a verdadeira essência interior.

Sat Nam. Essas duas palavras em gurmukhi significam “Verdadeira Identidade”. Mas o que realmente significa buscar sua verdadeira identidade? Para mim, esse conceito é mais do que apenas uma frase repetida em práticas espirituais; é uma jornada contínua de autoconhecimento e aceitação.

Quando encontrei o mantra Sat Nam na minha formação em Kundalini Yoga, eu sabia que estava diante de algo profundo. A ideia de reverenciar a nossa verdadeira identidade parecia ao mesmo tempo inspiradora e desafiadora. Todos nós carregamos essa essência, essa verdade interna que raramente compartilhamos com o mundo. Muitas vezes, nem mesmo com nós mesmos.

Eu me questionei muito: o que realmente significa “verdadeira identidade”? As respostas que eu recebia em minhas práticas e estudos eram lindas, mas superficiais: “Você é uma centelha divina”, “Você é um espírito vivendo em um corpo humano”, “Sua missão é ser feliz”. Tudo parecia fazer sentido, mas, ao mesmo tempo, essas afirmações não me davam uma resposta concreta para a pergunta mais importante: “Quem sou eu?”

O que descobri ao longo do tempo é que o Sat Nam não é uma resposta simples. Ele não é uma definição única que se mantém constante ao longo da vida. Pelo contrário, é uma jornada que muda e se adapta conforme crescemos e evoluímos. Encontrar o Sat Nam é um processo de desvendar camadas, de se questionar, de se aceitar, mesmo quando não gostamos do que vemos.

Você pode começar a aplicar o Sat Nam na sua vida ao se perguntar o que realmente te faz ser você. Quais são suas paixões, suas dores, seus sonhos? Às vezes, o processo envolve confrontar medos e traumas, reconhecer fraquezas e aceitar que todos nós temos imperfeições. Mas essa aceitação é libertadora. Quando você começa a se conectar com sua verdadeira identidade, você percebe que não precisa ser perfeita para ser feliz. Não precisa corresponder a expectativas externas para ter valor.

O Sat Nam também é um convite para viver de maneira mais autêntica. Significa que estamos em contato com nossa essência e que podemos expressá-la no mundo, sem medo de julgamentos. É ser quem somos, mesmo que isso signifique ser diferentes do que a sociedade espera. Você pode começar a praticar Sat Nam ao ser honesta consigo mesma, ao valorizar suas próprias necessidades e ao buscar conexões autênticas com as pessoas ao seu redor.

Uma parte importante do Sat Nam é entender que não precisamos ser felizes o tempo todo. A vida tem altos e baixos, e está tudo bem sentir tristeza, raiva ou frustração. O Sat Nam nos convida a abraçar toda a gama de emoções humanas, sem esconder ou reprimir o que sentimos. E, ao fazer isso, descobrimos que a verdadeira força vem da aceitação.

Então, qual é o seu Sat Nam? Pode ser uma busca para toda a vida, mas é uma busca que vale a pena. Comece devagar, ouvindo a sua voz interior, explorando seus interesses e reconhecendo suas paixões. Não tenha medo de mudar, de crescer e de se tornar uma versão melhor de si mesma. E se precisar de ajuda para encontrar o caminho, não hesite em buscar orientação. Afinal, a jornada para a verdadeira identidade é mais significativa quando compartilhada com pessoas que te apoiam e te aceitam pelo que você é.

Sat Nam. Que seu caminho seja iluminado pela busca de sua verdadeira identidade e que você encontre a paz que vem ao se conectar com sua essência. Se precisar de uma conversa, de uma sessão de meditação ou apenas de um momento de reflexão, estou aqui para você. A jornada é longa, mas o destino é mais incrível do que você pode imaginar.

Escrito por Caroline Fonda


Viver sem vergonha de ser feliz


Quantas vezes você deixou a vergonha ou o medo controlarem seus passos? Este texto é um convite para romper com essas barreiras e abraçar a verdadeira felicidade. Desde dançar sem se importar com olhares alheios até demonstrar afeto sem receios. Inspirado por Gonzaguinha, parta para uma felicidade sem restrições.

Quantas vezes você deixou de dançar porque estava com vergonha? E quando queria dar aquele abraço, mas se conteve porque ficou receoso com a reação do outro? Já passou em frente a um grupo de pessoas arrecadando alimentos e materiais, e guardou em seu coração a vontade de ajudar por achar que era perda de tempo?

Você se lembra das vezes em que estava no computador, terminando um trabalho e seu cãozinho veio pular em seu colo querendo carinho, mas você o afastou porque estava ocupado? Quantas cartinhas de seus filhos você deixou de ler ou curtir porque estava focado na tela do celular?

Certamente, não apenas estas, mas inúmeras situações, deixamos de viver, de ser felizes por vergonha ou medo do que os outros irão pensar. Passamos tantos dias tentando fazer o que a sociedade espera de nós, que nos esquecemos quem realmente somos e o porquê de estarmos aqui.

Que a nossa alegria, nosso brilho, nossa fantasia, não prevaleçam apenas no carnaval; que a gente possa estar em conexão com Deus, e que a gente experimente diariamente a beleza de ser um eterno aprendiz.

Sigo hoje a Gonzaguinha: “Eu sei que a vida devia ser bem melhor (e será), mas isso não impede que eu repita, é bonita, é bonita e é bonita.”

Partiu felicidade.

Fernanda Colli

19/05/2024

O Céu e o Inferno em Cada Um de Nós


Que vontade é esta de aniquilar o próximo, que parece não ter evoluído desde a origem do homem moderno, há mais de 100 mil anos, apesar dos valores médios do coeficiente de inteligência aumentarem de forma consistente a cada década? Inventámos tudo: da roda à nave espacial, das vacinas à criação de vida artificial. Mas parece que nunca é suficiente. Será a potenciação evolutiva ou uma necessidade de dominação? Onde queremos chegar e como? Porque tem o ser humano uma sede insaciável?

Dominamos a terra e todas as suas espécies. Somos claramente os maiores predadores de sempre. Mas parece que nada é bastante para deixar satisfeito o ser humano. É uma busca incessante de prazer? É uma corrida para a perfeição? É capacidade de sonhar? É uma necessidade de dominação? No século da tecnologia recolocam-se velhas questões sobre a condição do homem no mundo. Vários filósofos o fizeram no passado dividindo-se entre o ser que nascendo naturalmente bom é degenerado pela sociedade e o homem que é já intrinsecamente mau enquanto espécie.

Hoje parece ganhar terreno uma corrente que compreende o ser humano – e de resto tudo o que existe – como algo dual: o bem e o mal estão dentro de cada um de nós. Lado a lado no mesmo mundo, compartilhando as mesmas sociedades. O resultado será o peso que se der a cada uma dessas partes que nos constroem. Mas há também uma visão de que claramente o ser humano criou uma necessidade predadora. Ao evoluir sobre as outras espécies e conhecer o poder da dominação, deu forma ao monstro que procura cada vez mais alimento.

Daí que a corrida pela novidade seja cada vez mais veloz, ainda assim não criando seres humanos mais felizes. Pelo mundo, mentes que olham com atenção para este momento da história da humanidade alertam para a necessidade de uma educação que englobe conceitos de mais moral e consciência. O objetivo é que cada um saiba dar de si o melhor das qualidades que o distingue das outras espécies e das máquinas – uma espécie de ser pós-humano, que convivendo com a ciência a técnica alcançadas, se dê espaço ao raciocínio crítico e à liberdade criativa.

Desconheço autoria 

Perverso (narcísico), o psicopata nem sempre “detectável”


Perversa é a pessoa que identifica de maneira exemplar o que cada interlocutor quer dela, qual sua expectativa. E age de acordo, exatamente de acordo.

O problema está em que, para o perverso, isso passa a ser o motor de sua ação.

A pessoa perversa é sedutora e não tem empatia emocional, a capacidade de sentir o que as outras pessoas estão sentindo.

Como ela só gosta de si mesma, multiplica as atenções e sinais exteriores de afeto para atrair a atenção do outro. Com o único intuito de seduzi-lo para dominá-lo.

O perverso funciona ao contrário de um autista. O autista pode ser empático – sente a dor do outro, mas é menos capaz de reconhecer os sinais que lemos na fisionomia das pessoas, como franzir de sobrancelhas etc.

Mas o psicopata perverso leva vantagem porque ele sabe o que você está sentindo, capta isso rapidamente. E não é capaz de sentir a mesma coisa. Se observarmos a expressão facial de uma pessoa assim, notaremos que diante da dor alheia ela não mexe um músculo, só observa. E como sabe que não sente nada, logo vai dizer alguma coisa que demonstre o contrário, simulando empatia.

Isso dá a alguns uma grande vantagem, pois eles sabem o que os outros pensam e usam isso ou para virar a pessoa contra si mesma, ou para explorar o ponto fraco dessa pessoa colocando-a numa situação difícil em público, virando os demais contra ela.

Se os psicopatas são particularmente aptos a detectar a vulnerabilidade alheia, o perverso é o grande especialista.

Marly Peres

Não deixe suas feridas te transformarem em alguém que você não é


Sempre é preciso saber quando acaba uma etapa da vida. Se você insistir em permanecer nela mais tempo do que necessário, perderá a alegria e o sentido do resto. Fechando ciclos, ou fechando portas, capítulos, como quiser chamar.

O importante é poder fechá-los e deixar ir momentos da vida que vão se enclausurando.

Não podemos estar no presente ansiando o passado. Nem sequer nos perguntando o porquê. O que aconteceu, aconteceu, e é preciso soltá-lo, se desprender. Não podemos ser eternas crianças, nem adolescentes tardios, nem empregados de empresas inexistentes, nem ter vínculos com quem não quer estar vinculado a nós.

Os fatos acontecem e é preciso deixá-los ir! (Paulo Coelho)

Embora tenhamos a tendência de revisar nosso passado e aplicar seus ensinamentos, muitas vezes perdemos nossa identidade emocional como consequência das feridas que permanecem abertas.

Isso faz com que a ferida fique emaranhada e se torne cada vez mais infectada, diminuindo nossa capacidade de sermos nós mesmos e de validar nossas emoções.

É provável que estejamos muito acostumados a viver com uma dor latente que não queremos atender e que até nosso cérebro desconectou sua capacidade de sentir para evitar o sofrimento.

No entanto, no fundo, sabemos que é isso que nos impede de caminhar e isso não nos permite desfrutar do que temos ou amarrar o presente com força.

Limpe nosso passado e desinfete nossas feridas

Com o que as feridas de nossa alma são infectadas? Com sacrifício, com raiva, com medo de abandono, com despeito, com deficiência, com solidão, com traição, com falta de apoio, com incompreensão, com tristeza, com decepções, com anseios e com as falhas.

De fato, é comum encontrarmos uma grande parte dessa lista na mesma ferida. Mas o que podemos fazer para nos curarmos de maneira definitiva?

Informe-se em seu interior e localize suas feridas. Onde dói? Você se sente desconfortável falando sobre algo ou alguém? Isso faz você se sentir triste ou com raiva? Desde quando? Por que você acha que pode ser?

Fale sobre tudo isso. Pode não ser fácil, porque nossas feridas, além de ferir, nos limitam. Que você não se importe com o tempo em que esteve calandrado, esvazie-se com alguém em quem confie. Para tirar o que temos dentro é um magnífico bálsamo reparador.

Drenar suas feridas e deixá-las cicatrizar, isso significa cura. As feridas de nosso passado emocional emanam sentimentos, emoções e pensamentos que nos ferem. Portanto, devemos parar de perpetuar sua permanência em nosso interior, porque eles vivem às nossas custas e inflamam as áreas danificadas a limites insuspeitados.

Com votos de resiliência e autoamor!

Fonte:Recanto do Saber.



18/05/2024

PESSOAS TÓXICAS


1. Pessoas arrogantes

Há uma grande diferença entre confiança e arrogância. Confiança inspira; arrogância intimida. Pessoas arrogantes sempre sabem mais e se sentem superiores aos outros. Elas nunca vão celebrar sua confiança, porque isso interfere na arrogância delas.

2. Pessoas vítimas

Uma das piores pessoas que você pode encontrar na sua vida são as que sempre se fazem de vítimas. Elas olham para seus próprios erros e sempre encontram alguém para culpar. Elas nunca se responsabilizam pelas vidas delas.

3. Pessoas controladoras

Elas sabem tudo e a melhor forma de fazer qualquer coisa, mas no fundo são pessoas extremamente inseguras. O problema é que enquanto você estiver rodeada por elas, você nunca terá chance de dar sua opinião ou ser escutado.

4. Pessoas invejosas

Elas nunca estão felizes com o que têm e são incapazes de ficarem felizes pelas boas coisas que acontecem com você. Elas acreditam que se alguma coisa benéfica tem que acontecer, deve ser com elas.

5. Pessoas mentirosas

Mentirosos crônicos são perigosos porque você nunca saberá no que acreditar. Você não poderá contar com as promessas deles ou suas palavras. Eles mentirão para você sobre outras pessoas e sobre outras pessoas para você.

6. Pessoas negativas

Você provavelmente deve conhecer alguém que vive irritado, ressentido, desconfiado de tudo. Negatividade destrói relacionamentos e passar tempo com pessoas assim dá a sensação de que estão sugando sua vida.

7. Pessoas gananciosas

Muito de nossa cultura nos guia para querer mais, alcançar mais, faturar mais. Até certo ponto isso é bom, mas se torna tóxico quando alguém quer tudo – o que é seu ou dos outros –, e o processo de conquistar essas coisas se torna mais importante do que até mesmo viver.

8. Pessoas que julgam

Há uma grande diferença entre julgar com base em dados objetivos e julgar apenas para criticar. Pessoas que julgam demais são rápidas para tirar conclusões que nem sempre se provam corretas. Elas são péssimas ouvintes e comunicadoras.

9. Pessoas fofoqueiras

Elas conversam sobre os outros sem distinguir o que é especulação e realidade. Isso é uma forma de elevá-las acima de suas inseguranças. Poucas coisas são mais destrutivas do que fofocas.

10. Pessoas sem caráter

Se uma pessoa não tem integridade ou honestidade – trair, manipular, fofocar fazem parte de suas atitudes diárias –, haverá poucas coisas que ela não faça para conseguir o que quer.

Fonte:magiadasiluminadas.blogspot

A escola chamada "Terra"


Você já se perguntou: por que comigo? 

No dia-a-dia em que vivemos e na busca cada vez maior por nos entendermos, nos conhecermos, é muito comum esse tipo de pergunta em várias situações da vida: perdas materiais, desencarne de um familiar, decepções amorosas, desgostos, enfim! Poderíamos numerar "n" situações, pois são numerosas as tantas que estamos sujeitos a provar enquanto encarnados. 

Estar encarnado, é estar à prova, é aprendizado, é oportunidade! 

A Terra não é um parque de diversões, muito menos uma prisão. Como bem disseram vários grandes nomes: a Terra é a escola a que nos propomos estar para aprender. 

E será que estamos sabendo aproveitá-la para aprendizado? 

Ou estamos perdendo nosso tempo reclamando, lastimando ou olhando como a "grama do meu vizinho" é mais verde do que a minha? 

Apesar das muitas situações que vivenciamos e ainda vamos vivenciar, quando passamos por algo, "aparentemente", ruim, nos sentimos como se aquele segundo não fosse mais terminar; como se o mundo tivesse que parar naquele momento; como se a "dor" não fosse mais embora... 

Mas, o próprio Chico nos deixou uma simples expressão: "Vai passar"....

E sim! Vai passar! 

A Terra não pára de girar, os ponteiros dos relógios continuam trabalhando, as pessoas ao seu redor vão voltar às suas vidas normais e você também precisa continuar. 

Esses infortúnios, em sua maioria, estavam programados para acontecer. Outros tiveram que acontecer, mesmo que não programados, por algo que o seu livre-arbítrio julgou ser justo fazer em determinado momento. Ou seja, programado ou não, você usou o seu livre-arbítrio, seja antes ou depois de reencarnar. 

Dessa forma, conseguimos compreender que está em nossas mãos, nos modificar, buscar nos mover ao que nos realizaria e aproveitar essa escola de aprendizados para superar nossas dificuldades. 

Gratidão por estar aqui!

O fundo do poço pode ser o seu melhor amigo


O fundo do poço é o melhor local para fazer um retiro existencial.

Temos medo do fundo do poço. Temos medo de chegar ao fundo do poço e, mais do que isso, temos medo de ficarmos estagnados no fundo do poço. Vivemos tentando evitar chegar nele porque existe uma consciência comum de que quem o alcança não sairá dele tão facilmente. Será?

Mas o que é o fundo do poço?

Temos tanto medo dele que até evitamos pensar nele. Para mim, chegar ao fundo do poço pode ser uma desistência em massa. Uma parada brusca, uma desaceleração. Um intervalo. Uma necessidade de voltar ao ponto zero e ficar ali por um tempo.

O fundo do poço pode ser um cansaço que vem se acumulando na alma e cavando um buraco fundo onde são depositados aqueles sentimentos que não tivemos tempo de encarar e lidar na nossa alucinada maratona de matar um leão por dia.

O fundo do poço é um depósito de nós mesmos, um porão que nunca entramos, onde vamos jogando tudo aquilo que ainda não pudemos nos desfazer e desapegar, tudo aquilo que deixamos pra pensar e resolver depois.

Todos aqueles sentimentos ‘inúteis’ e ‘feios’, que se ficarem habitando cotidianamente nossa alma, nos travam o rápido caminhar. Então tomamos a decisão mais fácil, tira-los da vista. Vão para o porão da alma, vão para o fundo do poço.

Ninguém quer chegar ao fundo do poço, ninguém quer passar um bom tempo no fundo do poço, ninguém quer mostrar ao mundo seu fundo do poço. A vida é tão curta, queremos mostrar ao mundo o que em nós é jardim e casa arrumada, os ambientes sorridentes, bem iluminados e arejados, festivos.

Aprendemos desde cedo a cimentar os nossos próprios porões, a trancar a sete chaves e esquecer o acesso. Temos vergonha de dar qualquer pista de que estamos perto do fundo do poço e temos pavor de pensar em perder algum tempo de vida nesse lugar mofado, escuro, cheio de entulhos e fantasmas.

Se por qualquer motivo, a vida traz à tona nosso fundo do poço, nossa primeira reação é querer disfarçar e sair dali o quanto antes. Queremos pegar impulso e voltar para a nossa incansável engrenagem diária, voltar a nos encaixar, voltar a sermos bonitos, bem resolvidos, como todo mundo. Queremos recuperar o equilíbrio.

Temos medo do desconhecido, queremos percorrer apenas as estradas mapeadas. Ao invés de tentarmos sermos mais humanos, empáticos, profundos com esses nossos lados, fingimos que eles não existem. Marginalizamos o que em nós é obscuro e insólito.

Tudo que é desconhecido nos causa medo. Não queremos sentir medo e nem causar medo. Então seguimos nas nossas velhas estradas rasas e pavimentadas.

Temos medo também do nosso próprio silêncio. Falamos muito de tudo e de todos o tempo todo para não deixarmos nosso pensamento escutar os ecos de nossa alma.

Sabemos falar sobre tudo, mas não sabemos expressar o que em nós é grande e misterioso. E no nosso fundo do poço, o silêncio grita. E temos medo de escutá-lo. Temos medo das verdades que nossos silêncios trazem.

Além disso, temos medo de mostrar ao mundo que estamos no fundo do poço. Não aceitamos admitir que não queremos mais participar da maratona de matar um leão por dia, que fraquejamos, que perdemos, que estamos frustrados, que precisamos de um bom tempo sozinhos para processar e limpar o velho porão cheio de sentimentos mofados e mal cheirosos que se não forem organizados em algum momento, deteriorarão nossa alma. Temos vergonha social de admitir nosso fundo do poço.

E, finalmente, temos medo também de nunca mais sairmos dele. Temos medo de não conseguirmos voltar, de não termos forças para enfrentar tudo, temos medo de ficarmos para trás, de perdermos tempo, e de perdermos a vida. Presos e estagnados num porão que parou no tempo.

Temos tantos medos!

Engraçado, temos medo de perder tempo e de perder a vida. Mas, perder um pedaço do que somos realmente, mesmo que feio, mesmo que sombrio, é viver por inteiro? Queremos seguir a vida apenas com nossas vitórias estampadas na nossa fachada.

Ao encobrir nosso fundo do poço, enganamos o mundo, mas ele continua grande e profundo em algum esconderijo de nós mesmos.

É… mas e se aceitamos ficar um tempo por lá?

E se olharmos para os medos e aprendermos a encarar a nós mesmos de frente? E se concordarmos em permanecer quietos e silenciosos depois que tudo se esgotou (amor, trabalho, dinheiro)? E se ao invés de sairmos correndo procurando outro amor, trabalho, dinheiro, esperarmos um pouco, escutarmos o silêncio? E se ousarmos usar o fundo do poço para fazer um retiro existencial? Quase como um templo de meditação, fecharmos as janelas para o mundo e tentarmos ouvir essas versões clandestinas de nós mesmos. E se aprendermos a aceitar o que em nós parecia inaceitável?

Já que o fundo do poço é onde tudo se esgotou, não temos mesmo nada mais a perder. Então nos demoremos um pouco nele! Pode ser que percebamos que o que eram fantasmas aterrorizadores são, na verdade, uma grande parte do que nos constitui.

Sair rapidamente do fundo do poço pode significar voltar para o mesmo velho caminhar. E tudo pode tornar a ficar razoavelmente bem, na medida em que continuarmos nos equilibrando entre cavar e camuflar buracos.

Ficar um tempo no fundo do poço pode significar encontrar riquezas escondidas, mapas de tesouro, caminhos alternativos e verdades ocultas.

E aí poderemos voltar a superfície sem ajuda de escadas e esforços de impulsos, porque teremos desenvolvido asas.

Por Carla Baccarin 

16/05/2024

Fera interior


O primeiro dos 12 trabalhos de Hércules talvez seja o mais emblemático, aquele em que ele estrangula o leão de Neméia.

Na saga que é a dele, a primeira tarefa consistia em matar esse enorme animal.

Depois de descobrir que a pele da fera era invulnerável às flechas, ele vai enfrentá-lo usando uma maça (porrete bem grande) feita de madeira de oliveira. 

Atinge o leão e depois o sufoca com as mãos.

Em seguida, ele o leva para fora da caverna onde estavam e só então percebe quão grande ele era. 

Olha bem nos olhos do animal e se dá conta que não vê nada – ele havia vencido a si mesmo e a seu próprio orgulho. 

Arranca então a pele do leão e passa a usá-la como um manto, que o torna indestrutível.

Usa também a cabeça da fera, para nunca se esquecer que a força deve superar a Razão (bom,no caso dele…).

Simbolicamente, esse mito fala da luta constante para vencer nossa fera interior e, ao mesmo tempo, do cuidado para preservar nosso instinto vital. 

O leão é o rei dos animais, selvagem e egocêntrico – o princípio infantil.

Por isso, a cada vez que o derrotamos e vestimos sua pele, nos protegemos com uma couraça contra a opinião alheia.

O outro lado da moeda é que ela representa o egocentrismo, a dificuldade de lidar com a raiva e a frustração, quando não conseguimos o que queremos e ficamos com o orgulho ferido.

Marly Peres

A Droga, seus Efeitos Energéticos na Aura e o Roubo de Energia por Espíritos Viciados


O chakra que atua na metabolização, é responsável pela digestão, é o centro de energia umbilical, que fica na região do umbigo.

É o chakra umbilical que transforma alimento em energia, e atua na vitalização.

Quando uma pessoa usa entorpecentes ou álcool, é esse chakra que transforma essas energias em combustível para o corpo.

Energias entorpecentes ficam na nossa aura, e é ai que vampiros energéticos e obsessores viciados, que são tipos de espíritos que roubam energias das pessoas, para assim poder consumi-las, quando absorvem essa energia do campo energético de sua vítima, ele sente a sensação produzida pela droga ou álcool.

O viciado é constantemente sugado energeticamente por espíritos, dificilmente ele usa a droga sozinho, e constantemente é atentado por esses espíritos a consumir drogas ou álcool, para satisfazer a necessidade desses obsessores e vampiros.

No Plano Espiritual não existem drogas ou forma da pessoa se drogar, para sentir a sensação que os entorpecentes produzem, os espíritos precisam drenar a energia de viciados.

O uso de drogas deixa a energia da pessoa com os efeitos dela, e assim os espíritos para sentirem o efeito delas precisa drenar essa energia.

Uma pessoa viciada em drogas é acompanhada por muitos espíritos viciados, eles constantemente induzem as pessoas ao vicio, mas não somente isso, elas também fazem o viciado induzir outras pessoas a se tornarem dependentes, como seus amigos, para assim eles terem mais drogas para se entorpecer.

A pessoa quando se droga, ela e sua energia ficam entorpecidas, assim o espirito rouba sua energia e fica assim também, que é o que eles desejam.

Muitos viciados que tem merecimento de ir para o Plano Espiritual superior, muitas vezes não resistem ao seu vício, então vão obsediar drogados para obter a sensação que a droga produz, mas fazendo isso eles perdem seu lugar não ficam mais nos locais positivos do mundo espiritual.

Por isso é muito importante as pessoas tratarem seus vícios, para não criarem situações ruins que não ficam somente no mundo físico, mas estendem isso a outras vidas, tanto na matéria quanto no espirito.

Muitas pessoas recomendam a deixarmos nossas amizades com pessoas viciadas, pois elas podem tentar nos induzir ao uso do entorpecente, sob a influência de espíritos, que desejam que nos tornemos também viciados.

Não é para deixarmos de amar as pessoas viciadas, mas é importante nos afastarmos de uma situação que pode destruir nossa vida e além dela também.

O mais recomendado é nos afastarmos de pessoas viciadas, pois os espíritos que as acompanham vão fazer toda uma manipulação para nos tornarmos dependentes.

Muitos lugares de baladas têm esses espíritos nelas, pois se consome muito álcool e as vezes drogas nesses locais, e é um prato cheio para espíritos viciados.

Em ambientes de muita bebida é recomendado não beber, para não sermos um prato de comida para espíritos obsessores e vampiros energéticos.

As drogas podem prejudicar demais nossa vida, basta dizer que muita gente viciada sai de casa vai viver na rua, com todas as dificuldades que o desamparado de um lar tem, estando suscetível a tudo.

No mundo físico existem substancias físicas, mas no mundo energético não, o que existe é energia.

Os viciados são muito obsidiados por espíritos, então sua qualidade de vida não é a mesma.

Muitos viciados vivem apenas para o momento que estão drogados, não vivendo seus outros aspectos de suas vidas, e isso é um inferno.

É importante que os pais conversem muito com os filhos, os educando para nunca usar drogas, e isso é importante que seja feito na infância, pois na adolescência o jovem não costuma escutar os pais, mas sim os amigos.

As pessoas normalmente têm uma proteção em sua aura, mas o uso da droga corrói essa proteção, então a pessoa fica mais suscetível a ataques espirituais.

Fonte: espiritualismouno.com.br

Efeito dominó em atitudes cotidianas


Chamamos de "efeito dominó" quando uma causa desencadeia uma série efeitos semelhantes em sequencia, o nome vem de um jogo onde dispomos dominós de forma que ao empurrarmos um, este derruba o seguinte e assim por diante até que todos tenham sido derrubados (hobby do Grande Soldador em Robots).

No âmbito pessoal e profissional o efeito dominó pode estar relacionado a um círculo virtuoso ou vicioso, uma atitude recorrente tende a incentivar que outros a adotem, consciente ou inconscientemente, é quando hábitos negativos ou positivos tendem a encontrar simpatizantes e seguidores.

Todos nós temos colegas que se empenham em levantar o moral, se superam na adversidade, sempre um prisma construtivo, não resignado, mas empenhado em resolver e seguir em frente, criticas com ênfase em soluções viáveis.

Infelizmente, também temos colegas que sempre tem uma frase infeliz para piorar uma situação desconfortável, ficam se lamuriando e tentando achar culpados, focam muito mais nos azares e vicissitudes e nunca na solução.

Também tem o time dos bipolares, hoje esta tudo bem, amanhã esta tudo mal, não existe meio termo, a cada pequena vitória ou deslize, surta, a opinião oscila de tudo a zero em 24Hrs, isso dá um nó nos desavisados em torno.

Não tente ser igual aos outros, cada um tem seus méritos e tem que lidar com seus deméritos, acredite em voce mesmo, voce é capaz de fazer diferente dos outros, ocupe seu espaço, desenvolva-se naquilo que voce tem maior habilidade nata e potencial. É na diversidade de seus integrantes que os melhores times se formam, posto que não raramente a unanimidade é burra!

A ciência sugere que mudemos a rotina, o café, trajeto, detalhes do cotidiano, algo divertido, envolver-se de outras formas, evitar só fazer mais do mesmo. Se fazemos igual, o cérebro humano entra em modo stand by e sem saber fazemos muito do nosso dia-a-dia no automático, manter em se a centelha de fazer diferente é fundamental.

Não se apegue ao que não tem valor, use as habilidades neurais que temos para blindar cada sentimento ruim e trocá-lo por um bom, desapegue daquilo que só esta pesando na mochila e deixe somente o que poderá ajudar, não faça estoque de coisas inúteis. Trocar sentimentos não é difícil, é só ter convicção de que não vale a pena perder seu tempo com o que só esta empatando seu cérebro.

Não surte jamais, afaste-se para ver, entender melhor e perceber oportunidades, na maioria das vezes é difícil pensar com isenção quando atolado no problema, o melhor é tentar ver o todo, parar, respirar fundo, servir um chimarrão, repensar a estratégia, sempre tem como melhorar. Outra coisa, evite transferir a responsabilidade aos outros e se vitimizar … faça acontecer!

Jorge Horácio

14/05/2024

FORMIGAS


Acordou e percebeu-se formiga.

Todos formigas!

A grande e venerada rainha e seus serviçais, os soldados e os inimigos, a população, a família, todos com suas vidinhas de formiga.

Os castelos, nada além de formigueiros, os trabalhos, as pedrinhas que carregavam com tanto sentido, formigas, formigas , formigas, uma sobre a outra, formigas nascendo e morrendo, formigas esmagadas por pingos d´água, formigas a imagem e semelhança de seus deuses formigas, formigas em guerra, em cruzadas, em fila no meio da grama.

Formigas sábias, formigas ignorantes, pecadoras, santas…Formigas!

Percebeu-se formiga e deixou de ser como as outras

Flávio Siqueira 

Porque as Religiões parecem Tão Diferentes umas das Outras? – Uma Parábola par Explicar Muitas Parábolas


Existe uma história que é assim:

Muitas gerações depois que Adão e Eva saíram do paraíso, o homem tentou voltar para o paraíso e construiu uma torre enorme.

Então, quando as pessoas que desejavam chegar ao paraíso, e estavam próximas de conseguir entrar, Deus destruiu a torre, e fez com que pessoa um fala-se em uma língua diferente para não conseguirem construir novamente a torre. 

Você já reparou que cada religião tem uma linguagem e simbologias? mas acreditando no Universalismo, que ensina que todas as religiões são verdadeiras e ajudam os seres humanos.

Muitas religiões tem as mesmas verdades, porem parecem tão diferentes por causa, justamente, de linguem e simbologias diferentes.

Para o Budismo a iluminação é chamada de Nirvana, para o Esoterismo de Ascensão, para o Catolicismo é a Santidade, e assim vai.

A pouco tempo atrás as religiões eram feitas por mitologias, que é uma forma de simbologia, mas para pessoas mal intencionadas, conhecimentos espirituais eram passados na forma de mitos ou parábolas, que são formas de representação.

Mito ou uma parábola são contos, histórias e ensinamentos que escondem verdades por trás, e assim pessoas más intencionadas não sabiam o que existia por trás dessas representações, então elas não ficavam ameaçadas por pessoas mal intencionadas, pessoas que buscam o conhecimento para fazer o mau.

No conto que citamos neste texto, a torre representa o caminho para espiritual, mas ele direto, sem mitologias.

A torre ser destruída representa o Deus não permitindo o conhecimento sobre o espiritual como ele é.

E as parábolas, representações e linguagens, são os homens que construíram a ponte e falam de forma diferente, fazendo parecer que o paraíso, a torre e Deus são coisas diferentes de uma crença para outra.

Cada cultura ou religião criou suas mitologias próprias, feitas da forma com que tivessem a ver com os seus povos, então eram diferentes umas das outras.

Assim as crenças parecem muito diferentes, quando na verdade são muito mais semelhantes, mais do que muita gente pensa. 

Então fiquem com luz

Seres de luz

Marcelinho, seu Erê amiguinho