🌀 Agosto o sopro quente do tempo que tudo transforma.
Mês em que a morte não é fim, mas transição.
Onde cada dor revela um portal.
E cada cicatriz carrega um nome: Obaluaiê.
🌿 Senhor da Terra,
guardião dos cemitérios e dos vivos,
ensina-nos a respeitar o silêncio dos ciclos,
e a reverenciar o invisível que sustenta o visível.
🌬️ Tuas palhas escondem o rosto…
mas revelam a força que nenhum homem vê.
Tu passas e o corpo estremece.
Tu tocas, e a alma desperta.
🌾 No dia 16 de agosto,
quando o mundo saúda São Roque,
nós, filhos do axé, nos curvamos diante de ti,
Omulu, pai dos mistérios profundos,
senhor da doença e da cura,
rei das passagens entre mundos.
🔥 Que tua pipoca estoure nas brasas da transformação,
purificando as dores do corpo,
e limpando as chagas do espírito.
Que teu xaxará varra nossos caminhos,
afastando todo mal escondido na sombra do tempo.
🌌 Obaluaiê, filho de Nanã,
que tua luz surja onde só havia trevas.
Que teu calor ressurja onde a vida parecia ter partido.
Que teu silêncio nos ensine a ouvir…
o chamado da alma."
✨ Atotô, meu pai.
Atotô, Obaluaiê. Viva São Roque."
Axé e proteção no seu caminho
Andante, o caminho faz -se caminhando

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