Errar não é fracassar — é aprender. Cada tropeço abre espaço para novas formas de caminhar. Se fôssemos perfeitos, não haveria evolução, não haveria história, apenas silêncio. O erro é o rascunho da vida, a cicatriz que vira mapa, a lembrança de que o mundo não vem com manual de instruções.
Vivemos cercados por máquinas e algoritmos que prometem precisão, mas nós não somos engrenagens. Somos feitos de limites: o cansaço que pede pausa, a dúvida que nos protege da arrogância, a vulnerabilidade que nos conecta uns aos outros. A máquina calcula, mas não sente. Nós sentimos — e é isso que nos torna humanos.
Aceitar a própria imperfeição abre espaço para compreender a imperfeição dos outros. Quando reconhecemos nossas cicatrizes, aprendemos a enxergar as cicatrizes alheias não como fraquezas, mas como histórias. A música já disse: “Don’t put the blame on me” — ninguém deveria carregar sozinho o peso da expectativa de perfeição.
A perfeição? Talvez seja apenas o erro polido, uma lapidação das nossas quedas. Somos feitos de tentativas, falhas e recomeços. Somos feitos de histórias que dizem: tentamos, caímos, levantamos.
E seguimos. Sempre seguimos
Rubens Stefano

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