28/05/2026

NÃO SOMOS HUMANOS, ESTAMOS HUMANOS


A maior parte das pessoas passa a vida inteira sem questionar aquilo que chama de “eu”.

Acham que são apenas o corpo físico, o nome, a personalidade, os gostos, os traumas, a profissão, a história pessoal e o personagem humano atual. Mas essa é justamente a grande amnésia da consciência encarnada: acreditar que o veículo é a própria identidade.

O corpo é uma interface de experiência.

Assim como alguém utiliza roupas diferentes em ocasiões diferentes, a consciência utiliza corpos diferentes em experiências diferentes. O problema é que aqui na Terra nos identificamos tanto com o “traje” que esquecemos o que existe além dele.

Quando falo em consciência, espírito ou alma, não estou falando de religião. Estou falando da inteligência que percebe, observa, sente, experiencia e continua existindo independentemente do veículo utilizado no momento.

A consciência sobrevive à troca do corpo físico porque ela não é produzida pelo corpo. O cérebro não cria a consciência. Ele funciona como interface dela nesta realidade.

O ser humano não é o ponto final da vida consciente, mas apenas uma das experiências possíveis dentro de um cosmos extremamente mais amplo do que fomos ensinados a imaginar.

E é justamente aí que muitos começam a compreender de forma diferente a questão extraterrestre.

Extraterrestres não são “deuses espaciais”, nem criaturas mágicas separadas da vida universal. São consciências utilizando outros tipos de veículos biológicos, energéticos e dimensionais em outros ambientes do cosmos, assim como nós utilizamos corpos humanos aqui.

A vida existe em múltiplas formas, frequências e dimensões.

A matéria não cria a consciência. A consciência organiza e experiencia a matéria. O corpo é apenas o veículo temporário utilizado dentro deste ambiente tridimensional.

É por isso que tantas pessoas sentem uma estranha sensação de não pertencimento, como se intuitivamente soubessem que existe algo além deste cenário físico limitado.

E conforme a percepção se expande, as separações artificiais começam a ruir. Ciência, espiritualidade, consciência, física, experiências fora do corpo, EQMs e antigos conhecimentos começam a apontar para os mesmos princípios vistos sob linguagens diferentes.

O problema é que fomos treinados a enxergar tudo de maneira fragmentada.

Religião de um lado.

Ciência do outro.

Consciência em outro compartimento.

Ufologia em outro.

Espiritualidade em outro.

Mas a realidade não está dividida. Apenas nossa interpretação dela.

Quanto mais a consciência se expande, mais evidente fica que estamos participando de algo imensamente maior do que o personagem humano consegue perceber.

E talvez o verdadeiro despertar comece justamente quando deixamos de perguntar apenas “quem sou eu?” e começamos a perceber aquilo que está olhando através dos nossos olhos.

Por Samantha Iara Concolino - Assê

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