A maior parte das pessoas passa a vida inteira sem questionar aquilo que chama de “eu”.
Acham que são apenas o corpo físico, o nome, a personalidade, os gostos, os traumas, a profissão, a história pessoal e o personagem humano atual. Mas essa é justamente a grande amnésia da consciência encarnada: acreditar que o veículo é a própria identidade.
O corpo é uma interface de experiência.
Assim como alguém utiliza roupas diferentes em ocasiões diferentes, a consciência utiliza corpos diferentes em experiências diferentes. O problema é que aqui na Terra nos identificamos tanto com o “traje” que esquecemos o que existe além dele.
Quando falo em consciência, espírito ou alma, não estou falando de religião. Estou falando da inteligência que percebe, observa, sente, experiencia e continua existindo independentemente do veículo utilizado no momento.
A consciência sobrevive à troca do corpo físico porque ela não é produzida pelo corpo. O cérebro não cria a consciência. Ele funciona como interface dela nesta realidade.
O ser humano não é o ponto final da vida consciente, mas apenas uma das experiências possíveis dentro de um cosmos extremamente mais amplo do que fomos ensinados a imaginar.
E é justamente aí que muitos começam a compreender de forma diferente a questão extraterrestre.
Extraterrestres não são “deuses espaciais”, nem criaturas mágicas separadas da vida universal. São consciências utilizando outros tipos de veículos biológicos, energéticos e dimensionais em outros ambientes do cosmos, assim como nós utilizamos corpos humanos aqui.
A vida existe em múltiplas formas, frequências e dimensões.
A matéria não cria a consciência. A consciência organiza e experiencia a matéria. O corpo é apenas o veículo temporário utilizado dentro deste ambiente tridimensional.
É por isso que tantas pessoas sentem uma estranha sensação de não pertencimento, como se intuitivamente soubessem que existe algo além deste cenário físico limitado.
E conforme a percepção se expande, as separações artificiais começam a ruir. Ciência, espiritualidade, consciência, física, experiências fora do corpo, EQMs e antigos conhecimentos começam a apontar para os mesmos princípios vistos sob linguagens diferentes.
O problema é que fomos treinados a enxergar tudo de maneira fragmentada.
Religião de um lado.
Ciência do outro.
Consciência em outro compartimento.
Ufologia em outro.
Espiritualidade em outro.
Mas a realidade não está dividida. Apenas nossa interpretação dela.
Quanto mais a consciência se expande, mais evidente fica que estamos participando de algo imensamente maior do que o personagem humano consegue perceber.
E talvez o verdadeiro despertar comece justamente quando deixamos de perguntar apenas “quem sou eu?” e começamos a perceber aquilo que está olhando através dos nossos olhos.
Por Samantha Iara Concolino - Assê

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