Há momentos na história dos mundos em que os acontecimentos parecem dispersos. As pessoas, indiferentes, observam os dias passarem. Veem as notícias, os conflitos, as transformações e acreditam estar diante de acontecimentos isolados. Mas, de tempos em tempos, chega o momento em que inúmeros fios invisíveis começam a convergir para um mesmo ponto; o momento em que aquilo que estava adormecido começa a despertar; o momento em que aquilo que estava oculto começa a revelar-se. A humanidade passa por um desses momentos.
Não falo para despertar medo, nem anunciar castigos. Não falo para alimentar expectativas ou fantasias. Falo para recordar uma verdade antiga como as estrelas: toda renovação começa por uma escolha.
Muitos observam as mudanças do mundo e perguntam: “O que acontecerá?” Mas, existe uma pergunta mais importante: “Quem escolherei ser durante o que acontecerá?” Porque os grandes ciclos da vida não transformam apenas paisagens; transformam consciências. As tempestades não revelam apenas a força dos ventos; revelam também a solidez das raízes. Os tempos de mudança revelam aquilo que verdadeiramente habita cada coração.
Por isso, não olhes apenas para fora. Olha para dentro. A renovação do mundo começa pela renovação da alma. O novo não nasce primeiro nas estruturas; nasce nas escolhas. Nasce quando alguém escolhe a verdade em vez da ilusão, a compaixão em vez do julgamento, a coragem em vez do medo, o Amor em vez da indiferença.
Muitos esperam um grande sinal. Uma grande revelação, um acontecimento extraordinário. Mas, o maior sinal de todos já está acontecendo. O Amor está despertando, em silêncio, em milhares de corações, em lugares distantes, em culturas diferentes, em pessoas que talvez jamais se encontrem nesta vida. Uma corrente invisível percorre a humanidade: uma lembrança, um chamado para o que é verdadeiro.
Alguns escutarão esse chamado. Outros o ignorarão e ambas as escolhas serão respeitadas, porque o Amor jamais impõe. Ele convida, jamais força. Ele inspira, jamais escraviza, mas liberta.
Este é o tempo da escolha. Não a escolha entre povos. Não a escolha entre crenças, nem ideologias, mas a escolha entre permanecer fechado ou abrir o coração; entre alimentar a separação ou cultivar a união; entre aprofundar o medo ou fortalecer o Amor.
Cada ser humano participa deste momento, mesmo sem perceber, através dos pensamentos que cultiva, das palavras que pronuncia, das decisões que toma, das sementes que espalha pelo caminho. Nenhuma escolha é pequena. Nenhum gesto é insignificante. O Universo registra não apenas aquilo que os homens fazem, mas também aquilo que se tornam. Lembra-te: Aquilo que te tornas hoje ajuda a construir o mundo que nascerá amanhã.
Por isso, não perguntes se haverá renovação. Ela já começou. Não perguntes se a Luz vencerá, pois ela jamais deixou de brilhar. Pergunta apenas: “Estou permitindo que ela brilhe através de mim?”
O futuro da Terra não será construído apenas por grandes líderes, instituições ou acontecimentos. Será construído por milhões de escolhas silenciosas realizadas todos os dias. Cada vez que alguém escolhe amar. Cada vez que alguém escolhe perdoar. Cada vez que alguém escolhe servir. Cada vez que alguém escolhe compreender. Uma nova Terra aproxima-se um pouco mais.
E, agora, desejo anunciar aquilo que muitos corações já começaram a perceber. O Amor está renascendo; não como uma ideia, não como um conceito, mas como uma força viva. Uma força capaz de atravessar fronteiras; uma força capaz de curar antigas divisões; uma força capaz de recordar aos seres humanos aquilo que sempre foram: filhos e filhas da mesma Fonte, partes da mesma Vida, expressões diferentes da mesma Luz.
Que ninguém se deixe enganar pelo barulho dos tempos. As sementes sempre crescem em silêncio e as maiores transformações da história frequentemente começam imperceptíveis aos olhos do mundo.
Permanece firme. Permanece sereno. Permanece desperto e, acima de tudo, permanece amando. Porque, nos registros eternos da criação, não será o medo que abrirá as portas do novo tempo. Será o Amor.
A Fraternidade da Luz.
Marcos Frech

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