Por um lado, atravessar períodos difíceis nos molda. A dor, em doses suportáveis, retira o véu da ingenuidade e aumenta nossa percepção sobre a vida. Ela nos torna mais resilientes, aprofunda nossa empatia e nos força a sair de zonas de conforto que, em calmaria, jamais abandonaríamos. Nesse caso, o sofrimento amplia nossa visão de mundo.
Por outro lado, existe um limite importante. Quando o sofrimento se torna excessivo, crônico e desprovido de sentido, ele deixa de ser um instrumento de crescimento e passa a ser um indicador de desequilíbrio.
A dor que não nos transforma, mas nos paralisa ou nos consome, é um sinal claro de que algo em nossa estrutura, em nossas escolhas ou no ambiente em que estamos inseridos, precisa de mudança urgente.
A maturidade não está em suportar o máximo de dor possível, mas em saber distinguir o que nos ensina do que apenas nos esgota. O sofrimento que evolui serve como degrau, o sofrimento que estagna é um convite para mudar de rota.
Transformar dor em sabedoria é um exercício de autoconhecimento. Mas, se a carga estiver pesada demais, não tente carregar tudo sozinho, reconhecer que algo está errado é o primeiro passo para a cura.
Kohen Salomon Ben David

Nenhum comentário:
Postar um comentário