A cada palavra que você escreve para a própria existência, algo em você se realinha. É como se, finalmente, você se olhasse sem pressa, sem julgamento, sem as lentes distorcidas que o mundo te entregou. Ao sentar-se à mesa consigo mesma, você descobre que não é um erro a ser corrigido, mas um ser vivo que precisa de cuidado, descanso e verdade.
Quando você troca cobrança por escuta, percebe que sempre houve uma força silenciosa aí dentro, não a força de quem aguenta tudo, mas a de quem finalmente escolhe não se abandonar. Você se reconhece como jardim, e jardins florescem no tempo certo, com delicadeza, sombra e sol. É nessa autoacolhida que sua história começa a mudar de tom. Ao lembrar das versões que já foi, cansada, perdida, cheia de culpa, você entende que elas não foram falhas, foram caminhos. Cada dor, cada tropeço, cada lágrima te trouxe até este lugar onde você pode dizer: “eu mereço ser tratada com ternura, inclusive por mim.”
E quando você assume essa postura, sua vida interna se expande. Você para de exigir perfeição e começa a permitir processo. A comparação perde força, a pressa perde sentido, e o amor-próprio deixa de ser teoria para virar prática diária. Você se compromete a não se violentar para caber, a não se calar para agradar, a não se diminuir para ser aceita. Esse é o gesto mais revolucionário da sua caminhada: você finalmente fica do seu lado.❤️
Afirmação complementar:
Eu me trato com gentileza e respeito. Eu sou um jardim em crescimento, e honro meu tempo. Eu reconheço meu valor independentemente do que produzo. Eu acolho minhas dores sem me abandonar. Eu me escolho com amor, todos os dias❤️
Fonte: Mulheres que amam demais .

Nenhum comentário:
Postar um comentário