O cérebro humano não busca, em primeiro lugar, aquilo que é mais saudável, mas aquilo que é mais previsível. O conhecido oferece sensação de segurança porque já foi vivido, testado e mapeado pelo sistema nervoso. Mesmo quando envolve dor, estresse ou sofrimento, ele é familiar e, por isso, menos ameaçador do que o novo.
Desde cedo, o cérebro aprende a associar repetição com sobrevivência. Circuitos neurais que já foram ativados muitas vezes exigem menos energia para funcionar. Mudar padrões significa gastar mais recursos, enfrentar incertezas e correr riscos, algo que o cérebro tenta evitar sempre que possível.
Além disso, experiências conhecidas carregam memórias emocionais. Elas reforçam crenças, hábitos e reações automáticas que mantêm a identidade estável. O saudável, por outro lado, pode ser estranho, exigir limites, escolhas diferentes e até a perda de vínculos ou comportamentos que antes garantiam pertencimento.
Por isso, muitas pessoas permanecem em situações que sabem não fazer bem. Não se trata de falta de vontade ou consciência, mas de um cérebro que prioriza estabilidade e economia de energia. A mudança real acontece quando o sistema nervoso começa a sentir segurança no novo, transformando o saudável em algo familiar.
Texto por: Psicanalise Inconsciente

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