Algumas portas não se fecham com raiva,se fecham com consciência.
A raiva ainda pede explicação, resposta, reparo.A consciência entende que nem tudo precisa ser resolvido para ser encerrado.
Fechar com consciência é reconhecer que certos vínculos já cumpriram o que tinham para cumprir.
Que insistir não é lealdade, é apego.
E que nem toda ausência é perda, muitas são proteção.
Quando a consciência entra, a pressa vai embora.
Não há ataque, não há disputa, não há necessidade de convencer ninguém.
Há apenas o entendimento silencioso de que seguir em frente também é um ato de amor, principalmente por si.
Portas fechadas com consciência não fazem barulho.
Não precisam de anúncio, explicação ou plateia.Elas se fecham por dentro, onde a paz começa a fazer sentido.
E quando isso acontece, não é o outro que fica para trás. É a versão antiga de quem já não cabe mais no mesmo lugar.
Oyanitiatiiná

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