23/02/2026

TALVEZ


Talvez, mais tarde, amanhã, daqui a um mês, a gente se dê conta das alegrias que deixamos de viver por pura bobagem. Dos momentos preciosos que perdemos, do suspiro trazendo a noite, da melodia do amanhecer, das flores bordando os quintais, de um dia especial.

Talvez, mais tarde, possamos perceber os passos que passaram por nós, sem nada deixar, sem nada levar, quando o caminho mais fácil e, talvez, mais seguro, é o caminho de dois, à margem do rio, a ponte sobre o abismo.

Talvez, um pouco mais tarde, amanhã, daqui a um mês, escancaremos nossas janelas e deixemos entrar o canto da vida que diz: nada é teu, nada é para sempre, mas a alegria do agora fica eternizada no tempo...

Eunice Ramos, via Essencialmente.

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