O tal poder feminino nunca foi convite para festa. Ele sempre esteve ali, discreto, insistente, enquanto muita gente fingia que não via. É curioso como a sociedade adora dar palestra sobre liderança, mas continua esperando que as mulheres sejam fortes sem fazer barulho, inteligentes sem parecer ameaçadoras e corajosas sem parecer ambiciosas. No fim, querem resultado sem reconhecer origem. Querem discurso sem encarar a prática.
Antes de falar sobre esse poder, vale lembrar um conceito simples. Axioma é uma verdade tão evidente que não precisa de prova. Não depende de aplauso. Não precisa de carimbo. Ele apenas existe. Se você observa a realidade com honestidade, não há como negar. O poder feminino funciona assim. Ele não pede licença, só incomoda quem se acostumou com o privilégio de não ser questionado.
Enquanto alguns debatem igualdade em mesas de café, muitas mulheres seguem vivendo coerência na marra. Criam filhos, cuidam de pais, sustentam casas, assumem carreiras e ainda precisam responder com paciência aos julgamentos de quem nunca enfrentou metade do que elas enfrentam. Não se trata de heroísmo. É sobre autoria. Quem vive a própria história não pede validação, exige respeito.
A seguir, dez axiomas que não precisam ser defendidos, apenas reconhecidos.
Poder feminino não é rivalidade com o homem, é recusa a ser diminuído.
A mulher que se conhece vira referência, não mendiga aprovação.
Cuidar só tem valor quando nasce da escolha.
O silêncio feminino muitas vezes prepara o impacto.
Quem superou injustiça lidera melhor que quem só estudou liderança.
A beleza que não busca agradar é força, não ornamento.
O cansaço revela o peso da desigualdade, não incapacidade.
Ambição feminina é liberdade de construir destino.
Autonomia se conquista, não se recebe.
Amor próprio é fronteira. Ele protege, educa e posiciona.
Isso tudo dispensa propaganda. Basta olhar ao redor. O poder está acontecendo, com ou sem quem queira admitir.
Willians Fiori

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