Não é só cansaço.
Não é "falta de foco".
E definitivamente não é frescura.
Quando a mente não descansa, o corpo entra em modo de ameaça constante.
O estresse psicológico crônico ativa o eixo do alerta (hipotálamo–hipófise–adrenal) como se você estivesse em perigo o tempo todo. O resultado?
Uma liberação contínua de sinais inflamatórios que deveriam ser temporários.
No começo, o cortisol tenta conter o estrago.
Com o tempo, ele perde eficiência.
O sistema imunológico se desregula.
A inflamação se espalha sem vírus, sem bactéria, sem inimigo externo.
Isso se chama inflamação estéril.
No cérebro, a defesa vira excesso.
As células de proteção entram em hiperatividade.
As conexões ficam lentas.
Surge a névoa mental, a fadiga profunda, a dor difusa, o apagamento emocional.
O corpo não sabe diferenciar uma ameaça real de uma preocupação constante.
Para ele, pensamento obsessivo também é perigo.
Por isso, ignorar o descanso mental cobra um preço biológico.
E alto.
Cuidar da mente não é luxo.
É estratégia de sobrevivência celular.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica.
Fonte:Quantic Despert - by Paula Cabral

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