O homem é sol.
A mulher é lua.
Não por oposição simples,
mas porque o universo precisa dos dois
para não desabar no escuro.
O sol nasce decidido.
Não hesita, não recua, não pede permissão.
Arde.
Impõe o dia.
Queima certezas, aquece destinos,
carrega nos ombros o peso de existir sempre igual
— intenso, direto, absoluto.
Ele é força que não se fragmenta.
É presença que domina o céu
mesmo quando ninguém olha.
A lua…
Ah, a lua não se repete.
Ela se reinventa.
Muda de forma, de humor, de silêncio.
Cresce, some, reaparece.
Encanta quando cheia,
instiga quando minguante,
provoca quando nova.
A lua não ilumina tudo —
ela escolhe o que revelar.
A mulher é lua porque é ciclo.
É mistério em movimento.
É doçura que vira tempestade,
calma que aprende a rugir.
Carrega dentro de si o poder de sangrar
e ainda assim florescer.
Enquanto o sol sustenta o mundo,
a lua ensina o mundo a sentir.
E quando se encontram,
não competem — se equilibram.
Um aquece, a outra envolve.
Um clareia o caminho,
a outra revela o abismo e a beleza dele.
O sol é constância.
A lua é transformação.
E é nesse contraste
— fogo e maré,
luz direta e brilho refletido —
que a vida acontece.
Porque sem o sol, tudo congela.
E sem a lua…
o coração perde o ritmo.
✡️ Emilia Morales terapeuta holistica

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