09/01/2026

Sol e Lua


O homem é sol.

A mulher é lua.

Não por oposição simples,

mas porque o universo precisa dos dois

para não desabar no escuro.

O sol nasce decidido.

Não hesita, não recua, não pede permissão.

Arde.

Impõe o dia.

Queima certezas, aquece destinos,

carrega nos ombros o peso de existir sempre igual

— intenso, direto, absoluto.

Ele é força que não se fragmenta.

É presença que domina o céu

mesmo quando ninguém olha.

A lua…

Ah, a lua não se repete.

Ela se reinventa.

Muda de forma, de humor, de silêncio.

Cresce, some, reaparece.

Encanta quando cheia,

instiga quando minguante,

provoca quando nova.

A lua não ilumina tudo —

ela escolhe o que revelar.

A mulher é lua porque é ciclo.

É mistério em movimento.

É doçura que vira tempestade,

calma que aprende a rugir.

Carrega dentro de si o poder de sangrar

e ainda assim florescer.

Enquanto o sol sustenta o mundo,

a lua ensina o mundo a sentir.

E quando se encontram,

não competem — se equilibram.

Um aquece, a outra envolve.

Um clareia o caminho,

a outra revela o abismo e a beleza dele.

O sol é constância.

A lua é transformação.

E é nesse contraste

— fogo e maré,

luz direta e brilho refletido —

que a vida acontece.

Porque sem o sol, tudo congela.

E sem a lua…

o coração perde o ritmo.

✡️ Emilia Morales terapeuta holistica

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