11/01/2026

Pensamento da noite


Quando a feminilidade dói, não é porque você seja fraca… é porque você esqueceu sua força.

Uma mulher vive uma feminilidade que a machuca quando aprendeu a se calar para ser aceita, quando confunde amor com sacrifício e entrega sua energia sem limites esperando ser vista.

Quando seu corpo se tensiona, seu útero pesa e seu coração se cansa, mas mesmo assim ela continua, porque acredita que descansar, colocar limites ou dizer “não” é egoísmo.

A feminilidade ferida se manifesta quando uma mulher se desconecta da sua intuição e começa a viver para agradar, quando se culpa por sentir, quando normaliza a dor física ou emocional, quando minimiza sua raiva e apaga seu fogo interno para não incomodar.

Também aparece quando ela se afasta do seu ciclo, do seu ritmo natural, quando se exige ser constante, produtiva e disponível o tempo todo, esquecendo que sua verdadeira natureza é cíclica, sábia e poderosa.

Mas nada disso significa que há algo de errado com ela.

Significa que sua feminilidade foi moldada pela ferida e não pela verdade.

Curar não é se tornar mais suave.

Curar é lembrar da sua força, habitar seu corpo, ouvir seu útero, honrar seus sentimentos e recuperar o direito de ocupar espaço sem culpa.

A feminilidade que cura não se submete.

Ela se enraíza, se sente e se sustenta.

E quando uma mulher retorna à sua força, sua energia deixa de doer… e começa a criar.

— Nahui Malinalli

Nenhum comentário:

Postar um comentário