Quando a feminilidade dói, não é porque você seja fraca… é porque você esqueceu sua força.
Uma mulher vive uma feminilidade que a machuca quando aprendeu a se calar para ser aceita, quando confunde amor com sacrifício e entrega sua energia sem limites esperando ser vista.
Quando seu corpo se tensiona, seu útero pesa e seu coração se cansa, mas mesmo assim ela continua, porque acredita que descansar, colocar limites ou dizer “não” é egoísmo.
A feminilidade ferida se manifesta quando uma mulher se desconecta da sua intuição e começa a viver para agradar, quando se culpa por sentir, quando normaliza a dor física ou emocional, quando minimiza sua raiva e apaga seu fogo interno para não incomodar.
Também aparece quando ela se afasta do seu ciclo, do seu ritmo natural, quando se exige ser constante, produtiva e disponível o tempo todo, esquecendo que sua verdadeira natureza é cíclica, sábia e poderosa.
Mas nada disso significa que há algo de errado com ela.
Significa que sua feminilidade foi moldada pela ferida e não pela verdade.
Curar não é se tornar mais suave.
Curar é lembrar da sua força, habitar seu corpo, ouvir seu útero, honrar seus sentimentos e recuperar o direito de ocupar espaço sem culpa.
A feminilidade que cura não se submete.
Ela se enraíza, se sente e se sustenta.
E quando uma mulher retorna à sua força, sua energia deixa de doer… e começa a criar.
— Nahui Malinalli

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