A natureza nos ensina o tempo todo. Não com palavras, mas com ciclos.
Nada nela é fixo. Existem dias de sol e dias de sombra, momentos de calmaria e momentos de tempestade. E assim também é o ser humano.
Dentro de nós vivem os quatro elementos.
A terra representa o corpo, a estrutura, o enraizamento. Quando está em equilíbrio, sustenta. Quando se torna excessiva, endurece.
A água simboliza as emoções, a sensibilidade e a capacidade de sentir. Quando flui, cura. Quando estagna, confunde.
O ar corresponde à mente, aos pensamentos e à percepção. Quando está claro, traz discernimento. Quando se agita, gera ansiedade.
O fogo é a energia vital, a ação e a transformação. Quando consciente, ilumina. Quando desgovernado, consome.
Esses elementos se movimentam o tempo todo dentro de nós, assim como na natureza.
Mas existe algo além deles.
O quinto elemento é o Éter. O campo da consciência. O espaço onde todos os elementos acontecem sem se misturar.
O éter é o observador. É aquilo que percebe a terra endurecer, a água transbordar, o ar se agitar e o fogo se exaltar, sem se tornar nenhum deles.
Por isso, consciência não é controlar os elementos. É habitar o centro.
Quando o sol externo não aparece, é o sol interno que precisa ser lembrado.
Nós não somos apenas partes do todo. Nós somos o todo se reconhecendo em forma humana.
Quem compreende isso deixa de ser refém da mente, das emoções e das reações. Passa a observar, integrar e escolher.
Você não é o clima. Você é o campo onde o clima acontece.
®️Fernanda Luzia

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