Muitas pessoas dizem: “Sempre atraio o mesmo tipo de situação” ou “Minha vida parece um ciclo que se repete”.
A espiritualidade chama isso de carma.
A psicanálise chama de repetição.
A neurociência chama de circuito neural condicionado.
Quando um trauma não é elaborado, ele não desaparece. Ele se organiza no inconsciente e passa a se manifestar por meio de escolhas, vínculos e comportamentos que parecem conscientes, mas não são. O sujeito acredita estar escolhendo, quando, na verdade, está repetindo.
Freud chamou esse fenômeno de compulsão à repetição: o psiquismo tenta reviver a experiência traumática não para sofrer, mas numa tentativa inconsciente de dar a ela um final diferente.
A neurociência confirma que experiências emocionais intensas moldam o cérebro, criando padrões automáticos de reação, especialmente ligados ao medo, ao apego e à sobrevivência.
Do ponto de vista espiritual, a repetição pode ser vista como um chamado à consciência. Não como punição, mas como oportunidade de elaboração. O que não é olhado retorna. O que não é sentido se manifesta. O que não é simbolizado se repete.
Destino, nesse contexto, não é algo fixo ou imposto. Ele se constrói a partir do que permanece inconsciente. Quando o trauma é reconhecido, elaborado e integrado, o ciclo pode ser interrompido. A repetição deixa de ser destino e se transforma em escolha.
Cura não é apagar o passado.
É ressignificá-lo.
Consciência liberta o que o inconsciente aprisiona.
Texto por: Psicanalise Inconsciente

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