21/01/2026

Razão e Amor:Uma Crônica do Paradoxo


Há homens cuja mente é um labirinto de cálculos, teorias e hipóteses. Inteligentes, perspicazes, capazes de enxergar nuances que escapam ao olhar comum. Mas quando o assunto é amor, essa mesma mente se torna uma espécie de cárcere invisível.  

🕰️ Enquanto o flerte pede improviso, eles preferem a análise. Onde caberia um sorriso despretensioso, surge uma equação de possibilidades. O coração quer se lançar, mas a razão ergue barreiras: “E se não der certo? E se não for recíproco? E se…?”.  

O paradoxo é cruel: a inteligência que abre portas no mundo acadêmico e profissional fecha janelas na alma. Porque amar não é sobre prever, é sobre arriscar. Não é sobre lógica, é sobre entrega.  

💔 O excesso de racionalidade transforma o encontro em ensaio, o gesto em cálculo, o silêncio em problema a resolver. E assim, muitas histórias acabam antes mesmo de começar.  

No entanto, há uma beleza escondida nesse conflito. Quando o homem inteligente aprende a suspender o raciocínio e se permitir o improviso, descobre que o amor é a única experiência que não precisa de provas — apenas de presença.  

O coração, afinal, não fala a língua da razão. Ele se expressa em olhares, em risos fora de hora, em mãos que se encontram sem pedir permissão. E é nesse instante, breve e imprevisível, que a vida mostra que o maior ato de inteligência pode ser simplesmente deixar-se levar.

Rubens Stefano 


Nenhum comentário:

Postar um comentário